Bem-vindos ao Katherine Langford Brasil, sua fonte brasileira de notícias sobre a atriz, cantora e compositora australiana Katherine Langford, mais conhecida por interpretar Hannah Baker na série original da Netflix "13 Reasons Why". Aqui você vai encontrar vídeos, entrevistas, fotos e notícias. Acesse a galeria para fotos em HQ da Katherine. Site criado de fãs para fãs.


postado por Mila

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de junho da revista Seventeen México. A atriz australiana falou sobre seu mais recente projeto, ‘Com Amor, Simon‘, sua personagem Leah Burke, sua carreira e muito mais. Confira a tradução abaixo:

KATHERINE LANGFORD
Em ‘Com Amor, Simon’ a atriz dá vida a uma jovem de 17 anos que está definindo quem é, te soa familiar?

Você já se sentiu estranho? Pergunta Leah (Katherine Langford) a seu melhor amigo Simon (Nick Robinson) em ‘Com Amor, Simon‘. É que ter 17 anos já é suficientemente complicado: decidir o que você fará pelo resto de sua vida, estar a ponto de se separar de seus amigos na escola ou tentar chamar a atenção do cara que você gosta… Isso é o que Simon, um jovem que esconde de todo mundo que é gay, experimenta. Ninguém sabe por quem Simon se apaixonou na internet; e descobri-lo, será uma odisseia para os que o cercam, especialmente para sua melhor amiga: Leah, interpretada por Katherine Langford – de quem obviamente nos lembramos como a Hannah de 13 Reasons Why. Agora, Katherine interpreta uma garota sarcástica, meio introvertida e que expressa muitos de seus sentimentos através de suas roupas. Langford nos conta mais sobre essa personagem e por quê você não pode perder ‘Com Amor, Simon‘.

Conte-nos sobre ‘Com Amor, Simon’. Do que se trata?
O filme é baseado no romance Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, da escritora Becky Albertalli. Trata-se de um garoto de 17 anos de idade que está cursando o ensino médio. É a história de como ele se apaixona e o que acontece quando um de seus colegas de classe revela sua orientação sexual. Isso afeta a ele, a sua família e seus amigos, bem como aqueles ao seu redor.

Se pensássemos em outros filmes de jovens de 17 anos, com quais você diria que se parece?
Eu acho que, sem dúvidas, [Com Amor, Simon] tem a essência e os atributos de um filme de John Hughes, o que, ao meu ver, é algo muito especial. Não deixa de ser muito moderno na medida em que não tenta se desenvolver em nenhuma outra época – senão a atual –, mas tem elementos de amor e comédia. Um equilíbrio que faz com que se assemelhe a alguns filmes de Hughes.

Você mencionou os filmes de Hughes, histórias que normalmente se passam nos anos 80 – Gatinhas e Gatões (1984), Clube dos Cinco (1985), Curtindo a Vida Adoidado (1986). Você acha que, nos dias de hoje, a nostalgia está presente nos jovens?
Acho que na atualidade não é difícil reconhecer a grande presença da tecnologia, e me parece que talvez haja sim um pouco do nostalgia, ou talvez, pessoas que estejam preenchendo as lacunas daquilo que sentem que faz falta para elas. Vivemos em uma era muito tecnológica e digital.

Um aspecto no qual ‘Com Amor, Simon’ se diferencia de outros filmes juvenis, é que ele tem um protagonista gay. Gostaríamos que isso não fosse algo particularmente único, mas mesmo assim é…
A representatividade é uma coisa muito importante. Especialmente no cinema e em outras formas de arte. Sinto que atualmente existem mais filmes LGBTQ, ou filmes que giram em torno de protagonistas LGBTQ, embora ainda estejam em falta; não há dúvida de que há espaço para mais. Mas o que torna ‘Com Amor, Simon‘ tão especial é que não somente é uma história focada em um personagem homossexual, como também é uma grande história de amor.

O que você acha que torna este filme diferente de outras histórias com protagonistas gays?
Foram produzidos filmes com um protagonista LGBTQ, e os fizeram bem, como ‘Carol‘ ou ‘Me Chame Pelo Seu Nome‘, para dizer alguns, mas eu acho que esse é diferente. Não é apenas uma história de amor, é sobre a adolescência; uma história sobre crescer, amadurecer, tornar-se adulto, e, talvez, essa seja a primeira vez que uma história de amor LGBTQ é contada de uma maneira tão grande por um estúdio tão importante.

Conte-nos sobre a sua personagem.
Leah Burke é a melhor amiga de Simon. Eles são melhores amigos desde o ensino fundamental. Leah é muito interessante; por fora, dá a impressão de ser alguém segura, até certo ponto. É muito criativa e se deixa levar pela moda.

Deixar-se levar pela moda é algo que podemos dizer que acontece com todos nós na juventude…
Sim, acho que um dos grandes motivos pelos quais Leah é movida pela moda e pela criatividade é porque, para ela, ambas não são apenas uma maneira de se expressar, mas também de mostrar o que ela sente por dentro e transformar esses sentimentos em algo material e que pode ser visto externamente.

Você acha, então, que a moda pode representar o que somos?
A moda pode servir como um obstáculo entre nós e o resto do mundo e é uma barreira de proteção. Acho que para Leah, em particular, sua barreira consiste em suas roupas e designs, porque é algo no qual ela é boa e que ela pode fazer. Inclusive depois de ter conversado com os figurinistas e maquiadores quando estávamos nos estágios iniciais do filme, eu disse a eles que achava que Leah era alguém que brinca com suas roupas e sua maquiagem de maneira criativa porque é algo que ela pode criar, mostrar e ao qual pode se adaptar.

Como atriz, é divertido interpretar alguém que usa roupas legais?
Claro! Eu sempre me interessei por estilo, desde pequena, e apesar de não ter crescido na indústria da moda, tenho mantido o gosto por design, pela moda e pela arte… Eu acho que através da interpretação de uma personagem, e em particular da Leah, você fica muito mais consciente de como se veste, e ainda mais da história por trás de cada roupa e de como elas são feitas.

Leah e Simon são amigos de longa data. Você já conhecia Nick [Robinson]? Foi difícil criar esse vínculo de amizade entre seus personagens?
Nick Robinson é incrível. Não nos conhecíamos, mas ele é muito talentoso, inteligente e tem uma energia maravilhosa. Então foi fácil nos darmos bem, e acho que tivemos uma boa dinâmica que espero que seja semelhante à de Leah e Simon.

Vocês ensaiaram durante várias semanas com o diretor, antes de começarem as filmagens. Isso ajudou a dinâmica do elenco?
Ter tido duas semanas de ensaios nos ajudou a poder nos conhecer melhor e brincar uns com os outros; a não somente aprender a nos darmos bem como pessoas comuns e ordinárias, como também descobrir qual era a energia e a dinâmica. Quando você lê um personagem em um roteiro, você tem uma ideia de quem ele é e do que ele faz, mas não é até que você coloque todos os personagens juntos em uma sala, que você realmente descobre como eles funcionam e interagem.

Leah e Simon passaram por muitos anos e muitas experiências juntos…
Sim, agora eles têm 17 anos e viveram muitas coisas nos últimos 10 anos. Simon teve namoradas, obviamente, mas não deu certo com nenhuma. Leah nunca teve um namorado, mas testemunhou e esteve presente em todos os relacionamentos que Simon teve; e nesse tempo, até certo ponto, se apaixonou por seu melhor amigo. O que acontece com ela no decorrer do filme é que enquanto Simon está lutando com seus próprios desafios, Leah também está travando suas próprias batalhas ao tentar lidar com todas as mudanças ao seu redor; e no processo, apaixonando-se por Simon, pensando erroneamente que o sentimento é recíproco.

Leah, então, representa muitos dos sentimentos que experimentamos aos 17 anos…
Sim. Leah ainda não se sente muito confortável em sua própria pele. Ainda não conseguiu decifrar quem é ou como quer se apresentar para as pessoas. E talvez tenha se agarrado um pouco a esta ideia de que está apaixonada por seu melhor amigo. Então, quando isso é tirado dela, dói. Este é seu primeiro amor.

Você acha que as outras jovens podem se identificar com ela?
Acho que toda vez que você assiste a um filme, você se identifica com alguém ou com a história de alguém à sua própria maneira; porque todos nós vivemos vidas diferentes e temos experiências que nos moldam. No entanto, eu acredito que a batalha de Leah é semelhante ao que muitos de nós experimentamos: nem sempre sentir-se confortável em sua própria pele; não saber quem você é. Acho que isso é algo pelo qual todos nós passamos. Ao longo do filme, cada personagem lida com seus próprios problemas. Cada um deles luta com o fato de não saber quem é; e neste filme, Leah está tentando descobrir.

Você acha que agora os filmes e as séries abordam mais esses sentimentos?
Eu certamente sinto que houve uma mudança na narrativa. Acho que há uma grande quantidade de fatores: acredito que os espectadores são muito mais inteligentes e estão mais informados quanto ao que está acontecendo no mundo, porque hoje em dia tudo é um grande debate global. Agora estamos muito unidos; não só como países, mas também como uma comunidade global. E acho que isso se transferiu para o cinema e a televisão.

Mesmo com essas mensagens, ‘Com Amor, Simon’ também é um filme muito engraçado…
Sim, acho que tem algumas mensagens maravilhosas, que são muito sólidas e importantes; mas, no fim das contas, é um filme que fará você se sentir bem! E creio que pelo mesmo motivo, as pessoas irão reagir a ele… Deixar o cinema e se sentir otimista, ou ter uma experiência positiva com um filme é realmente maravilhoso; e talvez necessário, dado tudo que está acontecendo no mundo. Quanto a momentos engraçados, acho que Logan Miller (que interpreta Martin), tem umas cenas fantásticas, que enchem o filme de humor.

Mudando um pouco de assunto, você foi indicada ao Globo de Ouro por ’13 Reasons Why’. Como você se sentiu?
Foi muito emocionante. Foi uma noite maravilhosa e apenas tentei absorver o máximo que pude. Para mim foi especial por muitos motivos. Minha primeira indicação ao Globo de Ouro, evidentemente, mas também foi uma noite comovente por causa do movimento Time’s Up. Lembro que no ano passado, nesta mesma época, eu havia acabado de filmar a primeira temporada de ‘13 Reasons Why‘ e vi Claire Foy receber o prêmio desta categoria. Então, este ano, ser indicada com ela, Elisabeth Moss, Maggie Gyllenhaal e Caitriona Balfe, foi uma espécie de momento surreal em que pude fechar um ciclo.

Como você se sentiu com o impacto que ’13 Reasons Why’ teve?
Eu acho que a parte do debate, e reflexão, foi definitivamente a parte mais gratificante. Nesta discussão, debate, era importante que as pessoas expressassem preocupações e suas opiniões, porque é aí que aprendemos coisas diferentes. Se as pessoas gostaram da série, ou não, é algo muito pessoal. Eu nunca diria a ninguém como reagir porque cobrimos tantos temas na série que você reagirá a ela de maneira diferente, dependendo de suas próprias experiências e do seu próprio contexto.

Sabemos que você não pode dizer muito, mas o que podemos esperar na segunda temporada?
Estou muito emocionada. Depois de ler os primeiros roteiros, fiquei muito feliz porque acho que teremos a oportunidade de continuar falando sobre coisas importantes, mas com uma história diferente, com muito mais dos outros personagens e suas próprias viagens, o que me entusiasma. Acho que, de alguma forma, isso continuará transmitindo a importância do que fizemos na primeira temporada.

Os scans da revista e a nova foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a 20th Century Fox, realizado por John Russo, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > JUNHO – SEVENTEEN (MÉXICO)


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > 20TH CENTURY FOX POR JOHN RUSSO

Fonte: Seventeen México.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

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