Bem-vindos ao Katherine Langford Brasil, sua fonte brasileira de notícias sobre a atriz, cantora e compositora australiana Katherine Langford, mais conhecida por interpretar Hannah Baker na série original da Netflix "13 Reasons Why". Aqui você vai encontrar vídeos, entrevistas, fotos e notícias. Acesse a galeria para fotos em HQ da Katherine. Site criado de fãs para fãs.


postado por Mila

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de maio da revista Teletodo, parte integrante do jornal El Periódico de Catalunya, na qual discutiu a segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘, sua personagem Hannah Baker e mais. Confira a tradução, feita por nossa equipe, a seguir:

Katherine Langford
’13 REASONS WHY’ — Katherine Langford, a atriz que dá vida à personagem central da série, analisa o drama do bullying escolar e que pode levar ao suicídio: “Eu queria estar disponível para qualquer um que se identificasse com Hannah.”

Pode ser difícil de acreditar, mas Katherine Langford (Perth, Australia, 1996) só havia feito um curta (um bom curta, Daughter, exibido em Cannes) antes de gravar ‘13 Reasons Why‘. Surpreendeu a si mesma e a desconhecidos com sua interpretação flexível de Hannah Baker, uma adolescente movida a tomar a pior decisão imaginável por causa de bullying e agressão sexual.

A primeira temporada de ‘13 Reasons Why‘ foi um sucesso tão grande para a Netflix que uma segunda temporada já era dada como certa, muito embora sua personagem principal tenha morrido na anterior. Talvez por medo de não repetir o sucesso (e por saber que em Langford repousava grande parte da força emocional dos primeiros episódios), os responsáveis não queriam se livrar de Hannah Baker na segunda parcela da história, que chegou na plataforma nesta sexta-feira, 18 de maio (completa). A própria atriz ficou surpresa com a decisão, como nos contou há alguns meses durante as filmagens da série em Vallejo (Califórnia), perto de São Francisco.

O que você sentiu quando soube que precisavam de você novamente para a segunda remessa?
A pergunta que todos me fizeram foi: “Mas o que você está fazendo nessa temporada?”. E eu mesma não sabia como responder. Depois de saber e de ter filmado quase toda a segunda temporada, sinto-me feliz por ter retornado.

Ainda há muito a contar sobre a Hannah?
Na primeira temporada contamos sua história tão profundamente que, é claro, me pareceu estranho ser ela outra vez. Eu não sabia como tudo terminaria ou qual era exatamente a história. Fomos vendo o que funcionava, o que não parecia certo… E, depois de muitos ajustes, acho que completamos um retrato muito complexo da personagem.

Se a série foi um fenômeno, foi em parte porque ela falou sobre coisas que não são normalmente discutidas, e que preocupam muita gente. Abuso emocional e físico, o problema do suicídio. Vocês sentiram muita responsabilidade?
Eu comecei a usar as redes sociais por causa da Hannah. Eu tinha minhas próprias idéias, muito convictas, sobre o que significa ser atriz, e não me sentia atraída pelas redes sociais; eu queria me concentrar na interpretação. Mas quando você faz uma série como essa, você tem que aceitar a responsabilidade. Eu queria estar disponível para qualquer um que se identificasse com a Hannah. Estar lá para apoiar essas pessoas em uma plataforma que eu julgava ser acessível.

É um trabalho como terapeuta que você teve que adicionar ao seu trabalho como atriz.
É um negócio complicado, porque tenho 20 anos, não sou nenhuma especialista. Eu só posso ajudar até certo ponto. O que eu tento fazer com as redes sociais é, acima de tudo, passar links úteis para as pessoas. E tentar deixar claro que sempre há ajuda lá fora.

Na reta final da primeira temporada você teve cenas muito difíceis. Naquela época, além disso, você era uma atriz sem muita experiência. Foi difícil?
Eu tive muitas cenas difíceis de se fazer, não só por causa do conteúdo, mas também porque eram feitas muitas tomadas e eu tinha que repeti-las sem parar. É muito improvável que me ofereçam um papel mais difícil em toda a minha vida. Mas também será difícil que eu consiga um melhor.

A equipe ajudou você a se sentir mais tranquila? Como foi o processo de preparação para as cenas mais complicadas?
Toda a equipe criativa queria lidar com essas questões com muito respeito e sensibilidade. E respeito também ao romance original de Jay Asher. E a mim. Eu estava cercada por pessoas fantásticas: Dylan [Minnette; o co-star], ou diretores como Jessica Yu, que dirigiu o episódio 12, ou Kyle Patrick Álvarez, que dirigiu o 13… Tudo isso facilitou as coisas para mim.

Os atores também conversaram muito com terapeutas, certo?
Pude trabalhar com psiquiatras e profissionais especializados nessas questões, para me certificar de ter diferentes pontos de vista sobre o que Hannah estava passando.

Como você vive com toda aquela emoção intensa, na frente e atrás das câmeras? Você acaba levando muito para casa?
Para mim o ano passado foi um aprendizado constante. Sobre o trabalho de atriz e sobre mim mesma. Aprendi, acima de tudo, a encontrar um equilíbrio na minha vida. É muito importante encontrar uma maneira de cuidar de si mesmo. Às vezes nos esquecemos disso.

Sem dar muito spoiler (embora eu já saiba que não é permitido), o que nos espera na nova temporada? Quanto a sua personagem Hannah, especialmente.
Da Hannah, na verdade, não há muito mais a dizer. Sobretudo, seguimos a vida de outras pessoas e vemos como os eventos da primeira temporada as afetaram. Na segunda [temporada], a imagem de Hannah é destruída, reconstruída, remodelada… Para apresentar o melhor e o pior dela. Nós mostramos tantas facetas que no final você se pergunta quem ela realmente era. Você irá ouvir coisas sobre Hannah que irão incomodá-lo, ou surpreendê-lo, ou chocá-lo. Mas você percebe que tudo isso não importa: ela não merecia o que aconteceu com ela.

Então a Hannah das fitas realmente não estava dizendo a verdade?
Isso é algo que o espectador vai se perguntar agora: se ela dizia a verdade. Digamos que ela contou a sua verdade e agora outras pessoas contarão as suas.

Mas a Hannah aparece em todos os episódios? Ela é um personagem importante na nova temporada?
Os fãs vão ver Hannah mais do que esperavam, mas devem se preparar para ver uma Hannah diferente. Nós a vemos através de flashbacks, das memórias de outras pessoas, ou manifestações do que aconteceu antes dela morrer. Também a vemos no presente como uma espécie de projeção de Clay. Ainda não definimos o que é isso. Eu não sei se estou sendo clara! (risos).

E você não tem medo dos fãs? Talvez eles não queiram que ninguém mude sua visão dos personagens.
A ideia, quando voltamos, era tentar não repetir a mesma coisa, mas fazer algo que tivesse um efeito similar. Brian [Yorkey, criador da série] queria encontrar a mesma verdade. Eu não sei como as pessoas irão reagir, mas acho que esta temporada pode ter um grande impacto. Ou até mesmo dividir mais [as opiniões], eu não sei. Isso não seria ruim também.

O que você diria àqueles que argumentavam que a série romantizava o suicídio e era perigosa?
Me orgulho do cuidado que foi tomado e do esforço que foi feito ao falar sobre este tópico na série, desde colocar avisos no início dos episódios complicados até o rigor com o qual tudo foi tratado em termos legais. Nesta temporada, o julgamento do caso de Hannah é baseado em outros julgamentos que aconteceram na vida real. Nós não mostramos nada de novo, não inventamos nada. Eu acho que, por causa dos temas que abordamos, sempre provocaremos reações fortes. Mas esse debate é uma das boas conseqüências da série.

Os Scans da revista já estão disponíveis em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MAIO – TELETODO (EL PERIÓDICO DE CATALUNYA)

Fonte: Teletodo.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Deixe um comentário!