Bem-vindos ao Katherine Langford Brasil, sua fonte brasileira de notícias sobre a atriz, cantora e compositora australiana Katherine Langford, mais conhecida por interpretar Hannah Baker na série original da Netflix "13 Reasons Why". Aqui você vai encontrar vídeos, entrevistas, fotos e notícias. Acesse a galeria para fotos em HQ da Katherine. Site criado de fãs para fãs.


postado por Mila

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de junho da revista VOGUE Espanha. A atriz falou sobre a segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘, ‘Com Amor, Simon‘, sua carreira, aspirações, ativismo e muito mais. Confira a tradução, feita por nossa equipe, a seguir:

PRIMEIRO (GRANDE) ASSALTO ÀS TELAS
Rosto revelação do ano graças à ficção juvenil ’13 Reasons Why’, da Netlix, a jovem atriz australiana Katherine Langford assume a fama com espantosa temperança e bom senso.

Tomar café da manhã. Ir ao colégio. Chegar atrasada para a aula de natação. Correr para o terceiro trabalho de meio período da semana. Dormir, e começar tudo de novo. A rotina de Katherine Langford (Perth, 1996) não ficaria no topo do sonho de uma pós-adolescente australiana há apenas dois anos atrás, mas a Netlix estava prestes a mudar o marasmo de sua existência confortável com uma brusca mudança de direção. A jogada de mestre atende pelo nome de ‘13 Reasons Why‘, a série que a gigante do entretenimento lançou na Espanha em 31 de março de 2017, abordando de forma gráfica e direta questões como o bullying, agressões sexuais e suicídio entre a população jovem. Langford interpreta Hannah Baker, uma jovem estudante que, ao contrário de seu alter ego, comete suicídio e deixa 13 fitas cassetes explicando seus motivos e apontando diretamente para as pessoas responsáveis por sua decisão. “Eu comecei a gravar [a série] com apenas 20 anos, com que experiência? Nenhuma!” ela exclama. “Mas esta tem sido a melhor estreia que eu posso pensar para uma jovem atriz como eu por causa da complexidade da minha personagem, senão por todo o aprendizado que me deu sobre como lidar com problemas que, muitas vezes, evitamos e ignoramos completamente.

Recentemente desembarcada em Roma para promover a segunda temporada da série (que estreou em 18 de maio), em que Hannah Baker deixa de ser a narradora para abrir caminho para os 13 envolvidos em seu suicídio, confessa que as expectativas geradas pela renovação da série não excederam seus cálculos. Langford assume a mudança drástica que envolve uma série tão geradora de debates e críticas à educação parental. “O início do primeiro capítulo não é uma primeira cena fictícia, mas uma apresentação real do que vamos abordar nos episódios posteriores. ’13 Reasons Why’ é uma série que fala sobre coisas difíceis e reais e, ao trazê-las à tona, esperamos ajudar os espectadores a falar sobre elas e compartilhá-las com suas famílias e amigos. No começo, achei que era uma abordagem desafiadora, mas os criadores levaram o trabalho de pesquisa tão a sério que eu sempre soube que estava em boas mãos.” A ficção inspirada no romance de Jay Asher, ambientado em uma periferia americana perfeitamente estereotipada, oferece por trás de sua fachada a dura realidade de como os adolescentes se veem desarmados diante de desafios juvenis e os pais muitas vezes preferem camuflar-los ou ignorá-los. “Desde que [a série] estreou na Netlix, comecei a entender o quão necessária era a proposta. Com o tempo, pude conversar com meninos e meninas de todo o mundo com problemas semelhantes, aos quais, de uma forma ou de outra, ajudamos a purgar e confessar seus problemas em suas comunidades. Não foi fácil dar vida à Hannah, e eu sabia que ia carregar uma enorme responsabilidade, mas eu diria que ela me ajudou a ser mais consciente dos problemas com os quais as pessoas da minha idade lutam diariamente, e esse tem sido o melhor presente de todos.

A carreira de Katherine será, no mínimo, promissora, a julgar pela projeção que ela planeja em sua recente filmografia. Pouco antes de terminar a primeira temporada de ‘13 Reasons Why‘, ela começou a filmar o longa ‘Com Amor, Simon‘, de Greg Berlanti. “A oportunidade surgiu para mim, mas implicava praticamente em dobrar minha agenda, entretanto me pareceu ser um filme tão incrível que eu não poderia dizer não.” O filme conta a história de um estudante de 16 anos que, depois de conhecer outro garoto na internet e descobrir que ele também esconde sua homossexualidade, reúne coragem para sair do armário para sua família e amigos. Uma ode à liberdade que já se tornou um fenômeno massivo nos Estados Unidos, e que na Espanha chegará aos cinemas em 22 de junho. “Suponho que minha estréia como atriz condicionou o que me encantará fazer no futuro: projetos com alma, com uma história que se possa simpatizar e que fale de personagens reais, não isentos de conflitos internos e externos,” justifica. Uma reflexão surpreendente para uma intérprete que nem sempre via o cinema como um objetivo a ser alcançado. “Na escola, meu hobbie era a natação até que eu descobri os musicais. Me candidatei para me matricular na Academia de Artes Cênicas de Perth, minha cidade natal, quando terminei o ensino médio. Mas até os 18 anos, não fiz um teste para um papel dramático,” lembra ela. “A conclusão dos diretores de elenco com que me deparei foi clara: eu precisava de mais experiências para construir o que eles chamam de bagagem de vida.

Um diploma em teatro musical, três empregos de meio período e uma incansável concatenação de aulas de teatro foram o antídoto para a falta de experiência que a afligia. Um ano depois, quando vários agentes visitaram sua escola australiana em busca de talentos, Langford não era mais a garotinha Katherine, com certeza. “Pouco depois soube que fui aceita na Academia de Artes Cênicas da Austrália (WAAPA), mas alguns dos agentes que me viram já haviam me pedido para enviar fitas com leituras dramatizadas para que eles pudessem me assistir atuando.” Quando recebeu a primeira luz verde para a ficção que pressupôs seu salto ao estrelato mundial, o método acadêmico foi adiado por razões óbvias.

Além da pura ficção, Langford gosta de música (“comecei a cantar na frente do computador letras de Lady Gaga, que eu adoro, e não descarto fazer algo no futuro“) e assume o feminismo como uma causa internalizada, admirada com o debate que envolveu a indústria da qual ela agora participa. “O Globo de Ouro do ano passado foi minha primeira aparição em um tapete vermelho. Não quero soar orgulhosa, mas foi incrível que tenha coincidido com uma noite em que tantas mulheres que eu admiro e respeito se uniram, não só quando se vestiram de preto, mas para denunciar uma situação de desequilíbrio que afeta o cinema praticamente desde o seu gérmen histórico. Isso não deve ser um modismo, mas sim ser um debate que já não cesse mais no futuro. A estrada é longa, mas o medo não existe mais,” explica. E embora ainda não tenha se aliado a uma causa específica, ela tenta atestar isso em sua pegada nas redes sociais. A cantora Selena Gomez, impulsora e produtora de ‘13 Reasons Why‘, foi a responsável por ela tornar público seu perfil no Instagram, e desde então o slogan #TimesUp não saiu de sua biografia. ““Acho difícil usar as redes sociais com frequência, porque sempre tive muito zelo pela minha privacidade. Mas sei que me deram uma voz e tenho uma ideia muito clara sobre como quero usá-la no futuro,” diz. Isso também inclui o padrão de decisões ao aceitar projetos futuros, entre os quais figura o lançamento da ficção científica ‘Spontaneous‘, de Brian Duffield. “Sinto-me um tanto pretensiosa, apontando um punhado de pessoas com quem gostaria de trabalhar, mas sei que teria muita sorte se pudesse trabalhar com Sofia Coppola. Sou apaixonada por sua visão do universo feminino e seu modo de dirigir, mas, na verdade, sei que minha carreira vai tomando forma em seu devido tempo, e não quero que minhas expectativas me frustrem. Pretendo ler cada um dos roteiros que vêm até mim e analisar cada projeto separadamente, porque a principal coisa a que aspiro nesta vida é a qualidade como resultado do meu trabalho. E não quero que nada me distraia disso.

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REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > JUNHO – VOGUE ESPANHA

Fonte: VOGUE Espanha.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
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