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Katherine Langford entrevistou a atriz, cantora e produtora Selena Gomez para a edição de março de 2018 da Harper’s BAZAAR americana.

A revista chega as bancas no dia 20 de fevereiro, mas você pode conferir a tradução do artigo publicado no site da Harper’s BAZAAR a seguir:

A GRANDE AVENTURA DE SELENA GOMEZ
Aos 25 anos, Selena Gomez enfrentou sua cota de obstáculos e emergiu mais forte do que nunca. Ela conta a Katherine Langford — estrela da série da Netflix produzida por Gomez, 13 Reasons Why — o que ela aprendeu ao longo do caminho.

KATHERINE LANGFORD: Qual é a melhor parte de ser uma artista em 2018?

SELENA GOMEZ: Sinto como se tivesse se tornado uma espécie de lugar muito mais seguro para expressar suas preocupações ou mesmo para apenas ter o direito de dizer, sabe, “Eu não tenho certeza se me sinto confortável neste ambiente.” Em um nível pessoal, tendo feito isto desde que eu tinha sete anos, provavelmente é o mais confortável que eu já me senti. Até mesmo em audições eu sinto que estou muito mais confiante do que eu teria sido no passado. Eu não estou focada nas coisas que eu costumava estar, como “Eu pareço velha o bastante? Eu pareço suficientemente sexy? Eu pareço descolada o suficiente? Eu sou legal o suficiente, graciosa o suficiente?” Esse tipo de coisas viria à minha mente, mas agora eu me sinto um pouco mais livre.

KL: Você se tornou famosa no início da sua adolescência. Existe algo que você sente que perdeu?

SG: Eu provavelmente passei tempo demais pensando em como minha vida poderia ter sido, então agora eu tento apenas ter um sentimento de gratidão por como ela é. Eu nunca quis ser o tipo de pessoa que é, tipo, “Oh, eu gostaria de ter uma vida diferente.” Isso é meio que como funcionou para mim. Estou no ponto no qual eu sei o valor da minha privacidade, e entendo como o sistema funciona, e uma vez que eu percebi e aceitei essa parte disso [de ser famosa], eu me tornei um pouco mais destemida. Eu vejo isso como um preço pequeno a se pagar pela possibilidade de ter a vida que eu tenho agora.

KL: Isto é Harper’s Bazaar, então precisamos falar de moda. Você é uma garota que prefere sapatos ou bolsas?

SG: Ah, os dois, sempre preferi os dois. Mesmo quando eu era mais nova e usava mochilas, eu ficava tão empolgada para ter uma da Betsey Johnson. Enchia muito mais os meus olhos do que roupas. E eu absolutamente amo sapatos descolados. Sempre achei que o que eu vestisse não importava, a menos que eu tivesse um par de sapatos bacanas para combinar com a roupa.

KL: Qual foi a sua primeira grande compra de moda?

SG: Uma bolsa para laptop da Louis Vuitton, logo após receber meu primeiro grande cheque sozinha. Eu me lembro de estar com tanto medo de que eu fosse estragar tudo, e de fingir que eu era uma pequena empresária que precisava carregar todas as suas coisas importantes, mesmo que [a bolsa] fosse apenas para o meu brilho labial e meu laptop.

KL: Você se tornou ícone fashion. Como você descreveria seu estilo pessoal?

SG: Definitivamente casual. Mesmo que eu não esteja me exercitando, eu pareço que estou me exercitando. [Risos]

KL: Você é a rainha indiscutível do Instagram, é claro. Como você divide a Selena pública da privada?

SG: Eu tenho um relacionamento complexo com o Instagram, para dizer o mínimo. Ele tem me dado uma voz em meio a todo o barulho de pessoas tentando narrar minha vida por mim e me permite dizer, “Ei, eu vou postar isso, e isto vai cuidar das 1.200 histórias que as pessoas acham que são interessantes mas na verdade não são, e nem mesmo são verdadeiras.” Então ele me empodera desta maneira, porque são as minhas palavras, a minha voz e a minha verdade. A única coisa que me preocupa é quanto valor as pessoas da nossa idade dão às redes sociais. [O Instagram] É uma plataforma incrível, mas de muitas formas, ele tem dado à jovens pessoas, incluindo eu, uma falsa representação do que é importante. Então, é, é um relacionamento complexo. Provavelmente um dos meus relacionamentos mais difíceis.

KL: O que é uma típica noite de Sábado para você?

SG: Depende. Se eu estiver no clima de um tempo entre irmãs, eu estarei com minha irmã, Gracie. Ela é mais madura que eu em muitos quesitos, e ela tem quatro anos. [Risos] Se eu quiser sair com meus amigos, eu não vou realmente para muitos lugares da moda, de forma que as pessoas sabem que certamente não devem me convidar para estes lugares porque eu não irei. Eu gosto de ir a bons restaurantes, mas eu também adoro o Chili’s. Eu amo ir ao Chili’s e pedir nachos e queijo. Eu também amo dançar. De verdade. Eu amo parecer uma tola com meus amigos.

KL: Quão importante é a sua herança mexicana?

SG: Extremamente importante. Eu me olho no espelho todos os dias e penso, “Cara, eu queria saber mais de Espanhol.” Eu nunca irei me esquecer de quando estava fazendo minha série [Wizards of Waverly Place]; eu acho que tinha 15 ou 16 anos. Nós gravávamos ao vivo toda sexta-feira, e em uma destas sextas tinha uma mãe solteira com seus quatro filhos. Ela era Latina, e veio até mim após a filmagem, chorando. Os filhos dela estavam super empolgados, mas a mãe chamou a minha atenção, então eu a abracei e perguntei, “Ei, você está bem?” E ela respondeu, “É realmente incrível para as minhas filhas ver que uma mulher latina pode estar nesta posição e realizar seus sonhos, alguém que não é padrão, sabe, loira de olhos azuis.” E eu entendi o que ela quis dizer. Quando eu era mais nova, meu ídolo era Hilary Duff! Eu me lembro de querer ter olhos azuis também. Então eu acho que percebi, ali, que isso significava algo para as pessoas. Que isso importa. Mesmo recentemente eu vivenciei coisas com meu pai que eram racialmente denotadas. Na maior parte do tempo, no entanto, eu tento separar minha carreira da minha cultura porque eu não quero que as pessoas me julguem com base na minha aparência quando elas não têm a mínima ideia de quem eu sou. E agora mais do que nunca, eu estou orgulhosa disto. Mas eu ainda preciso aprender Espanhol. [Risos]

KL: A Geração Y é muito criticada por ser mimada e sem rumo. Você acha que nós somos criticados injustamente?

SG: Eu acho que a Geração Y é muito mais esperta do que as pessoas acham que somos. Somos mais conscientes do que deixamos transparecer, e mais expostos a tudo que existe no mundo, apenas por crescer na era da Internet, o que é um pouco assustador de se pensar.

KL: O que você acha que distingue a nossa geração daquelas que vieram antes?

SG: Essencialmente, acho que é a liberdade de nos expressarmos e sermos nós mesmos de uma maneira descarada. Graças à Internet, não importa quem você seja, você sabe que não está sozinho. Talvez um jovem menino ou menina crescendo no Sul ou onde quer que seja estejam confusos e aterrorizados de ser quem são porque não acham que é certo. Agora eles podem ver ao seu redor pessoas vivendo livres de dor, de agendas ocultas, de segredos. Eu acho que segredos matam pessoas, de verdade. Você acaba tentando ferrenhamente encobrir demais quem você é por causa de sua família ou de quem quer que seja, e você acha que é mau por ser diferente. Então é poderoso ver nossa geração quebrando essas barreiras e encorajando outras pessoas a fazerem o mesmo. Há uma sensação de liberdade que as gerações passadas não foram capazes de ter.

KL: Quem é o seu maior exemplo feminino?

SG: Meryl Streep sempre foi uma dos meus ídolos por causa de sua elegância e habilidade de sempre ser fiel a si mesma, mas interpretar essas personagens incrivelmente complexas e difíceis. Eu amo como ela se entrega. Eu me sinto da mesma maneira em relação a Grace VanderWaal, que tem, tipo, 14 anos. Eu estava nos Prêmios Billboard Mulheres na Música ano passado com todas estas mulheres incríveis, mas ela estava simplesmente radiante. Ela tinha esse conhecimento e sabedoria sobre si mesma que eu queria para mim. Ah, e eu realmente amo Amal Clooney. Eu sei que isso soa estranho, mas eu li muito sobre ela. Ela é simplesmente incrível, a maneira que ela fala e as coisas pelas quais ela luta. Eu acho que não estou fazendo muito sentido.

KL: Se você pudesse trocar de lugar com qualquer atriz do passado, quem seria?

SG: Ou Audrey Hepburn ou Molly Ringwald nos anos 80. Quão incrível isso seria? Ela era ruiva, tinha sardas e era tão incrivelmente descolada. Eu ainda quero me vestir como ela em ‘A Garota do Vestido Cor-de-Rosa‘.

KL: Você acha que 2018 será um ano melhor do que o que acabamos de ter?

SG: Eu vou dizer que sim porque acredito nisto para mim. E qualquer um que me conheça sabe que eu sempre irei começar com minha saúde e meu bem-estar. Eu tive muitos problemas com depressão e ansiedade, e eu tenho sido bastante vocal sobre isso, mas não é algo que eu sinta que um dia irei superar. Não haverá um dia no qual eu estarei tipo, “Aqui estou eu em um lindo vestido — eu ganhei!” Acho que esta é uma batalha que eu terei que encarar pelo resto da minha vida, e eu estou bem com isso porque sei que estou escolhendo a mim mesma antes de qualquer outra coisa. Eu estou começando meu ano com esse pensamento. Eu quero ter certeza de que estou saudável. Se isso estiver bem, todo o resto se ajeitará. Eu não costumo estabelecer metas porque não quero ficar desapontada se eu não alcançá-las, mas eu quero sim trabalhar na minha música também. Meu próximo álbum está sendo planejado há uma eternidade. Quando as pessoas me perguntam o motivo, eu sou honesta sobre isso: É porque eu não estou pronta. Quero dizer, francamente, eu não me sinto confiante o bastante ainda em relação a onde minha música está. Se demorar 10 anos para isso, então demorará 10 anos. Eu não ligo. Agora eu só quero ser super intencional com todas as coisas que estou fazendo.

Fonte: Harper’s Bazaar.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford foi uma das entrevistadas da ‘Toast of 2017‘, uma série de matérias com os destaques do ano da Yahoo Entertainment. A atriz falou sobre o sucesso da Netflix ‘13 Reasons Why‘ e sobre o privilégio e a dor de interpretar Hannah Baker. Confira a matéria traduzida:

Brinde de 2017: A estrela de ’13 Reasons Why’ Katherine Langford reflete sobre o grande impacto do drama adolescente

Nada mal para um primeiro emprego: Depois de estudar na Austrália, a atriz Katherine Langford embarcou em um avião para os EUA para seu primeiro papel principal — como o centro do drama adolescente da Netflix 13 Reasons Why.

Não apenas a série gerou muita visibilidade e debates para combater o suicídio e o bullying, como agora Langford pode se autodenominar uma indicada ao Globo de Ouro. Como a falecida Hannah Baker, ela teve que conciliar momentos mais leves interpretando a garota cheia de energia e animação que Hannah fora um dia com cenas pesadas, incluindo seu estupro e suicídio. Conversando com a Yahoo Entertainment para a nossa série Toast of 2017, a atriz discutiu os desafios do papel e o futuro próximo da 2ª temporada.

Yahoo TV: Parabéns pela indicação ao Globo de Ouro. Qual foi a sua reação quando você recebeu a notícia?
Katherine Langford:
Ah, meu Deus! [Fiquei] animada e muito grata. É tão engraçado — quando recebi a notícia, nós havíamos tido nossa festa de encerramento na noite anterior e eu acabei indo para a cama muito tarde, e recebi uma ligação da minha publicista às 5:30 da manhã com a novidade [risos]. Foi simplesmente a maior surpresa — e eu ainda estava meio adormecida! Eu estava super emocionada e muito grata por ser indicada em uma categoria tão competitiva com um grupo tão incrível de outras mulheres.

Como seus companheiros de elenco e a equipe reagiram?
Eles me apoiaram muito. O elenco e equipe, e os criadores e produtores da série — foi tão maravilhoso compartilhar essa notícia com eles no dia seguinte. Todos nós somos muito próximos; o elenco é quase como minha família. Eu sei que alguns deles postaram coisas em suas redes sociais me parabenizando. E alguns de nós saímos para jantar ontem à noite para comemorar e passear, e também para celebrar o encerramento da 2ª temporada.

A série recebeu uma resposta massiva na internet quando estreou. Você esperava isso?
Foi impressionante. Quando nós fizemos o seriado, eu definitivamente não acho que nos preparamos para fazer dele um sucesso ou qualquer outra coisa. Não acho que tínhamos plena consciência de todo o potencial da série até que ela foi lançada. Foi impressionante, mas também realmente esclarecedor ver a resposta de não apenas um grande número de pessoas, mas também de uma faixa etária muito diversificada. Não eram apenas jovens pessoas assistindo à série; mas também adultos, pais e professores. Foi muito interessante ver como ela repercutiu com eles.

Você tem uma cena ou episódio favorito?
Isso é complicado. Há tantos momentos especiais na 1ª temporada, e eles são memoráveis para mim por diferentes motivos. Obviamente, o Episódio 13, minha cena final, é um momento muito comovente. Essa foi uma cena muito intensa de se filmar, não apenas em termos de atuação, mas também porque, naquela altura, eu já estava interpretando-a por seis meses e aquele era o momento de ter que deixá-la ir.

Outra de minhas cenas favoritas é de um momento mais leve — todas as cenas do baile que Kyle Patrick Alvarez dirigiu. Na verdade, ele dirigiu tanto o Episódio 13 quanto os Episódios 5 e 6. Ele filmou os mais bonitos leves momentos no baile e depois aquele momento final no [Episódio] 13.

Qual foi o maior desafio para você na na 1ª temporada?
Como uma jovem atriz e tendo esta como a minha primeira série, o aspecto mais desafiador não teve nada a ver com a filmagem. Foi apenas o equilíbrio. Você assume estes personagens que são incrivelmente bem desenvolvidos e cheios de vida e eles são pessoas reais. Quanto mais tempo você passar na pele deles — especialmente se você faz isso por 16 horas diárias ou seis dias por semana durante seis meses — eles se tornam uma grande parte da sua vida e tornam-se uma presença dominante em seus pensamentos e em seu corpo, fisicamente.

Agora, eu tenho muito mais admiração por atores que assumem estes tipos intensos de papéis, porque isso realmente põe um peso em você e em seu corpo. É incrível como eles podem assumir esse tipo de dor excruciante.

Você não apenas carregou esse peso, mas também de uma maneira como Hannah, você se tornou o símbolo do suicídio adolescente e do bullying, o que também é uma grande responsabilidade. O que você achou dos debates que a série provocou?
Quando a série estreou, houve opiniões diferentes, e eu pessoalmente acho que isso é bom — quando você faz uma série como esta, isso é definitivamente esperado. O seriado, onde é útil, está provocando debates, porque as pessoas são capazes de conversar, aprender e compartilhar.

Quando a Netflix lançou a série em seu catálogo, eu ouvi muitas respostas positivas e como ela ajudou as pessoas, e eu tinha fãs diferentes me abordando e contando como ela afetou a eles ou a um ente querido. E essa é uma posição muito especial de se estar. Isso que eu amava sobre a série, e estou tão feliz de ser uma parte em contar essa história.

Levando tudo em consideração, Hannah foi uma personagem bem difícil de se interpretar, mas você quer fazer justiça à ela porque sabe que quando você tem um papel como esse, irá significar algo para tantas pessoas. A história de Hannah é a história de muitas pessoas.

Como esta série e a resposta à ela mudaram a sua carreira?
Acho que nós iremos ver! [Risos.] Vamos descobrir isso. Eu definitivamente me sinto muito sortuda de ter sido apta a entrar na indústria e ter este como meu primeiro trabalho, essencialmente. É realmente maravilhoso seu primeiro emprego ser com tantas pessoas incríveis e talentosas, como Brian Yorkey, um ganhador do Prêmio Pulitzer. E seu primeiro diretor ser Tom McCarthy, um ganhador do Oscar. E trabalhar com a Netflix, a Paramount e diretores criativos realmente maravilhosos e dedicados. Tem sido um enorme privilégio. Isso realmente elevou o nível das expectativas, mas me deu uma enorme experiência, pela qual eu sou muito grata.

O que você pode nos contar sobre a 2ª temporada?
Eu posso dizer que a 2ª temporada se passa cinco meses após a 1ª. E esta temporada acompanha muito mais a recuperação dos outros personagens da série. Nós vemos Hannah, mas ela não é de fato a mesma Hannah como vimos na 1ª temporada, para o que acho que os fãs devem se preparar. Mas, no fim das contas, nós pudemos dar continuidade aos debates, diálogos e questões que apresentamos na 1ª temporada.

13 Reasons Why está em exibição na Netflix. A 2ª temporada irá estrear em 2018.

Fonte: Yahoo Entertainment.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford falou sobre o futuro de Hannah Baker e o que esperar da personagem na segunda temporada do drama de sucesso da Netflix, ‘13 Reasons Why‘ para a Entertainment Weekly. Confira a matéria traduzida pela nossa equipe:

13 Reasons Why: Katherine Langford diz para ‘esperar uma Hannah muito diferente’ na 2ª temporada

Mesmo que 13 Reasons Why, da Netflix, ainda não possua uma data de estreia para sua segunda temporada, as filmagens estão se aproximando do fim. Na verdade, foi no dia seguinte à festa de encerramento que Katherine Langford recebeu a ligação comunicando que ela havia sido indicada à um Globo de Ouro por seu trabalho na primeira temporada do drama. Tudo isso implora a pergunta: O que os fãs podem esperar quando a série retornar?

Nós sabemos um pouco sobre a 2ª temporada, desde o retorno de Hannah à explorar mais a recuperação de Jessica, mas, de acordo com Langford, os fãs poderão ver muito mais de como o suicídio de Hannah afetou aqueles que estavam à sua volta. “Esta temporada tem sido realmente interessante por muitos motivos,” Langford diz à EW. “É uma história diferente da 1ª temporada e eu acho que isso é uma coisa boa. Nesta temporada nós exploramos muito mais os outros personagens e suas jornadas, e estou empolgada quanto a isso. Por mais triste que seja, existe vida após Hannah, e nesta temporada nós poderemos ver muito mais dos efeitos que isso [seu suicídio] teve nas pessoas ao seu redor.”

Quanto ao retorno de Hannah, Langford diz, “Você vê uma Hannah muito diferente na 2ª temporada. Eu prepararia os fãs para não esperar a Hannah da 1ª temporada por uma infinidade de razões.” Mas esta será a última vez que veremos Hannah? Langford acrescenta, “É engraçado porque eu acabei de filmar minhas cenas e acho que muito dessa temporada para mim é sobre deixar a Hannah ir.”

Isso significa que a história de Hannah finalmente chegou ao fim? Claro, não há nenhuma declaração quanto a série continuar após a 2ª temporada, mas, caso continue, parece que o envolvimento de Hannah pode ser questionável.

Fonte: Entertainment Weekly.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
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Katherine Langford é um dos 20 talentosos atores a figurar na lista de 2017 dos Talentos da Próxima Geração, idealizada pela The Hollywood Reporter. A revista publicou em seu site uma matéria contendo uma série de entrevistas com todos os atores da lista, confira abaixo o perfil de Katherine, juntamente com a matéria, traduzidos por nossa equipe:

Talentos da Próxima Geração de 2017: Estrelas em Ascensão de 35 Anos ou Menos
A estrela de ‘Stranger Things’ Millie Bobby Brown e Ashton Sanders, de ‘Moonlight’, estão entre as estrelas de séries e revelações de filmes de grande orçamento que estão agitando a indústria.

O que é preciso para ser uma estrela em ascensão? Para estes 20 melhores jovens atores e atrizes, varia de uma série de sucesso da Netflix (Katherine Langford, de ‘13 Reasons Why‘ e Millie Bobby Brown de ‘Stranger Things‘) à atenção de premiações (Ashton Sanders de ‘Moonlight‘) e, às vezes, ser arrancada de San Diego e transportada à uma galáxia muito, muito distante (Kelly Marie Tran de ‘Star Wars: O Último Jedi‘). Aqui, a THR a Próxima Geração dos melhores talentos que chegam à uma grande ou pequena tela perto de você.
 

Katherine Langford, 21


Quando a nativa de Perth, Austrália, conseguiu seu papel de estreia como a adolescente vítima de bullying em ‘13 Reasons Why‘, da Netflix, ela nem mesmo tinha certeza se conseguiria um visto de trabalho americano a tempo. “Eles me ligaram com literalmente 36 horas de antecedência dizendo, ‘Você vai viajar às 3h da manhã no Domingo, faça suas malas,'” diz Langford, que atualmente está no Norte da Califórnia filmando a segunda temporada do popular drama juvenil, que irá apresentar sua personagem em mais cenas do que até Langford esperava. Ela também estrelará o filme de Greg Berlanti, ‘Love, Simon‘, ao lado de Nick Robinson.

MEU PIOR HÁBITO NO SET “A maior parte do meu tempo de set foi em uma série que é muito intensa. Eu dormia muito e geralmente era muito quieta.”

AUDIÇÃO MAIS EMBARAÇOSA “Eu conheci alguns produtores, e nós começamos a falar sobre teatro musical e [Bob] Fosse, e eu me levantei e fiz um salto Fosse.”

EU ADORARIA TER ESTRELADO EM… “Um filme de super-herói, ou um musical ou um filme de Star Wars — Eu sou muito fã de Star Wars.”
 

“Algumas pessoas surtam e ficam tipo, ‘tenho que fazer tudo agora enquanto estou nos holofotes’. Eu disse aos meus agentes que só quero fazer papéis de boa qualidade, e estou feliz em esperar por eles.” — Katherine Langford

Além dos Scans da edição de Novembro da revista The Hollywood Reporter, confira também as imagens, capturas e vídeos do ensaio fotográfico de Katherine para a publicação, realizado pelo fotógrafo Eric Ray Davidson:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2017 > NOVEMBRO – THE HOLLYWOOD REPORTER

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2017 > THE HOLLYWOOD REPORTER POR ERIC RAY DAVIDSON

CAPTURAS | SCREENCAPTURES > PHOTOSHOOTS > 2017 > THE HOLLYWOOD REPORTER

 

Fonte: The Hollywood Reporter.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva à edição de nº 155 da FLAUNT Magazine, batizada de “The Aftershock Issue: New America“. A australiana falou sobre o mega sucesso da Netflix, 13 Reasons Why, depressão, suicídio juvenil e a cena do suicídio de Hannah com o jornalista Britton Litow, enquanto era capturada pelas lentes do fotógrafo Graham Dunn. Confira a matéria traduzida pela nossa equipe, na íntegra, a seguir:

KATHERINE LANGFORD, ATRIZ DE ’13 REASONS WHY’: NASCE UM MODELO A SE SEGUIR
Langford fala sobre como o tema de suicídio adolescente da série a deixou mais aberta em vários aspectos

Desde Skins ou Degrassi que uma série juvenil não causa tanta comoção como o novo hit da Netflix 13 Reasons Why, digno de ser assistido de uma vez só. Se você ainda não ouviu o falatório, o núcleo da história é o suicídio de uma adolescente, contado através de uma série de mensagens que ela gravou em fitas cassetes antes de pôr um fim à sua vida. As mensagens são dirigidas àqueles a quem ela considera responsáveis por levarem-na ao suicídio, e os efeitos de sua liberação ecoam por sua escola e sua comunidade. A série tem provocado um turbilhão tanto de exaltação quanto de controvérsia, com alguns a louvando por sua honestidade inabalável e por chamar a atenção para um tópico que não é discutido o suficiente, enquanto outros tem expressado preocupação de que o tema possa ser psicologicamente prejudicial aos jovens conturbados.

No centro de tudo isso está a revelação australiana Katherine Langford, que interpreta a personagem principal da série – Hannah Baker. Quando me sento com Langford em uma manhã de Domingo, percebo rapidamente o quanto ela está envolvida com seu papel. Não apenas por causa das demandas singulares da série (ela teve que fazer suas malas em 36 horas e viajar ao redor do mundo pelo papel) ou mesmo devido ao calibre dos nomes atrelados à série (Selena Gomez é uma produtora executiva e o ganhador do Oscar Tom McCarthy atende como diretor) mas porque ela sente que esse projeto pode realmente fazer a diferença.

“Nós abordamos muitas questões pessoais que são verdadeiramente relevantes,” Langford me diz. “Como uma jovem adulta interpretando uma jovem adulta, não sou ignorante quanto à estes problemas. Estas são coisas pelas quais muitas pessoas passam. Isso realmente me fez querer contar a história autenticamente e verdadeiramente para fazer jus à ela”.

Isto é o que distingue 13 Reasons Why: a série não tem medo de falar das realidades da América em 2017 de uma forma autêntica. O suicídio adolescente tende a ser ignorado, em parte pelo fato de que a mídia não relata estes casos, e também pela abordagem de Hollywood, muitas vezes esquiva e apartidária.

O volume incrivelmente alto de suicídios na adolescência tem sido, na maioria das vezes, ignorado, o que não tem contribuído em nada para mudar o fato de que o suicídio é a segunda maior causa da morte de adolescentes entre as idades de 10 e 24 anos no país. Langford ficou imediatamente impressionada com a forma com a qual todos os envolvidos com a série estavam dedicados a retratar tópicos sensíveis com a maior veracidade possível.

“O que eu achei realmente legal e único foi que, no início, os produtores nos proveram com psiquiatras e psicólogos aos quais nós poderíamos recorrer e falar sobe isso,” ela diz. “Antes dos episódios doze e treze, eu pude conversar com Rebecca Kaplan do ‘It’s On Us’ sobre sobreviventes de violência sexual, bem como com um psicólogo que lida com o desenvolvimento de adolescentes, para entender melhor como alguém responderia à algo assim.”

O episódio final da temporada é um exemplo perfeito da insistência da série na verdade nua e crua. A cena brutalmente vívida do suicídio na banheira foi projetada para ser tão dolorosa de se assistir quanto possível, não deixando nada – nem o primeiro corte devastador da lâmina ou o dilúvio de sangue que segue – à imaginação.

“Foi uma escolha bastante deliberada por todos os envolvidos de fazer a câmera continuar em Hannah e não transformar a cena em artística ou em uma tomada bonita de forma alguma. Parece mais o tipo de coisa em que alguém observa a situação sem ser notado, como uma mosca na parede, no sentido de que somos apenas nós assistindo ao que está acontecendo,” Langford explica. “Isso foi feito para mostrar a verdade e não fazer dessa outra cena de suicídio que entraria no reino de ‘uma bela depressão.’ Eu acho que a razão de tantas pessoas estarem se identificando com a série ou tendo uma reação tão visceral à ela é por causa da maneira que nós mostramos isso [essa cena].”

Langford me conta que foi tão difícil para ela assistir a essa cena quanto foi para filmar: “Foi emotivo para mim, porque após interpretar essa personagem por seis meses, essa era a cena na qual ela iria morrer. E então foi isso… Mais ou menos?”

Com o tema da saúde mental tornando-se cada vez mais desestigmatizado, 13 Reasons Why está abrindo caminho para a nossa arte abordar com sinceridade as epidemias de depressão e suicídio juvenis. Escolas secundárias por todo o país têm usado a popularidade da série como base para abordar o tópico sensível do suicídio juvenil.

Langford, entendendo o papel que ela desempenha em tudo isso, escolheu tornar-se mais acessível aos fãs, abrindo suas páginas nas redes sociais para o público: “Elas eram trancadas antes da série e eu as abri assim que ela estreou, porque eu queria estar disponível e ser acessível às pessoas que sentiram uma conexão com a Hannah.” Embora este seja apenas o começo para Langford, ela está se provando não só uma atriz talentosa, mas também um modelo a se seguir.

Confira as fotos e o vídeo dos bastidores do ensaio fotográfico de Katherine para a FLAUNT:

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2017 > FLAUNT MAGAZINE POR GRAHAM DUNN

CAPTURAS | SCREENCAPTURES > PHOTOSHOOTS > 2017 > FLAUNT MAGAZINE

Fonte: FLAUNT Magazine.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

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