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Katherine Langford: “Na minha opinião, eu ainda estou no início da minha carreira”

13 Reasons Why‘ foi a série da qual todos falaram no ano passado. À partir do dia 18 de maio, a tão esperada segunda temporada pode ser vista na Netflix. A Marie Claire conversou com a atriz Katherine Langford (22), que recebeu uma indicação ao Globo de Ouro por seu papel.

O que nós podemos esperar dessa nova temporada?
“A segunda temporada acontece cinco meses após o suicídio da minha personagem Hannah, começando com o processo que seus pais entraram contra a escola. Assim como na primeira temporada, você vê histórias contadas por diferentes personagens, cada um com uma perspectiva diferente sobre o que aconteceu com Hannah.”

Como vemos a falecida Hannah de volta à série?
“Hannah retorna em flashbacks; sua história é contada por terceiros. Algumas dessas histórias sobre ela são verdadeiras, e outras não. Nesta temporada, o foco está no falho sistema legal. Você também verá uma Hannah diferente da primeira temporada, uma mais complexa.”

Que reações você recebe sobre a série?
“As pessoas me dizem como a história de Hannah influenciou suas vidas ou de seus amigos. Eu acho que uma série que consiga produzir esse efeito é muito especial. Também houveram críticas quanto à maneira crua com que o suicídio de Hannah foi retratado na primeira temporada. Eu nunca tive dúvidas sobre isso, porque nós queríamos contar uma história honesta, e não uma versão romantizada da realidade. É uma cena horrível de se assistir, mas é a realidade.”

13 Reasons Why é uma série que se passa no ensino médio, mas pessoas acima dos 30 a assistem em massa também. O que torna a série tão urgente?
“A série aborda assuntos que são relevantes para todas as idades. E isso é feito de uma maneira autêntica; temas violentos não são abordados de uma maneira romantizada. Eu não estou dizendo que estamos quebrando tabus, mas nós transformamos um assunto difícil como o suicídio de uma maneira aberta à discussão, não tão difícil [de ser discutido].”

O que mudou em sua vida desde que você estrelou 13 Reasons Why?
“Essa série foi o meu primeiro trabalho real como atriz e, desde então, tudo mudou. Esse é o primeiro emprego mais difícil que você possa imaginar, mas eu aprendi muito e agora uso essas lições em novos projetos. Na minha opinião, eu ainda estou no começo da minha carreira.”

Como foi conseguir uma indicação ao Globo de Ouro de imediato?
“É muito bizarro e ao mesmo tempo uma grande honra ser indicada em seu primeiro trabalho como atriz a um prêmio tão importante – é tudo muito surreal. A cerimônia de premiação em si também foi muito especial. Estar lá com atrizes como Claire Foy e Elisabeth Moss, que são tão talentosas e nas quais eu tenho me inspirado por anos. Eu fiquei simplesmente em total êxtase a noite inteira.”

A segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘ chega a Netflix no dia 18 de maio. Katherine também pode ser vista à partir de 14 de junho no filme ‘Com Amor, Simon‘.

A nova foto do ensaio fotográfico de Katherine para a Netflix, realizado por Joe Pugliese, divulgada pela Marie Claire Holanda já está em nossa galeria:

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > NETFLIX POR JOE PUGLIESE

Fonte: Marie Claire Holanda.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição semanal de 16 de maio da revista Vanity Fair Itália. A atriz falou sobre ‘13 Reasons Why‘, sua música, sua carreira e muito mais. Confira a matéria traduzida:

KATHERINE LANGFORD
EU PENSO POSITIVO

“Às vezes você acha que nunca irá conseguir, mas são esses momentos que tornam você mais forte.” A jovem atriz australiana, lançada pela série 13 REASONS WHY, foi capaz de enfrentar as rejeições e decepções do início de sua carreira. Agora ela sabe como falar com adolescentes. E se permite o luxo de ler apenas os roteiros de que gosta

“Se estiver tudo bem por você, eu gostaria de contar a minha história,” me diz Katherine Langford em um certo momento. Então ela parte, falando de uma só vez: “Quero dizer, o que eu fiz antes de ser escolhida para 13 Reasons Why. Na escola, sempre atuei e estudei música, até me matricular em um instituto para jovens talentosos, o que, dito assim, soa mais como uma coisa de Los Angeles do que realmente era. Ao mesmo tempo, eu estava nadando em um nível competitivo, o que significava que eu não tinha tempo para me dedicar completamente à atuação. Aos 16 anos, comecei a compor músicas e prestei vestibular para uma faculdade de artes cênicas. Eu não fui aceita. Mas me aceitaram em uma outra faculdade, de música, onde estudei por um ano, o suficiente para perceber que aquilo não era para mim. Com 19 anos, eu menti para os meus pais: eu disse a eles que estava indo para a faculdade, mas estava, na verdade, fazendo testes e me dividindo entre três empregos. Eu queria juntar dinheiro para ir para os Estados Unidos. Quando meu agente entrou em contato para dizer que conseguiu dois novos testes para mim, eu gravei os vídeos para serem enviados enquanto eu estava me preparando para tentar novamente o vestibular para aquela faculdade de artes cênicas pela terceira vez. No mesmo dia em que a faculdade me ligou para dizer que eu finalmente havia sido aceita, também me disseram que gostaram dos meus vídeos e que queriam me ver pessoalmente: uma das audições era em Londres, a outra em Los Angeles. Eu decidi tentar em Londres. Eles me descartaram. Fui para Los Angeles. Outra recusa. Três semanas depois, voltei para a Austrália sem um centavo e sem emprego. E foi naquela altura que a audição para 13 Reasons Why apareceu. Às vezes você acha que nunca irá conseguir, mas são esses momentos que te fortalecem”.

Em ‘13 Reasons Why‘, Langford interpretou a personagem principal, Hannah, uma adolescente suicida que deixa uma caixa com fitas cassetes aos seus colegas de classe para explicar as razões que a levaram a se matar. A série, lançada em streaming no dia 31 de março de 2017, é hoje uma das produções da Netflix mais vistas de todos os tempos e a mais comentada da história nas redes sociais. Um sucesso que convenceu a gigante do entretenimento online a produzir uma segunda temporada, que começa no dia 18 de maio.

Nesse meio tempo, ela rodou três outros filmes. ‘The Misguided‘, lançado nos Estados Unidos em janeiro passado, ‘Com Amor, Simon‘, que chegará até nós no dia 31 de maio, e ‘Spontaneous‘, ainda sem data de estreia.

Seus dois últimos projetos foram ambientados no ensino médio. Você ainda se considera uma adolescente?
“Tecnicamente não, mas eu ainda estou no início da minha vida e da minha carreira. De um certo ponto de vista, eu me sinto a mesma pessoa da minha adolescência, mas o trabalho, tudo que eu tenho vivenciado nestes dois anos, me tornaram mais consciente.”

Você disse que 13 Reasons Why foi sua estreia como atriz. Na verdade, você já havia atuado em um curta-metragem, Daughter, exibido em Cannes em 2016.
“Ah sim, um projeto realizado com financiamento coletivo. Honestamente, eu não me lembro muito bem do que fiz naquele curta. Eu considero ‘13 Reasons Why‘ minha verdadeira estreia porque [a série] lida com questões complexas e pelo grande impacto que teve no público. Da mesma forma que acredito que ‘Com Amor, Simon‘ conta uma história igualmente importante, que se trata de um garoto se assumindo gay (o colega de elenco Nick Robinson, nota da redação).”

É verdade que, aos 16 anos, você escreveu uma música sobre três garotos que haviam tirado suas próprias vidas?
“Se chamava Young and Stupid. Eles eram de Perth, a cidade na qual eu nasci e fui criada. Eu comecei a compor [músicas] no piano com 15, 16 anos, em parte influenciada pelas músicas que eu gostava, em parte pelo que estava acontecendo ao meu redor. Eu sempre me interessei pelos transtornos mentais em adolescentes. É curioso que, anos depois, eu tenha sido escolhida para uma série de TV que fala sobre temas semelhantes.”

Eu vi que você tem um perfil no Twitter…
“Não sou eu. Mas tenho uma conta no Instagram.”

Como é a sua relação com as redes sociais? Selena Gomez, que é produtora de 13 Reasons Why e também uma amiga sua, disse que se sentiu sob muita pressão com esse tipo de exposição.
“Minha relação evolui com o tempo. Por exemplo, enquanto eu estava filmando a primeira temporada, decidi não usá-las. Somente após o lançamento, eu pensei em tornar meu próprio perfil público: eu queria estar disponível para todas aquelas pessoas que assistiriam à série. Eu tento ser uma presença positiva, uma fonte de inspiração para os outros.”

Somente pela determinação. Como você fez para suportar todas aquelas rejeições sem perder sua auto-confiança?
“Eu não sei, certamente ser atriz não era uma escolha óbvia. É assustador perceber que o que você quer é uma meta praticamente inatingível.”

O que você está planejando agora?
“Eu quero tirar um tempo para ler alguns roteiros que eu goste e estudar a atuação, uma vez que eu acabei não frequentando aquela faculdade de artes cênicas. Recentemente, passei algum tempo em casa, que ainda é local onde eu me sinto bem e segura. E então eu quero viajar. Eu sou jovem, não tenho vínculos, esse é o melhor momento para me sentir livre.”

Os scans da revista e a nova foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a Netflix, realizado por Joe Pugliese, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MAIO – VANITY FAIR ITALIA


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > NETFLIX POR JOE PUGLIESE

Fonte: Vanity Fair Itália.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva ao BuzzFeed sobre a 2ª temporada de ‘13 Reasons Why‘. A atriz falou sobre agressão sexual, que será um dos temas abordados na nova temporada da série, o movimento Time’s Up e muito mais. Confira a matéria traduzida:

Katherine Langford Espera Que ’13 Reasons Why’ Provoque Debates Sobre Agressão Sexual, Assim Como Fez Com O Suicídio Adolescente
Katherine Langford contou ao BuzzFeed News que a série continuará a lidar com temas como assédio, agressão e consentimento de uma forma que “não parece um Anúncio de Serviço Público.”

VALLEJO, Califórnia — Quando a produção da segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘ começou, em junho de 2017, Hollywood era um lugar diferente.

O elenco e a equipe haviam se reunido meses antes do New York Times e do New Yorker publicarem suas investigações bombásticas sobre o produtor Harvey Weinstein, relatos que geraram um movimento social contra a agressão sexual e o assédio que subjugaria Hollywood, a mídia americana e a política nacional.

Agora, em meio ao movimento #MeToo, as histórias de agressão sexual exploradas na fictícia série de sucesso da Netflix também estão adquirindo um novo significado e nível de importância, diz Katherine Langford, a atriz australiana que interpreta Hannah Baker, cujo suicídio é o foco principal da primeira temporada.

“As questões que nós abordamos na primeira temporada e que continuamos a explorar na segunda temporada, não são novidade. Elas têm acontecido há muito tempo,” Langford disse ao BuzzFeed News no set de 13 Reasons após filmar uma cena de flashback de quando sua personagem estava viva.

“Em face dos recentes acontecimentos e mudanças no mundo e novos relatos, e a visão geral da agressão sexual em particular, acho que na 2ª temporada, estas questões vão obviamente gerar uma repercussão muito mais profunda,” disse ela.

Na primeira temporada, os espectadores assistiram Hannah sofrer com assédio, slut-shaming e as consequências de ser abusada sexualmente. Após tentar, sem sucesso, denunciar o estupro ao seu orientador escolar, Sr. Porter (Derek Luke), Hannah se mata. A primeira temporada também mostrou outra estudante da Liberty High School, Jessica Davis (Alisha Boe), começando a lidar com o fato de que foi abusada sexualmente.

Langford contou ao BuzzFeed como foi difícil filmar a cena na qual sua personagem tenta se abrir com o Sr. Porter. “Nós filmamos essa cena no último dia de gravações e foi uma cena muito importante,” disse ela. “Por causa da gama de emoções e experiências pelas quais Hannah passou na última temporada, essa cena foi tão importante.”

A atriz de 22 anos disse que sobreviventes de agressões sexuais a abordaram após o lançamento da primeira temporada e expressaram o quanto se identificaram com aquele momento em particular entre Hannah e o Sr. Porter.

“Sobreviventes que passaram por isso mencionaram essa cena e a incapacidade de Hannah de dizer diretamente o que havia acontecido com ela,” disse Langford. “Acho que essa é uma coisa importante de se mencionar, porque em outro extremo existem pessoas que acham que Hannah mereceu aquilo.”

As consequências desses eventos são abordadas na segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘, uma vez que a mãe de Hannah, Olivia Baker (Kate Walsh), processa a escola por causa da morte de sua filha. Os espectadores também vêem Jessica continuar a lidar com seu próprio estupro e todas as dificuldades provenientes de ser uma vítima de agressão sexual em idade escolar.

Langford disse que é importante explorar as histórias de abuso sexual na televisão para quebrar o silêncio em torno de tamanha violência. “O mais especial em ser capaz de colocar estes temas em um seriado de TV é que isso provoca debates sobre estas questões,” disse ela. “Isso faz com que as pessoas falem sobre coisas que têm existido há muito tempo, mas são consideradas tabus ou não são tão discutidas como deveriam.”

Em janeiro, Langford compareceu ao Globo de Ouro pela primeira vez em sua carreira. Ela foi indicada na categoria Melhor Atriz em uma Série de Drama por sua interpretação de Hannah Baker. A premiação aconteceu pouco depois de centenas de mulheres de Hollywood anunciarem a iniciativa Time’s Up, e os participantes do Globo de Ouro usaram a cor preta como um sinal de solidariedade — Langford entre eles. A atriz também disse que participou de reuniões do Time’s UP, apoiando a causa.

“Como uma jovem mulher e uma jovem atriz, literalmente alguém que só começou a atuar há um ano atrás nesta série, é tão incrível ver essas mudanças, em primeira mão, em uma indústria que meio que tem uma certa reputação de abafar certas coisas,” disse Langford.

“É inspirador. É algo que eu quero continuar fazendo e espero que eu possa ajudar a dar continuidade às discussões sobre o que é agressão sexual e como lidar com isso, e fazer disso algo mais facilmente debatido.

Após os movimentos Time’s UP e #MeToo, Langford disse que a série continuará a lidar com tópicos como assédio, abuso e consentimento de uma maneira que “não se parece com um Anúncio de Serviço Público.”

“É como nós retratamos as coisas indiretamente… as pessoas absorvem a importância de coisas como consentimento e se atentam à pequenas coisas que eu sinto serem tão reais,” disse Langford.

Após sua estreia em março do ano passado, ‘13 Reasons Why‘ provocou um enorme debate global sobre como o suicídio adolescente é retratado na cultura popular. A série gerou fortes reações, tanto de apoio como críticas, de pais, professores, especialistas em saúde mental e jovens espectadores. Langford espera que esses mesmos tipos discussões continuem com a próxima temporada, especificamente em torno do abuso sexual.

“Acho que no fim das contas, o que a série faz realmente bem é promover debates,” disse ela, “e eu acho que é à partir das discussões que as pessoas são capazes de aprender.”

Fonte: BuzzFeed.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição especial Rising Stars 2018 da ELLE Austrália do mês de maio. A atriz, que estampa uma das 5 capas juntamente com Amy Shark, Darcy Vescio, Victoria Lee e Danielle Macdonald, falou sobre sua carreira, as dificuldades do início e muito mais. Confira a matéria traduzida abaixo:

KATHERINE LANGFORD
Ela passou de estudante com dificuldades (se dividindo entre três empregos, nada menos) à estrela do sucesso da Netflix, 13 Reasons Why, no espaço de um ano. Agora parte da nova guarda de Hollywood, a atriz explica como uma garota de Perth conseguiu superar os obstáculos e brilhar em La La Land

Dizem que borboleta é o nado mais difícil de se dominar. Lutando contra a necessidade natural do seu corpo de endireitar-se e voar da maneira correta, o nadador-borboleta deve impulsionar seu corpo para a frente em uma espécie de tremor, um movimento de arranque e paragem – mas com uma grande velocidade – e, além disso, realizar o quase impossível: fazer com que isso pareça bonito. Então quando eu pergunto a Katherine Langford, ex-campeã de natação do ensino médio, qual era o seu melhor estilo de nado, não me surpreendo nem um pouco ao ouvir a resposta. “Ah, o borboleta,” diz ela. É claro. Faz sentido que alguém que possua tanto os talentos quanto a garra sobre-humana dados por Deus à Langord se sobressaia na que é, literalmente, a maneira mais difícil de cortar a água. Porque Langford é tão ambiciosa e determinada a atingir seus objetivos tal como, bem, uma lagarta emergindo de um casulo.

Para aqueles que não estão familiarizados, uma breve recapitulação: retrocedendo a 1996, quando Langford nasceu em Perth, filha de Elizabeth e Stephen. Liz é pediatra, Steve está no Royal Flying Doctor Service. Langford se revela uma grande promessa nas artes com pouca idade, e é aceita na prestigiada Perth Modern School. Inspirada por um show de Lady Gaga, ela aprende a tocar piano sozinha aos 16 anos. Com 18, ela está pronta para dar uma chance à atuação, apesar de ter um Plano B [ir para a universidade estudar para se tornar uma professora de música]. Aos 19 anos, ela está filmando o que irá se tornar seu papel de maior destaque, como Hannah Baker em ‘13 Reasons Why‘, da Netflix. Agora com 22 anos, ela foi indicada ao Globo de Ouro e estrelou seu primeiro longa-metragem, ‘Com Amor, Simon‘. Resumindo: se você não conhece Katherine Langford, por onde esteve?

É aquele ano entre terminar o ensino médio e conseguir o papel principal na adaptação produzida por Selena Gomez do romance juvenil ‘Thirteen Reasons Why‘ que realmente me atrai. Como uma garota de Perth, sem contatos em Hollywood, consegue o papel de uma vida em menos de 12 meses? Mentindo para seus pais, é claro. “Eu fiz audições para uma escola de teatro e não fui aprovada,” diz ela. “Então eu me matriculei na faculdade. Mas algo me fez cair na real no último minuto; eu simplesmente soube que aquilo não era a coisa certa para mim. Então… sem contar para os meus pais, eu me “desmatriculei”. É essa a palavra? Aí eu consegui um emprego, e outro emprego, e mais outro emprego, e comecei a fazer testes.”

Ela está bem ciente do clichê, ela diz, do ator com dificuldades pulando de um emprego para outro (no caso de Langford, de garçonete para bartender, para lanterninha de cinema, assim como para se vestir de diversos personagens para eventos infantis em feriados escolares) para fazer face às despesas. Mas ela estava determinada em fazer dar certo. Em seu tempo livre, ela fez aulas de teatro e, literalmente, fez seu dever de casa. “Eu costumava escrever uma lista com os atores que gosto – Eddie Redmayne, Benedict Cumberbatch, Carey Mulligan, Rose Byrne, Cate Blanchett – e tentar descobrir como eles conseguiram. Como eles deixaram de ser só mais outra criança que queria seguir carreira na atuação para realmente virarem atores? Eu queria saber os passos, mas também queria saber que o que eu estava buscando era mesmo possível.”

Mais tarde naquele ano, depois que seus pais descobriram que Langford – que rotineiramente chegava em casa cheirando a cerveja, sem um livro para mencionar – não estava na universidade, e depois de ter conseguido uma vaga na Academia da Austrália Ocidental de Artes Cênicas (WAAPA), ela anunciou que iria fazer a “temporada de pilotos”. Essa é uma gíria de Hollywood para o processo de fazer audições para centenas de séries, contra milhares de outras atrizes, por um papel em um episódio piloto que pode nunca mesmo ser feito. E, se ele for produzido, a série pode nem chegar a ir ao ar. É uma aposta enorme para todos os envolvidos. Raramente compensa.

“Eu estive em LA por alguns meses antes de conseguir um papel em ‘13 Reasons Why‘ e, sinceramente… foi tão tumultuado,” ela diz. Mas primeiro, Langford fez testes para ‘Will‘, uma série ambientada no Reino Unido sobre a vida do jovem William Shakespeare. Ironicamente, ela perdeu o papel para a conterrânea atriz de Perth, Olivia DeJonge. “Eu estava tão encantada por aquele papel,” ela diz. “Eu desisti da minha vaga na WAAPA, na qual eu estava tentando entrar há três anos, para fazer as audições. Eu me lembro de ligar para o diretor da WAAPA e dizer, ‘Me desculpe, consegui um trabalho em Londres.’ E então eu perdi o papel.” Ela foi para os EUA em seguida e perdeu outro cobiçado trabalho. “Foi difícil,” ela diz. “Eu me senti muito sozinha. Eu me lembro de caminhar para casa da mercearia e chorar. Meus dedos estavam me matando porque eu tive que embalar as frutas e vegetais que eu havia comprado em seus sacos de pano reutilizáveis e pendurá-los em volta dos meus dedos, uma vez que eu não podia pagar mais 25 centavos por uma sacola plástica. Eu não tinha dinheiro, emprego e nem escola de teatro.”

Foi por volta dessa época, diz ela casualmente, que sua colega de quarto quase a matou. “Ah,” ela diz com leveza, quando eu quase tenho um ataque cardíaco. “É, bem, isso não foi muito legal. Ela deixava o gás ligado à noite para aquecer a casa – mas apenas, tipo, a chama acesa, o que pode causar envenenamento por monóxido de carbono. Eu saí de lá o mais rápido que eu pude.

Langford conseguiu ir embora quando foi escolhida para ‘13 Reasons Why‘. Depois disso, a vida mudou para sempre: a série foi um sucesso, e uma segunda temporada irá ao ar em breve. Os fãs descobriram as músicas que Langford havia postado no YouTube antes de se tornar famosa e clamaram por mais [ela argumenta educadamente quando conversamos, dizendo que é algo que ela pode explorar novamente mais para a frente]. Ela se vestiu de preto em solidariedade ao movimento Time’s Up no Globo de Ouro no início deste ano, e reconheceu o absurdo surreal de ser indicada ao lado da atriz inglesa Claire Foy apenas um ano após assistir a estrela de ‘The Crown‘ vencer sua categoria em casa, com sua mãe, em Perth. Ela sabe o poder de sua fã-base da geração do milênio e está disposta a lutar por mudanças – pelo controle armamentista, pelo tratamento igualitário às mulheres, por um mundo melhor para a comunidade LGBTQI. Mas, por enquanto, ela está indo devagar. Bem, tão devagar quanto se é possível quando você é uma campeã de nado borboleta.

“Eu quero me certificar de que o próximo projeto do qual eu faça parte seja algo pelo qual eu seja apaixonada, algo no qual eu possa trabalhar energicamente e produtivamente,” diz Langford. “O que eu realmente quero fazer é tirar um tempo para trabalhar em minhas habilidades como atriz. Eu ainda tenho muito a aprender.”

Confira um novo vídeo dos bastidores do ensaio de capa divulgado no site da ELLE australiana:

Os scans da revista, as imagens do ensaio fotográfico de Katherine para a ELLE Austrália, realizado por Simon Upton, e as capturas do novo vídeo dos bastidores já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MAIO – ELLE AUSTRALIA

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > ELLE AUSTRÁLIA POR SIMON UPTON

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > BASTIDORES > 2018 > ELLE AUSTRÁLIA POR SIMON UPTON

CAPTURAS | SCREENCAPTURES > PHOTOSHOOTS > 2018 > ELLE AUSTRÁLIA: POR TRÁS DA CAPA COM KATHERINE LANGFORD

Fonte: ELLE Austrália.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de abril da revista chilena La Hora Mujeres. A atriz falou sobre sua indicação ao Globo de Ouro, ‘Com Amor, Simon‘ e sua personagem, Leah Burke. Confira a matéria traduzida por nossa equipe:

KATHERINE LANGFORD
Conhecida por seu papel de Hannah Baker na série da Netflix ’13 Reasons Why’, a atriz australiana é uma das novas promessas de Hollywood. Não só foi indicada ao Globo de Ouro 2018 como também estreará seu novo papel no filme ‘Com Amor, Simon’ por estes dias. Aqui ela nos conta — exclusivamente para a La Hora Mujeres — sobre a história de amor homossexual e a natureza transcendental da produção cinematográfica.

Ela fez o teste para a série ‘13 Reasons Why‘ (Netflix) por Skype e foi escolhida para interpretar o papel de Hannah Baker. Até aquele momento, a atriz australiana Katherine Langford não havia trabalhado nos Estados Unidos e só desempenhara pequenos papéis em peças teatrais como ‘Evita‘ e ‘Godspell‘. Ter sido escalada então significou para a jovem atriz seu primeiro grande papel, de modo que em apenas 10 dias ela tirou seu visto de trabalho temporário e foi com grande entusiasmo para os Estados Unidos.

Para dar vida a Hannah, Katherine teve o cuidado de mergulhar nos sentimentos de sua personagem. No processo, ela não apenas entrevistou um representante da campanha de conscientização sobre a violência sexual It’s On Us, mas também pediu assistência a um psiquiatra que a ajudou a entender o porquê das decisões de Hannah. Em conversa com a Entertainment Weekly, Langford contou: “quanto mais eu avançava, mais envolvida eu estava com Hannah e mais eu me sentia ela. As coisas que acontecem são cada vez mais fortes. Os episódios 12 e 13 me deixaram um pouco nervosa, porque como uma jovem adulta que interpreta uma jovem adulta, essas questões são muito relevantes”.

A incrível recepção que a série teve em menos de um mês de sua estreia e o poderoso papel de Langford — que teve um impacto profundo em muitos adolescentes e pais — a transformaram em um fenômeno mundial. Hoje milhares de fãs esperam sua segunda temporada — que em breve será lançada — e na qual estará obviamente a personagem de Hannah, como confirmado pelo criador da série, Bryan Yorkey, à Entertainment Weekly.

Nas próximas semanas a atriz fará sua estreia nos cinemas com um papel no filme ‘Com Amor, Simon‘, uma comédia dramática que conta uma história de amor homossexual na qual Katherine interpretará Leah Burke, a melhor amiga do protagonista, e com quem ela tem uma grande cumplicidade. A atriz nos conta sobre essa nova estreia que estará nos cinemas à partir de 3 de maio, em uma entrevista exclusiva para a La Hora Mujeres.

Você foi indicada ao Globo de Ouro por ’13 Reasons Why’. Como se sentiu naquela noite?
Foi muito emocionante. A energia era muito palpável. Foi uma noite maravilhosa e eu apenas tentei absorver o máximo que pude dela. Para mim foi especial por muitos motivos: foi minha primeira indicação ao Globo de Ouro, obviamente, mas também foi uma noite tocante por causa do movimento Time’s Up (contra o assédio sexual).

Conte-nos, do que se trata ‘Com Amor, Simon’?
O filme é baseado no romance ‘Simon vs. A Agenda Homo Sapiens‘, da autora Becky Albertalli, e conta a história de como a orientação sexual de Simon (protagonista) é revelada e como isto afeta a ele, sua família e seus amigos.

Ao contrário de outros filmes juvenis, neste seu protagonista é gay. O que você acha disso?
Eu sinto que atualmente há mais filmes LGBT ou produções que giram em torno de protagonistas LGBTQ (lésbicas/gays/bissexuais/transgêneros/queers), mas ainda estão em falta. O que faz de ‘Com Amor, Simon‘ muito especial é que não é apenas um filme que se concentra em um personagem gay, mas também é um ótimo filme de estudo para as massas e é uma história de amor. Foram produzidos filmes com base em um protagonista LGBTQ, e que foram bem feitos (‘Carol‘ ou ‘Me Chame Pelo Seu Nome‘), mas creio que este é diferente porque não é apenas uma história de amor, mas também fala da adolescência. Parece-me que é a primeira vez que uma história de amor LGBTQ é contada de uma maneira tão grande.

Como é a Leah?
Leah Burke é a melhor amiga de Simon desde antes do ensino médio. Ela é uma personagem interessante porque é muito criativa e se deixa levar pela moda, através da qual ela se expressa. Ela escolhe suas roupas e usa sua capacidade de manipular sua imagem para se defender e se proteger.

Leah e Simon são amigos a vida toda. Você conhecia o Nick (Robinson) antes do filme? Foi difícil criar esse sentimento de familiaridade entre seu personagem e o dele?
Nick Robinson é grandioso. Nunca havíamos nos conhecido antes do filme, mas ele é muito talentoso e sábio, e tem uma energia maravilhosa. Desta forma, foi fácil nos darmos bem e acho que temos uma boa dinâmica que espero que seja semelhante à de Leah e Simon.

O diretor Greg Berlanti dispôs de várias semanas de ensaios antes do início das filmagens. Isso ajudou-os a ter uma dinâmica melhor como equipe?
Ter tido duas semanas de ensaio nos ajudou a poder nos conhecermos e brincar uns com os outros; não apenas aprendemos a nos darmos bem como pessoas comuns, mas também pudemos descobrir quais eram a energia e a dinâmica.

Quais outros tópicos são abordados no filme?
É claro que Simon é o foco da história, mas se você vê qualquer um de seus amigos, todos têm seus próprios problemas e desafios. Leah, por exemplo, não se sente muito confortável em sua própria pele. Ela ainda não conseguiu decifrar totalmente quem ela é ou como ela quer se apresentar ao mundo. E eventualmente ela se apegou um pouco à essa ideia de que está apaixonada por seu melhor amigo. Então, quando isso é tirado dela, dói. Este é seu primeiro amor, a primeira vez que ela se apaixona por alguém.

Esse é um filme otimista?
Sim, creio que embora este filme tenha algumas mensagens subjacentes maravilhosas que são muito sólidas e importantes, também é um filme que fará você se sentir bem, e acho que, por esta mesma razão, as pessoas irão responder a ele. Sair do cinema sentindo-se otimista e ter uma experiência positiva em um filme é realmente maravilhoso e quiçá necessário, dado o atual clima global. Quanto a momentos engraçados, creio que Logan Miller, que interpreta o Martin, tem umas cenas fantásticas que carregam um pouco de humor ao longo deste filme.

Os scans da revista e a nova foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a 20th Century Fox, realizado por John Russo, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > ABRIL – LA HORA MUJERES


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > 20TH CENTURY FOX POR JOHN RUSSO

Fonte: La Hora Mujeres.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!