Arquivo de 'Photoshoots'



Katherine Langford foi fotografada ao lado de Alethea Jones e Danielle MacDonald pelo fotógrafo Larnce Gold para a VOGUE Austrália, durante a cerimônia de premiação do Australians in Film Awards.

A matéria sobre o Australians in Film Awards, com Katherine, Alethea e Danielle, foi publicada na edição de Janeiro da VOGUE australiana.

Os scans e o portrait podem ser conferidos em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > JANEIRO – VOGUE AUSTRALIA


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2017 > AUSTRALIANS IN FILM AWARDS PORTRAITS POR LARNCE GOLD

Katherine Langford é um dos 20 talentosos atores a figurar na lista de 2017 dos Talentos da Próxima Geração, idealizada pela The Hollywood Reporter. A revista publicou em seu site uma matéria contendo uma série de entrevistas com todos os atores da lista, confira abaixo o perfil de Katherine, juntamente com a matéria, traduzidos por nossa equipe:

Talentos da Próxima Geração de 2017: Estrelas em Ascensão de 35 Anos ou Menos
A estrela de ‘Stranger Things’ Millie Bobby Brown e Ashton Sanders, de ‘Moonlight’, estão entre as estrelas de séries e revelações de filmes de grande orçamento que estão agitando a indústria.

O que é preciso para ser uma estrela em ascensão? Para estes 20 melhores jovens atores e atrizes, varia de uma série de sucesso da Netflix (Katherine Langford, de ‘13 Reasons Why‘ e Millie Bobby Brown de ‘Stranger Things‘) à atenção de premiações (Ashton Sanders de ‘Moonlight‘) e, às vezes, ser arrancada de San Diego e transportada à uma galáxia muito, muito distante (Kelly Marie Tran de ‘Star Wars: O Último Jedi‘). Aqui, a THR a Próxima Geração dos melhores talentos que chegam à uma grande ou pequena tela perto de você.
 

Katherine Langford, 21


Quando a nativa de Perth, Austrália, conseguiu seu papel de estreia como a adolescente vítima de bullying em ‘13 Reasons Why‘, da Netflix, ela nem mesmo tinha certeza se conseguiria um visto de trabalho americano a tempo. “Eles me ligaram com literalmente 36 horas de antecedência dizendo, ‘Você vai viajar às 3h da manhã no Domingo, faça suas malas,'” diz Langford, que atualmente está no Norte da Califórnia filmando a segunda temporada do popular drama juvenil, que irá apresentar sua personagem em mais cenas do que até Langford esperava. Ela também estrelará o filme de Greg Berlanti, ‘Love, Simon‘, ao lado de Nick Robinson.

MEU PIOR HÁBITO NO SET “A maior parte do meu tempo de set foi em uma série que é muito intensa. Eu dormia muito e geralmente era muito quieta.”

AUDIÇÃO MAIS EMBARAÇOSA “Eu conheci alguns produtores, e nós começamos a falar sobre teatro musical e [Bob] Fosse, e eu me levantei e fiz um salto Fosse.”

EU ADORARIA TER ESTRELADO EM… “Um filme de super-herói, ou um musical ou um filme de Star Wars — Eu sou muito fã de Star Wars.”
 

“Algumas pessoas surtam e ficam tipo, ‘tenho que fazer tudo agora enquanto estou nos holofotes’. Eu disse aos meus agentes que só quero fazer papéis de boa qualidade, e estou feliz em esperar por eles.” — Katherine Langford

Além dos Scans da edição de Novembro da revista The Hollywood Reporter, confira também as imagens, capturas e vídeos do ensaio fotográfico de Katherine para a publicação, realizado pelo fotógrafo Eric Ray Davidson:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2017 > NOVEMBRO – THE HOLLYWOOD REPORTER

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2017 > THE HOLLYWOOD REPORTER POR ERIC RAY DAVIDSON

CAPTURAS | SCREENCAPTURES > PHOTOSHOOTS > 2017 > THE HOLLYWOOD REPORTER

 

Fonte: The Hollywood Reporter.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva à edição de nº 155 da FLAUNT Magazine, batizada de “The Aftershock Issue: New America“. A australiana falou sobre o mega sucesso da Netflix, 13 Reasons Why, depressão, suicídio juvenil e a cena do suicídio de Hannah com o jornalista Britton Litow, enquanto era capturada pelas lentes do fotógrafo Graham Dunn. Confira a matéria traduzida pela nossa equipe, na íntegra, a seguir:

KATHERINE LANGFORD, ATRIZ DE ’13 REASONS WHY’: NASCE UM MODELO A SE SEGUIR
Langford fala sobre como o tema de suicídio adolescente da série a deixou mais aberta em vários aspectos

Desde Skins ou Degrassi que uma série juvenil não causa tanta comoção como o novo hit da Netflix 13 Reasons Why, digno de ser assistido de uma vez só. Se você ainda não ouviu o falatório, o núcleo da história é o suicídio de uma adolescente, contado através de uma série de mensagens que ela gravou em fitas cassetes antes de pôr um fim à sua vida. As mensagens são dirigidas àqueles a quem ela considera responsáveis por levarem-na ao suicídio, e os efeitos de sua liberação ecoam por sua escola e sua comunidade. A série tem provocado um turbilhão tanto de exaltação quanto de controvérsia, com alguns a louvando por sua honestidade inabalável e por chamar a atenção para um tópico que não é discutido o suficiente, enquanto outros tem expressado preocupação de que o tema possa ser psicologicamente prejudicial aos jovens conturbados.

No centro de tudo isso está a revelação australiana Katherine Langford, que interpreta a personagem principal da série – Hannah Baker. Quando me sento com Langford em uma manhã de Domingo, percebo rapidamente o quanto ela está envolvida com seu papel. Não apenas por causa das demandas singulares da série (ela teve que fazer suas malas em 36 horas e viajar ao redor do mundo pelo papel) ou mesmo devido ao calibre dos nomes atrelados à série (Selena Gomez é uma produtora executiva e o ganhador do Oscar Tom McCarthy atende como diretor) mas porque ela sente que esse projeto pode realmente fazer a diferença.

“Nós abordamos muitas questões pessoais que são verdadeiramente relevantes,” Langford me diz. “Como uma jovem adulta interpretando uma jovem adulta, não sou ignorante quanto à estes problemas. Estas são coisas pelas quais muitas pessoas passam. Isso realmente me fez querer contar a história autenticamente e verdadeiramente para fazer jus à ela”.

Isto é o que distingue 13 Reasons Why: a série não tem medo de falar das realidades da América em 2017 de uma forma autêntica. O suicídio adolescente tende a ser ignorado, em parte pelo fato de que a mídia não relata estes casos, e também pela abordagem de Hollywood, muitas vezes esquiva e apartidária.

O volume incrivelmente alto de suicídios na adolescência tem sido, na maioria das vezes, ignorado, o que não tem contribuído em nada para mudar o fato de que o suicídio é a segunda maior causa da morte de adolescentes entre as idades de 10 e 24 anos no país. Langford ficou imediatamente impressionada com a forma com a qual todos os envolvidos com a série estavam dedicados a retratar tópicos sensíveis com a maior veracidade possível.

“O que eu achei realmente legal e único foi que, no início, os produtores nos proveram com psiquiatras e psicólogos aos quais nós poderíamos recorrer e falar sobe isso,” ela diz. “Antes dos episódios doze e treze, eu pude conversar com Rebecca Kaplan do ‘It’s On Us’ sobre sobreviventes de violência sexual, bem como com um psicólogo que lida com o desenvolvimento de adolescentes, para entender melhor como alguém responderia à algo assim.”

O episódio final da temporada é um exemplo perfeito da insistência da série na verdade nua e crua. A cena brutalmente vívida do suicídio na banheira foi projetada para ser tão dolorosa de se assistir quanto possível, não deixando nada – nem o primeiro corte devastador da lâmina ou o dilúvio de sangue que segue – à imaginação.

“Foi uma escolha bastante deliberada por todos os envolvidos de fazer a câmera continuar em Hannah e não transformar a cena em artística ou em uma tomada bonita de forma alguma. Parece mais o tipo de coisa em que alguém observa a situação sem ser notado, como uma mosca na parede, no sentido de que somos apenas nós assistindo ao que está acontecendo,” Langford explica. “Isso foi feito para mostrar a verdade e não fazer dessa outra cena de suicídio que entraria no reino de ‘uma bela depressão.’ Eu acho que a razão de tantas pessoas estarem se identificando com a série ou tendo uma reação tão visceral à ela é por causa da maneira que nós mostramos isso [essa cena].”

Langford me conta que foi tão difícil para ela assistir a essa cena quanto foi para filmar: “Foi emotivo para mim, porque após interpretar essa personagem por seis meses, essa era a cena na qual ela iria morrer. E então foi isso… Mais ou menos?”

Com o tema da saúde mental tornando-se cada vez mais desestigmatizado, 13 Reasons Why está abrindo caminho para a nossa arte abordar com sinceridade as epidemias de depressão e suicídio juvenis. Escolas secundárias por todo o país têm usado a popularidade da série como base para abordar o tópico sensível do suicídio juvenil.

Langford, entendendo o papel que ela desempenha em tudo isso, escolheu tornar-se mais acessível aos fãs, abrindo suas páginas nas redes sociais para o público: “Elas eram trancadas antes da série e eu as abri assim que ela estreou, porque eu queria estar disponível e ser acessível às pessoas que sentiram uma conexão com a Hannah.” Embora este seja apenas o começo para Langford, ela está se provando não só uma atriz talentosa, mas também um modelo a se seguir.

Confira as fotos e o vídeo dos bastidores do ensaio fotográfico de Katherine para a FLAUNT:

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2017 > FLAUNT MAGAZINE POR GRAHAM DUNN

CAPTURAS | SCREENCAPTURES > PHOTOSHOOTS > 2017 > FLAUNT MAGAZINE

Fonte: FLAUNT Magazine.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford e Dylan Minnette concederam uma entrevista exclusiva para a edição anual Power of Young Hollywood da revista Variety. Os atores falaram sobre o sucesso de 13 Reasons Why e as polêmicas e controvérsias envolvendo a série. Confira a tradução feita pela nossa equipe:

13 RAZÕES CORRETAS
AS CO-ESTRELAS DA SÉRIE DE SUCESSO ESMAGADOR ’13 REASONS WHY’ FALAM SOBRE O IMPACTO QUE SUA POPULARIDADE – E CONTROVÉRSIA – TIVERAM EM SUAS CARREIRAS

HÁ QUATRO MESES ATRÁS, UM DRAMA ADOLESCENTE ESTRELANDO UM ELENCO DE JOVENS ATORES DESCONHECIDOS ESTREOU NA NETFLIX.

13 Reasons Why” aterrissou com um estrondo ouvido em toda a internet: a série, que fala sobre uma garota estudante do ensino médio que comete suicídio, se tornou a série mais comentada do Twitter de 2017, apenas um mês após a sua estreia, e transformou em estrelas do dia para a noite seus dois atores principais, Katherine Langford e Dylan Minnette.

Ela também provocou um debate nacional sobre suicídio – e o que é apropriado para ser mostrado na TV.

Os atores, que foram empurrados repentinamente aos holofotes, enfrentaram um curso intensivo no poder e pressão das mídias sociais.

“Você tem uma ideia do que a fama é, de como as celebridades são e de como é a atuação, e você acha que pode simplesmente focar no trabalho, mas na realidade, você não pode apenas necessariamente focar no trabalho porque ele vem acompanhado de privilégios e da responsabilidade de ter uma plataforma maior,” diz Langford. “Isso é algo com o qual eu tenho tentado lidar de uma maneira muito equilibrada.”

Ela aponta sua conta no Instagram: ela era privada na época que a série estreou; agora que ela a tornou pública, o número de seguidores pulou para quase 7 milhões.

“Eu gosto de ter momentos e períodos que sejam expressivos e onde você pode ser criativo, e eu acho que isso é mais difícil quando você tem mais pessoas que estão mais conscientes da sua existência e observando você, porque se eles não entendem o contexto e veem uma foto sua fazendo algo insano, então isso pode ser interpretado de forma errada,” ela diz. “Eu não acho que isso seja algo que algum dia pareça normal, especialmente para uma jovem de 21 anos de idade.”

Minnette possuía quase 40 papéis em seu currículo quando foi escalado no hit da Netflix – ele tem atuado desde os seis anos de idade. Mas Langford nunca havia atuado profissionalmente quando fez a audição para o papel. Nascida e criada na Austrália, ela não fez sua primeira aula de atuação até os 18 anos de idade e possuía apenas um punhado de audições internacionais na manga antes de ter enviado uma fita para “13 Reasons Why”. Ela brinca que o seu único trabalho de atuação anterior à série foram alguns “horrendos” filmes estudantis.

“Para ser sincera, eu entrei nas audições em uma época realmente estranha,” Langford diz. “Eu não tinha um emprego, não tinha formação em escola de teatro, e estava me perguntando o que eu iria fazer com a minha vida, e foi mais ou menos nesse momento que a audição para ’13 Reasons Why’ apareceu.

Ela fez sua audição novamente por Skype com o diretor e produtor executivo Tom McCarthy. “A única coisa que eu me lembro de ouvir ele dizendo foi ‘acho que acabamos,’” Langford recorda. “E na minha cabeça eu estava tipo, ‘Ok, isso é uma coisa realmente boa ou realmente ruim.’”

Foi uma coisa boa.

“Foi complicado e muito, muito desafiador escalar Hannah,” o showrunner Brian Yorkey diz sobre a personagem de Langford. “Vimos muitas atrizes talentosas e maravilhosas, mas nós precisávamos da pessoa que trouxesse aquela luminosidade muito especial. Nós precisávamos disso, e isso veio através de uma fita auto gravada de Perth, Austrália, na forma de Katherine Langford.”

Quando Minnette apareceu para o papel de Clay, ele capturou o personagem perfeitamente, relata Yorkey. “Nós queríamos muito alguém que fosse crível como um adolescente mediano que possui uma profundidade de pensamentos dentro dele que a maioria das pessoas ainda não viu,” o showrunner diz. “Nós acreditamos nele em tudo que ele fez e o achamos incrivelmente envolvente quando ele levava o personagem à esses locais mais profundos.”

Como Langford, Minnette diz que a série trouxe um novo senso de pressão. “Há muitos altos e baixos em como a vida tem mudado,” ele diz.

Embora as co-estrelas digam que a transição tem sido desafiadora, ambos entendem que sua fama recém-descoberta é um subproduto necessário de uma série muito bem sucedida. Ajudando-os a navegar está nada menos que a rainha da Hollywood Jovem, Selena Gomez, que é uma produtora executiva da série – e a pessoa mais seguida no Instagram.

Langford estava relutante em tornar sua conta do Instagram pública, mas Gomez a convenceu de que, com uma quantidade massiva de seguidores nas pontas dos dedos, ela seria capaz de interagir com seus fãs mais jovens – algo que tem provado ser especialmente importante dada a explícita abordagem da série do suicídio adolescente. Ciente do poder de chamar a atenção de milhares de adolescentes diretamente, Langford tem incluído links para linhas diretas de prevenção ao suicídio e do The Trevor Project em suas plataformas.

“Eu queria estar lá para os fãs que queriam se aproximar ou se conectar após a série,” Langford explica. Mas, ela acrescenta, “Eu também acho que há um ponto onde, se você está procurando [nas mídias sociais] por afirmação, é aí que isso pode ser esmagador, porque você está dependendo das opiniões de outras pessoas para se sentir bem consigo mesmo.”

Minnette, que tem um alcance de quase 5 milhões no Twitter e Instagram, é menos adepto a ficar conectado. “Eu tenho verdadeira ansiedade quando se trata de redes sociais. Eu nunca quero fazer ou dizer a coisa errada,” ele diz. “Na maior parte das vezes, tento não tocar nas redes sociais, mas espero que eu possa ir bem quando o faço. Eu não sei como lidar com esse tipo de pressão.”

Essa pressão tem sido imensa por causa da intensa reação que a série recebeu, dada a sua representação vívida e intensa do suicídio de Hannah (ela cortou seus pulsos em uma cena prolongada e sangrenta), assim como dois estupros na tela de estudantes intoxicados do ensino médio. As sequências gráficas levaram os pais a criticar a Netflix por glorificar o suicídio, e pressionar as escolas canadenses a proibirem qualquer tipo de discussão sobre a série nas salas de aula. Duas famílias até culparam a série por seus filhos terem tirado suas próprias vidas de uma maneira similar ao que aconteceu na tela. Em resposta, a Netflix adicionou avisos de gatilho antes de cada episódio. E no dia 31 de Julho, um estudo médico que descobriu que as pesquisas online sobre suicídio tem disparado rapidamente desde a estreia de “13 Reasons Why” foi liberado.

“Quando você faz uma série como essa, nós esperávamos polêmicas e controvérsia. O que me surpreendeu foi o tempo que demorou,” diz Langford, que assinala que as reações negativas não atingiram um forte estágio até três semanas após a estreia da série.

Mas, diz ela, o debate que ela provocou foi, em última instância, para o melhor. “No geral, eu acho que isso foi uma coisa boa,” ela diz. “Você precisa que existam opiniões a fim de que haja discussões, e isso é do que se trata a série, na verdade – falar sobre questões que são tabu ou que as pessoas normalmente não iriam discutir com pais ou professores.”

Dito isso, Langford acredita que os avisos de gatilho deveriam estar na série desde o início.

Embora Minnette concorde que as opiniões contrárias sobre a série são saudáveis e necessárias, ele sente que algumas das críticas foram infundadas.

“O que me incomoda é que notei que a maioria das pessoas que tiveram coisas negativas a dizer, não viram a série. Elas diziam, ‘Eu não vou assistir isso porque esse seriado glorifica o suicídio.’ Bem, como você saberia a menos que tivesse assistido a temporada? Você está julgando a série e o que nós fizemos baseado inteiramente em algo que você ouviu ou leu,” Minnette diz. “Eu acho que qualquer pessoa em seu juízo perfeito seria capaz de assistir e processar o que nós fizemos, juntar as peças que nós dispusemos e ser capaz de ver exatamente o porquê de nós termos feito o que fizemos, e saber nossas reais intenções, porque todos por trás disso tiveram as melhores intenções, o melhor coração e se importaram tanto com essa série.”

Langford reconhece que a cena do suicídio de sua personagem foi difícil de se filmar – até mesmo falar sobre isso a leva às lágrimas. Mas ela diz que a natureza gráfica da série era necessária para transmitir a mensagem anti-bullying.

“Nós mostramos o suicídio de Hannah não para glorificá-lo. Nós mostramos o estupro não para glorificá-lo,” ela diz. “É desconfortável quando você assiste isso. Então nós tomamos decisões de forma criativa, atuando com inteligência e escrevendo com inteligência, que contribuiu com o fato de nós querermos mostrar estas coisas de uma maneira que pareceu verdadeira e autêntica. Pessoalmente, eu não sinto como se isso glorificasse nenhuma dessas duas coisas, de forma alguma. Quando eu assisto essas cenas, eu tenho uma resposta visceral – elas me deixam enojada e triste.

Ambos assinalam que a série tem tido um impacto positivo também.

“As pessoas que estão escandalizadas por ela sempre irão ser mais barulhentas, mas eu acho que há uma quantidade esmagadoramente maior de pessoas as quais a série ajudou, mais do que pessoas as quais prejudicou,” Minnette diz.

Langford compartilha a história de um encontro recente com uma fã. “Eu estava em L.A. indo para um jantar, e uma garota passou por mim, me tocou bem discretamente e falou, ‘Eu não quero chamar atenção, mas a sua série realmente ajudou a minha irmã. Obrigada,’” ela diz. “Esses são momentos nos quais eu penso, ‘é por isso que eu faço isso.’”

E eles não irão recuar. Para continuar gerando debates, as co-estrelas revelam, a próxima temporada – que está em produção – não será atenuada. “É evidente desde o princípio que não iremos poupar nada neste ano,” Minnette provoca, acrescentando que os novos episódios exploram o processo de recuperação da vítima de estupro, Jessica (Alisha Boe), como consequência das cenas gráficas da temporada passada entre ela e Bryce (Justin Prentice).

Embora ele não dê nenhum detalhe, Yorkey assegura que o intenso escrutínio na série – bom e ruim – não irá afetar o objetivo da narrativa na próxima temporada.

“Se eu me preocupasse com qualquer coisa a respeito da segunda temporada, seria com que os sucessos da série e a atenção em cima dos atores fossem uma distração do que nós estamos tentando fazer, e esse não tem sido o caso, de forma alguma,” ele fiz. “Pelo contrário, todos têm voltado para a série ainda mais profundamente empenhados em fazer algo do qual todos nós nos orgulhamos.”

Os scans, imagens do ensaio fotográfico e capturas de Katherine e Dylan para a Variety já estão disponíveis em nossa galeria através dos seguintes links:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2017 > AGOSTO – VARIETY

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2017 > VARIETY POR SHAYAN ASGHARNIA

CAPTURAS | SCREENCAPTURES > PHOTOSHOOTS > 2017 > VARIETY

Os atores responderam ainda à 11 perguntas aleatórias nos bastidores de seu ensaio fotográfico. Confira o vídeo traduzido pelo Portal Dylan Minnette no player abaixo:

Fonte: Variety.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva ao The Sydney Morning Herald, na qual aborda assuntos relacionados a série 13 Reasons Why e a sua carreira. Confira abaixo a tradução:

Katherine Langford: Eu me sinto sortuda em ter uma nova plataforma para falar sobre questões importantes

Há apenas três curtos meses atrás, o mundo não fazia ideia de quem era Katherine Langford.
Mas interpretar a personagem principal no controverso drama da Netflix, 13 Reasons Why, que conta a história da adolescente Hannah Baker, que tira sua própria vida após o bullying contínuo em sua escola secundária no norte da Califórnia, impulsionou Katherine ao estrelato internacional.
Após sua performance aclamada pela crítica, a jovem de 21 anos nascida em Perth conquistou seis milhões de seguidores no Instagram e apareceu nos programas de entrevistas de Jimmy Fallon e Ellen DeGeneres nos Estados Unidos.
No entanto, foi o tweet de coração de sua ídola Lady Gaga que realmente mostrou o quão grande 13 Reasons Why – e a própria Katherine – se tornaram. “Essa mulher, essa artista, música, que eu amo e admiro tanto, sabe quem eu sou,” Katherine diz, ainda parecendo um pouco impressionada. “Foi aí que eu percebi, ‘Ok, a série é um sucesso, porque ela a viu. Lady Gaga assiste à série.'”
Ao abordar as potentes questões adolescentes das mídias sociais, do bullying, do estupro, das doenças mentais e do suicídio de uma forma inabalável, 13 Reasons Why é realmente uma série feita para, e dos, tempos atuais. Katherine ainda está digerindo o impacto profundo que o seriado teve sobre os espectadores, a fama repentina que ele trouxe, e as lições de vida que ele a ensinou.
“Eu acho que minha história é um pouco bizarra,” ela confessa. “Eu não acho que alguém fizesse alguma ideia de que [13 Reasons Why] fosse ser tão bem-sucedida como está sendo. Eu sinto como se isso tivesse acontecido por alguma razão, e eu sei que isso soa meio bobo. Definitivamente tem sido o mais difícil – mas também o melhor – primeiro trabalho que eu poderia um dia ter desejado na vida.
Quando eu encontrei Katherine durante sua rápida visita à Sydney no início deste mês, ela estava usando jeans e uma jaqueta de veludo preta. Mas, mesmo em roupas casuais, ela possui uma beleza que é reminiscente de uma princesa medieval, com seus cachos castanhos, que são sua marca registrada, caindo em cascata por suas costas, uma pele de porcelana que é de tirar o fôlego de tão bonita e olhos verdes claros que encontram os seus.
Ela curva a cabeça em uma espécie de cortesia quando troca apertos de mão, é rápida para rir, e dada a longas e pensativas pausas enquanto pondera suas respostas às perguntas.
A própria experiência de Katherine no ensino médio na Perth Modern, uma escola para crianças e jovens dotados e talentosos próxima ao centro da cidade de Subiaco, foi muito diferente da de Hannah Baker. O estresse das provas do terceiro e último ano foi tão ruim quanto poderia ser, contudo, ela estava ciente de que o slut-shaming e o bullying – exacerbados pelas mídias sociais – existiam.
“Interpretar Hannah trouxe de volta a sensação de estar sendo observada por todo mundo,” ela reflete. “Eu acho que, não importa onde você esteja, o ensino médio sempre será uma experiência difícil, entretanto, acho que há coisas que podemos fazer para torná-la menos dolorosa.”
Embora Katherine diga que não possui a rápida perspicácia ou o sarcasmo de Hannah, ela se identifica com o desejo persistente de sua personagem de acreditar na bondade dos outros, mesmo que suas ações demonstrem o contrário. Ela também se identifica com a natureza não-conformista de Hannah. “Eu nunca me incomodei em me encaixar,” ela diz.
Filha de dois médicos “extremamente inteligentes, e muito, muito dedicados”, Katherine originalmente tinha planos de seguir os passos de seus pais. Ela disse a um orientador de carreiras no primeiro ano do ensino médio que sua primeira preferência era medicina, seguida pela política. Em terceiro em sua lista de opções de carreiras, estava o teatro musical.

“O debate é a parte importante da série. Trata-se de chamar atenção às questões e instigar debates que são necessários.”

“Embora essas duas primeiras opções fossem muito diferentes, eu sempre quis fazer algo que fosse fazer a diferença e/ou ajudar pessoas e/ou ajudar o mundo.”
Quando se formou no ensino médio, Katherine sabia que queria ser uma atriz. “Eu gosto de ser capaz de dar vozes à personagens que são pessoas que não possuem uma voz, e contar histórias que são relevantes e refletem na sociedade.” Mas ela foi rejeitada em todas as escolas de atuação às quais se candidatou, sob a alegação de que ela era muito jovem e não possuía experiência de vida suficiente.
Então ela dedicou-se com afinco a ensinar a si mesma tudo o que pôde sobre o ofício, dividiu-se em três trabalhos de meio período, e encontrou um agente. O agente providenciou uma reunião com alguns empresários americanos visitantes, que marcaram duas audições por vídeo. Uma delas acabou por ser para 13 Reasons Why.
Sua escolha para o papel principal é especialmente notável porque, não apenas ela ganhou o papel baseado apenas em fitas de audição que ela enviou para Los Angeles, como esse é o seu primeiro trabalho profissional de atuação, e ela narra a série com um sotaque americano.
“Pelo que me disseram, eles testaram muitas garotas e acho que a única coisa que eles queriam fazer era capturar a essência [da personagem Hannah], e eles não queriam ou precisavam escalar pessoas de nome porque não se tratava de uma emissora, se tratava da Netflix.
13 Reasons Why tem tocado tão habilmente o espírito adolescente da época que é, segundo notícias, a série mais popular já lançada pela Netflix, e a série mais comentada do ano no Twitter. Mas o seriado também atraiu controvérsias pela maneira como retrata o bullying, o estupro e o suicídio. Ele tem sido criticado por sensacionalizar o suicídio e ser excessivamente simplista quanto às razões pelas quais as pessoas se matam.
Especialistas americanos em saúde mental alertaram que 13 Reasons Why poderia gerar um efeito de contágio suicida, enquanto na Austrália, o serviço de saúde mental juvenil, o Headspace, reportou um “crescente número” de ligações e e-mails relacionados à série, e advertiu que o conteúdo da mesma poderia ser perturbador para os telespectadores menores de idade.
Algumas escolas particulares de Sydney proibiram seus alunos de assisti-la, enquanto a Nova Zelândia apresentou uma nova classificação especificamente para a série, exigindo que as crianças com idade inferior a 18 anos assistam-na acompanhados de um pai ou responsável.
Katherine diz que todos os envolvidos em 13 Reasons Why sabiam sabiam que a série seria polêmica, e ela agradece os debates provocados pela mesma acerca de temas difíceis. “O debate é a parte importante da série. Trata-se de chamar atenção às questões e instigar debates que são necessários.”
Apesar da reação, Katherine se orgulha imensamente do impacto que 13 Reasons Why teve, particularmente na forma como sua autêntica representação de problemas adolescentes repercutiu com os telespectadores. Entre os fãs que a esperavam quando ela pousou em Sydney, estava uma garota que empurrou uma carta em suas mãos, a qual descrevia a diferença que a série fez para a sua própria vida. “Para mim, essa é a parte mais gratificante,” Katherine explica.
“Eu acho que nós abordamos um monte de questões diferentes na série com as quais as pessoas se identificam de formas diferentes, dependendo de sua própria história pessoal e contexto. Eu me sinto muito sortuda por ser capaz de ter uma plataforma proporcionada pela série para falar sobre questões que são importantes.”
Ser introduzida aos olhos do público tão de repente e tão no começo de sua carreira, significou uma curva de aprendizado íngreme para Katherine, que agora se encontra andando por tapetes vermelhos de eventos em Hollywood, como o MTV Awards, e sendo abordada por estranhos na rua. “De repente parece que todo mundo me conhece, e eu só fiz um trabalho!” ela ri.
Apesar de estar envolvida em um sucesso tão massivo, Katherine mostra pouco do egocentrismo pelo qual a geração da selfie é conhecida. Ao contrário de muitos de sua idade, ela não está particularmente interessada na quantidade de seus seguidores nas mídias sociais.
“Não é algo para o qual eu sinta que precise de afirmação,” ela diz. “Para mim, não importa quantos seguidores eu tenha, mas se eles amam a série e eu sou capaz de interagir com eles, essa é a maior recompensa.”
A atenção ainda é uma novidade tão fresca que Katherine ainda não se cansou dela – nem deixou que ela subisse à cabeça, para a surpresa até mesmo de seus amigos mais próximos em Perth. “Eu sou bem discreta, e definitivamente não me considero super famosa ou bastante conhecida. Ainda está no ponto em que é meio que legal.
Em meio ao tumulto dos últimos 18 meses da sua vida, o piano tem sido uma espécie de refúgio para Katherine. Ela aprendeu a tocar sozinha após assistir a um show de Lady Gaga quando tinha 16 anos e rapidamente se juntou ao programa de música de elite em sua escola.
Quando ela se mudou para a Califórnia para filmar 13 Reasons Why, uma das primeiras coisas que ela fez foi comprar um piano por 50 dólares. Depois de um duro dia de filmagens, ela voltava para casa e tocava para se acalmar e relaxar.
“Se houver um piano em algum cômodo, eu o acho,” ela diz. “Eu acho que a música é um meio muito pessoal, especialmente quando você escreve suas próprias canções, o que eu faço. Nesse momento, a música é algo que eu estou guardando para mim.”
Ela também mantém outros elementos de sua vida privados. Ela revela que tem uma irmã de 19 anos, mas evita fornecer mais detalhes sobre sua família. E ela não distinguirá nenhum membro do elenco de 13 Reasons Why do qual ela tenha se tornado particularmente próxima durante as filmagens, dizendo apenas que, “o elenco inteiro se dá muito bem, todos nós seremos amigos por muito, muito tempo”. Quando perguntada sobre garotos, ela devolve: “Tem alguém que você queira sugerir?” (Ela nomeia Cristóvão, de O Ursinho Pooh, como sua primeira paixão infantil, e Orlando Bloom como a segunda.)
A despeito de seu novo status de celebridade, Katherine diz que o maior impacto que 13 Reasons Why teve em sua própria vida foi o que ela aprendeu ao interpretar Hannah Baker.
“Eu acho que isso enfatizou para mim a importância da bravura e de ser ousado e único. Isso também afirmou que essas coisas são ótimas, são coisas boas.”
Armada com esse conhecimento, Katherine está se movendo para a próxima fase de sua carreira. Seu primeiro longa-metragem, uma adaptação para as telas do romance juvenil Simon vs The Homo Sapiens Agenda, que também conta com Jennifer Garner no elenco, será lançado em Março do ano que vem. Ela agora está de volta aos EUA para gravar a segunda temporada de 13 Reasons Why, mais sábia e mais experiente desta vez.
“Não há realmente um manual para estar em uma série original da Netflix,” ela diz com um sorriso largo. “Eu sei que isso soa cafona, mas eu só espero ser a melhor Katherine Langford que eu puder.”

ATUALIZAÇÃO 16/06/2017

As fotos do ensaio de Katherine disponibilizadas para o The Sydney Morning Herald pela FairFax Media já se encontram em nossa galeria, confira:

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2017 > FAIRFAX MEDIA POR SIMON LEKIAS

Os Scans da matéria com Katherine na Sunday Life, a revista dominical do jornal The Sydney Morning Herald, e na Sunday Times Magazine, a revista dominical do jornal The Sunday Times, também já se encontram disponíveis em nossa galeria através dos seguintes links:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2017 > JUNHO – SUNDAY LIFE

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2017 > JUNHO – THE SUNDAY TIMES (PERTH)

Fonte: The Sydney Morning Herald.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

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