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Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição semanal de 16 de maio da revista Vanity Fair Itália. A atriz falou sobre ‘13 Reasons Why‘, sua música, sua carreira e muito mais. Confira a matéria traduzida:

KATHERINE LANGFORD
EU PENSO POSITIVO

“Às vezes você acha que nunca irá conseguir, mas são esses momentos que tornam você mais forte.” A jovem atriz australiana, lançada pela série 13 REASONS WHY, foi capaz de enfrentar as rejeições e decepções do início de sua carreira. Agora ela sabe como falar com adolescentes. E se permite o luxo de ler apenas os roteiros de que gosta

“Se estiver tudo bem por você, eu gostaria de contar a minha história,” me diz Katherine Langford em um certo momento. Então ela parte, falando de uma só vez: “Quero dizer, o que eu fiz antes de ser escolhida para 13 Reasons Why. Na escola, sempre atuei e estudei música, até me matricular em um instituto para jovens talentosos, o que, dito assim, soa mais como uma coisa de Los Angeles do que realmente era. Ao mesmo tempo, eu estava nadando em um nível competitivo, o que significava que eu não tinha tempo para me dedicar completamente à atuação. Aos 16 anos, comecei a compor músicas e prestei vestibular para uma faculdade de artes cênicas. Eu não fui aceita. Mas me aceitaram em uma outra faculdade, de música, onde estudei por um ano, o suficiente para perceber que aquilo não era para mim. Com 19 anos, eu menti para os meus pais: eu disse a eles que estava indo para a faculdade, mas estava, na verdade, fazendo testes e me dividindo entre três empregos. Eu queria juntar dinheiro para ir para os Estados Unidos. Quando meu agente entrou em contato para dizer que conseguiu dois novos testes para mim, eu gravei os vídeos para serem enviados enquanto eu estava me preparando para tentar novamente o vestibular para aquela faculdade de artes cênicas pela terceira vez. No mesmo dia em que a faculdade me ligou para dizer que eu finalmente havia sido aceita, também me disseram que gostaram dos meus vídeos e que queriam me ver pessoalmente: uma das audições era em Londres, a outra em Los Angeles. Eu decidi tentar em Londres. Eles me descartaram. Fui para Los Angeles. Outra recusa. Três semanas depois, voltei para a Austrália sem um centavo e sem emprego. E foi naquela altura que a audição para 13 Reasons Why apareceu. Às vezes você acha que nunca irá conseguir, mas são esses momentos que te fortalecem”.

Em ‘13 Reasons Why‘, Langford interpretou a personagem principal, Hannah, uma adolescente suicida que deixa uma caixa com fitas cassetes aos seus colegas de classe para explicar as razões que a levaram a se matar. A série, lançada em streaming no dia 31 de março de 2017, é hoje uma das produções da Netflix mais vistas de todos os tempos e a mais comentada da história nas redes sociais. Um sucesso que convenceu a gigante do entretenimento online a produzir uma segunda temporada, que começa no dia 18 de maio.

Nesse meio tempo, ela rodou três outros filmes. ‘The Misguided‘, lançado nos Estados Unidos em janeiro passado, ‘Com Amor, Simon‘, que chegará até nós no dia 31 de maio, e ‘Spontaneous‘, ainda sem data de estreia.

Seus dois últimos projetos foram ambientados no ensino médio. Você ainda se considera uma adolescente?
“Tecnicamente não, mas eu ainda estou no início da minha vida e da minha carreira. De um certo ponto de vista, eu me sinto a mesma pessoa da minha adolescência, mas o trabalho, tudo que eu tenho vivenciado nestes dois anos, me tornaram mais consciente.”

Você disse que 13 Reasons Why foi sua estreia como atriz. Na verdade, você já havia atuado em um curta-metragem, Daughter, exibido em Cannes em 2016.
“Ah sim, um projeto realizado com financiamento coletivo. Honestamente, eu não me lembro muito bem do que fiz naquele curta. Eu considero ‘13 Reasons Why‘ minha verdadeira estreia porque [a série] lida com questões complexas e pelo grande impacto que teve no público. Da mesma forma que acredito que ‘Com Amor, Simon‘ conta uma história igualmente importante, que se trata de um garoto se assumindo gay (o colega de elenco Nick Robinson, nota da redação).”

É verdade que, aos 16 anos, você escreveu uma música sobre três garotos que haviam tirado suas próprias vidas?
“Se chamava Young and Stupid. Eles eram de Perth, a cidade na qual eu nasci e fui criada. Eu comecei a compor [músicas] no piano com 15, 16 anos, em parte influenciada pelas músicas que eu gostava, em parte pelo que estava acontecendo ao meu redor. Eu sempre me interessei pelos transtornos mentais em adolescentes. É curioso que, anos depois, eu tenha sido escolhida para uma série de TV que fala sobre temas semelhantes.”

Eu vi que você tem um perfil no Twitter…
“Não sou eu. Mas tenho uma conta no Instagram.”

Como é a sua relação com as redes sociais? Selena Gomez, que é produtora de 13 Reasons Why e também uma amiga sua, disse que se sentiu sob muita pressão com esse tipo de exposição.
“Minha relação evolui com o tempo. Por exemplo, enquanto eu estava filmando a primeira temporada, decidi não usá-las. Somente após o lançamento, eu pensei em tornar meu próprio perfil público: eu queria estar disponível para todas aquelas pessoas que assistiriam à série. Eu tento ser uma presença positiva, uma fonte de inspiração para os outros.”

Somente pela determinação. Como você fez para suportar todas aquelas rejeições sem perder sua auto-confiança?
“Eu não sei, certamente ser atriz não era uma escolha óbvia. É assustador perceber que o que você quer é uma meta praticamente inatingível.”

O que você está planejando agora?
“Eu quero tirar um tempo para ler alguns roteiros que eu goste e estudar a atuação, uma vez que eu acabei não frequentando aquela faculdade de artes cênicas. Recentemente, passei algum tempo em casa, que ainda é local onde eu me sinto bem e segura. E então eu quero viajar. Eu sou jovem, não tenho vínculos, esse é o melhor momento para me sentir livre.”

Os scans da revista e a nova foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a Netflix, realizado por Joe Pugliese, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MAIO – VANITY FAIR ITALIA


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > NETFLIX POR JOE PUGLIESE

Fonte: Vanity Fair Itália.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição especial Rising Stars 2018 da ELLE Austrália do mês de maio. A atriz, que estampa uma das 5 capas juntamente com Amy Shark, Darcy Vescio, Victoria Lee e Danielle Macdonald, falou sobre sua carreira, as dificuldades do início e muito mais. Confira a matéria traduzida abaixo:

KATHERINE LANGFORD
Ela passou de estudante com dificuldades (se dividindo entre três empregos, nada menos) à estrela do sucesso da Netflix, 13 Reasons Why, no espaço de um ano. Agora parte da nova guarda de Hollywood, a atriz explica como uma garota de Perth conseguiu superar os obstáculos e brilhar em La La Land

Dizem que borboleta é o nado mais difícil de se dominar. Lutando contra a necessidade natural do seu corpo de endireitar-se e voar da maneira correta, o nadador-borboleta deve impulsionar seu corpo para a frente em uma espécie de tremor, um movimento de arranque e paragem – mas com uma grande velocidade – e, além disso, realizar o quase impossível: fazer com que isso pareça bonito. Então quando eu pergunto a Katherine Langford, ex-campeã de natação do ensino médio, qual era o seu melhor estilo de nado, não me surpreendo nem um pouco ao ouvir a resposta. “Ah, o borboleta,” diz ela. É claro. Faz sentido que alguém que possua tanto os talentos quanto a garra sobre-humana dados por Deus à Langord se sobressaia na que é, literalmente, a maneira mais difícil de cortar a água. Porque Langford é tão ambiciosa e determinada a atingir seus objetivos tal como, bem, uma lagarta emergindo de um casulo.

Para aqueles que não estão familiarizados, uma breve recapitulação: retrocedendo a 1996, quando Langford nasceu em Perth, filha de Elizabeth e Stephen. Liz é pediatra, Steve está no Royal Flying Doctor Service. Langford se revela uma grande promessa nas artes com pouca idade, e é aceita na prestigiada Perth Modern School. Inspirada por um show de Lady Gaga, ela aprende a tocar piano sozinha aos 16 anos. Com 18, ela está pronta para dar uma chance à atuação, apesar de ter um Plano B [ir para a universidade estudar para se tornar uma professora de música]. Aos 19 anos, ela está filmando o que irá se tornar seu papel de maior destaque, como Hannah Baker em ‘13 Reasons Why‘, da Netflix. Agora com 22 anos, ela foi indicada ao Globo de Ouro e estrelou seu primeiro longa-metragem, ‘Com Amor, Simon‘. Resumindo: se você não conhece Katherine Langford, por onde esteve?

É aquele ano entre terminar o ensino médio e conseguir o papel principal na adaptação produzida por Selena Gomez do romance juvenil ‘Thirteen Reasons Why‘ que realmente me atrai. Como uma garota de Perth, sem contatos em Hollywood, consegue o papel de uma vida em menos de 12 meses? Mentindo para seus pais, é claro. “Eu fiz audições para uma escola de teatro e não fui aprovada,” diz ela. “Então eu me matriculei na faculdade. Mas algo me fez cair na real no último minuto; eu simplesmente soube que aquilo não era a coisa certa para mim. Então… sem contar para os meus pais, eu me “desmatriculei”. É essa a palavra? Aí eu consegui um emprego, e outro emprego, e mais outro emprego, e comecei a fazer testes.”

Ela está bem ciente do clichê, ela diz, do ator com dificuldades pulando de um emprego para outro (no caso de Langford, de garçonete para bartender, para lanterninha de cinema, assim como para se vestir de diversos personagens para eventos infantis em feriados escolares) para fazer face às despesas. Mas ela estava determinada em fazer dar certo. Em seu tempo livre, ela fez aulas de teatro e, literalmente, fez seu dever de casa. “Eu costumava escrever uma lista com os atores que gosto – Eddie Redmayne, Benedict Cumberbatch, Carey Mulligan, Rose Byrne, Cate Blanchett – e tentar descobrir como eles conseguiram. Como eles deixaram de ser só mais outra criança que queria seguir carreira na atuação para realmente virarem atores? Eu queria saber os passos, mas também queria saber que o que eu estava buscando era mesmo possível.”

Mais tarde naquele ano, depois que seus pais descobriram que Langford – que rotineiramente chegava em casa cheirando a cerveja, sem um livro para mencionar – não estava na universidade, e depois de ter conseguido uma vaga na Academia da Austrália Ocidental de Artes Cênicas (WAAPA), ela anunciou que iria fazer a “temporada de pilotos”. Essa é uma gíria de Hollywood para o processo de fazer audições para centenas de séries, contra milhares de outras atrizes, por um papel em um episódio piloto que pode nunca mesmo ser feito. E, se ele for produzido, a série pode nem chegar a ir ao ar. É uma aposta enorme para todos os envolvidos. Raramente compensa.

“Eu estive em LA por alguns meses antes de conseguir um papel em ‘13 Reasons Why‘ e, sinceramente… foi tão tumultuado,” ela diz. Mas primeiro, Langford fez testes para ‘Will‘, uma série ambientada no Reino Unido sobre a vida do jovem William Shakespeare. Ironicamente, ela perdeu o papel para a conterrânea atriz de Perth, Olivia DeJonge. “Eu estava tão encantada por aquele papel,” ela diz. “Eu desisti da minha vaga na WAAPA, na qual eu estava tentando entrar há três anos, para fazer as audições. Eu me lembro de ligar para o diretor da WAAPA e dizer, ‘Me desculpe, consegui um trabalho em Londres.’ E então eu perdi o papel.” Ela foi para os EUA em seguida e perdeu outro cobiçado trabalho. “Foi difícil,” ela diz. “Eu me senti muito sozinha. Eu me lembro de caminhar para casa da mercearia e chorar. Meus dedos estavam me matando porque eu tive que embalar as frutas e vegetais que eu havia comprado em seus sacos de pano reutilizáveis e pendurá-los em volta dos meus dedos, uma vez que eu não podia pagar mais 25 centavos por uma sacola plástica. Eu não tinha dinheiro, emprego e nem escola de teatro.”

Foi por volta dessa época, diz ela casualmente, que sua colega de quarto quase a matou. “Ah,” ela diz com leveza, quando eu quase tenho um ataque cardíaco. “É, bem, isso não foi muito legal. Ela deixava o gás ligado à noite para aquecer a casa – mas apenas, tipo, a chama acesa, o que pode causar envenenamento por monóxido de carbono. Eu saí de lá o mais rápido que eu pude.

Langford conseguiu ir embora quando foi escolhida para ‘13 Reasons Why‘. Depois disso, a vida mudou para sempre: a série foi um sucesso, e uma segunda temporada irá ao ar em breve. Os fãs descobriram as músicas que Langford havia postado no YouTube antes de se tornar famosa e clamaram por mais [ela argumenta educadamente quando conversamos, dizendo que é algo que ela pode explorar novamente mais para a frente]. Ela se vestiu de preto em solidariedade ao movimento Time’s Up no Globo de Ouro no início deste ano, e reconheceu o absurdo surreal de ser indicada ao lado da atriz inglesa Claire Foy apenas um ano após assistir a estrela de ‘The Crown‘ vencer sua categoria em casa, com sua mãe, em Perth. Ela sabe o poder de sua fã-base da geração do milênio e está disposta a lutar por mudanças – pelo controle armamentista, pelo tratamento igualitário às mulheres, por um mundo melhor para a comunidade LGBTQI. Mas, por enquanto, ela está indo devagar. Bem, tão devagar quanto se é possível quando você é uma campeã de nado borboleta.

“Eu quero me certificar de que o próximo projeto do qual eu faça parte seja algo pelo qual eu seja apaixonada, algo no qual eu possa trabalhar energicamente e produtivamente,” diz Langford. “O que eu realmente quero fazer é tirar um tempo para trabalhar em minhas habilidades como atriz. Eu ainda tenho muito a aprender.”

Confira um novo vídeo dos bastidores do ensaio de capa divulgado no site da ELLE australiana:

Os scans da revista, as imagens do ensaio fotográfico de Katherine para a ELLE Austrália, realizado por Simon Upton, e as capturas do novo vídeo dos bastidores já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MAIO – ELLE AUSTRALIA

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > ELLE AUSTRÁLIA POR SIMON UPTON

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > BASTIDORES > 2018 > ELLE AUSTRÁLIA POR SIMON UPTON

CAPTURAS | SCREENCAPTURES > PHOTOSHOOTS > 2018 > ELLE AUSTRÁLIA: POR TRÁS DA CAPA COM KATHERINE LANGFORD

Fonte: ELLE Austrália.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para o exemplar do último fim de semana, 31/03 a 01/04, da revista australiana SA Weekend. A atriz falou sobre ‘Com Amor, Simon‘, sua personagem Leah Burke e ‘13 Reasons Why‘. Confira a matéria traduzida por nossa equipe abaixo:

ATUANDO EM SEU TEMPO
Depois de uma indicação ao Globo de Ouro pela controversa 13 Reasons Why, a atriz australiana Katherine Langford segue com seu primeiro grande filme em Hollywood, ‘Com Amor, Simon’, um conto gentil de amadurecimento sobre um menino gay

É um pouco cedo para começar a perguntar a Katherine Langford, de 21 anos de idade, se é hora de graduar-se de interpretar estudantes do ensino médio. A atriz australiana estrelou o controverso drama da Netflix ambientado no ensino médio, ‘13 Reasons Why‘, ano passado e agora completou-o com o filme ambientado no ensino médio ‘Com Amor, Simon‘.

“Essas são as duas coisas às quais as pessoas fazem alusão,” Langford diz, “mas, colocando isso em perspectiva, essas também são as únicas duas coisas que eu fiz durante minha carreira.”

Interpretar estudantes não apenas impulsionou Langford de Perth para o cenário mundial, também proporcionou ao talento promissor muitas experiências significativas para absorver: “Dezesseis, dezessete, dezoito anos são épocas tão tumultuadas na vida de qualquer pessoa,” ela aponta, “existem algumas histórias realmente excelentes para serem contadas.”

Langford, cujas primeiras paixões foram a natação e depois a música, voltou para casa, na Austrália, semana passada para promover ‘Com Amor, Simon‘. Baseado no romance juvenil Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, o filme é uma grande e inteligente comédia-romântica adolescente de amadurecimento – que por acaso é sobre um menino gay.

A normalidade com que o filme trata essa história do processo de se assumir, e o fato de que ele está sendo distribuído por um grande estúdio de Hollywood, é um sinal de progresso que todos, desde o cineasta indie Xavier Dolan até o cantor australiano Troye Sivan, estão elogiando.

Após assistir ‘Com Amor, Simon‘, Sivan tweetou para seu grande número de seguidores internacionais: “Se eu tivesse visto esse filme quando eu tinha 12 anos, acredito verdadeiramente que ele teria mudado a formação da minha vida. Ou pelo menos me fazer sentir um pouco mais à vontade.”

Nick Robinson interpreta Simon enquanto Langford interpreta sua melhor amiga, Leah, que está enfrentando suas próprias dores e inseguranças. Langford ganhou o papel quando ainda estava filmando a primeira temporada de ‘13 Reasons Why‘. Ela havia feito testes para esse papel [Hannah Baker] por Skype. Sua escalação de última hora foi seguida por uma correria insana para obter o visto que ela precisava para poder trabalhar nos EUA.

Interpretar Hannah Baker – uma adolescente que comete suicídio deixando para trás uma caixa de fitas cassetes com mensagens àqueles que, segundo ela, a levaram a tomar tal atitude – rendeu a Langford uma indicação ao Globo de Ouro, mas também trouxe controvérsia.

Na Austrália, a organização da saúde mental da juventude emitiu um alerta sobre o “conteúdo perigoso” no drama e o impacto que isso poderia ter nas crianças. Langford prefere se concentrar nos pontos positivos que as pessoas tiraram da série – os fãs que disseram a ela “o que eu pude fazer como atriz os afetou em suas vidas,” diz ela.

Com ‘13 Reasons Why‘ e ‘Com Amor, Simon‘, ela acrescenta, “Eu não escolhi nenhum desses projetos com qualquer tipo de agenda social. Mas sou muito grata por ter feito parte deles porque sinto que eles repercutiram com o público em um nível além do entretenimento.”

Tudo isso se somou a dois anos de turbilhões.

“Turbilhões, essa é uma boa palavra para descrever estes anos,” Langford ri. “Estou de volta em casa, aqui na Austrália, após quase dois anos trabalhando, sem parar. Mas tem sido uma experiência incrível e sinto que pude aprender muito.”

A pressão para traçar seu próximo passo – “especialmente vinda de uma indicação ao Globo de Ouro,” ela diz – é intensa. Mas Langford está determinada a dá-lo em seu próprio ritmo; ela está até mesmo considerando mudar seu foco de volta para a música em um futuro próximo.

“Eu não estou necessariamente com pressa para fazer qualquer coisa,” ela diz. “Nos próximos meses, eu irei tirar um tempo para aprimorar minhas habilidades como atriz e continuar criando e fazendo o que eu fazia antes. Tem sido dois anos tão magníficos e eu quero garantir que, com o decorrer do tempo, eu possa continuar a fazer trabalhos dos quais eu me orgulhe.”

O colega de trabalho de Langford em ‘Com Amor, Simon‘, Nick Robinson, pode assegurar o fato de que a australiana não se deixou deslumbrar. “Ela é muito humilde,” ele diz. “Ela é inteligente e toma boas decisões, e o sucesso [dela] é bem merecido.”

Robinson também parece estar se saindo bem na estaca na sensatez, apesar de ter estrelado em um dos filmes de maior bilheteria nos últimos anos, Jurassic World, e dado um passo à frente como protagonista com ‘Com Amor, Simon‘.

O filme premiou o jovem de 22 anos de Seattle com um ponto alto em sua carreira: um número de dança de Whitney Houston.

Ele esperava isso de alguma forma?

“Inequivocamente, não,” Robinson responde. “Há uma primeira vez para tudo e todos nós decidimos ir em frente. Mas eu diria que esse seria meu último número de dança da Whitney Houston.”

Enquanto Langford achou um tanto surreal fazer parte do tipo de drama colegial americano que ela cresceu assistindo – “Tanto conteúdo vem da América que você meio que cresce indiretamente através de garotos e garotas americanos,” ela diz – Robinson sentiu que o filme foi genuíno com a sua própria experiência do ensino médio.

“No ensino médio, você está tentando ser autêntico consigo mesmo, mas não sabe bem o que é isso. Então, é uma época confusa,” ele diz. “Eu pude me identificar com Simon na diferença entre quão legal ele se sente por dentro e quem ele está realmente mostrando ao mundo – tentando resumir. É disso que se trata essa história, trazer a vida interior de Simon ao exterior.”

“A finalidade de Simon é que as pessoas se identifiquem com ele – você não tem que ser gay ou parte da comunidade LGBTQ para se identificar com sua trajetória.”

A vida imitou a arte quando o irmão de Robinson se assumiu para sua família e amigos durante as filmagens de ‘Com Amor, Simon‘.

“Eu não acho que isso tenha relação com o filme, mas [o filme] definitivamente ajudou a informar minhas conversas com ele,” Robinson diz. “Eu fiquei mais apto a ter um diálogo (com ele) e espero que isso seja o que o filme faz – permita diálogos.”

O filme dá um pequeno aceno à um icônico filme ambientado no ensino médio dos anos 80, ‘Curtindo a Vida Adoidado‘. Embora o diretor Greg Berlanti esteja aberto a extrair inspirações de clássicos adolescentes feitos por nomes como John Hughes e Cameron Crowe, Robinson não está prestes a prever se seu filme terá o mesmo tipo de impacto em várias gerações.

“Eu pessoalmente amo ‘Curtindo a Vida Adoidado‘, então isso seria uma grande honra,” ele ri.

Langford só espera que o filme repercuta com crianças e pais de todas as classes sociais, enquanto Hollywood dá outro pequeno passo em direção à inclusão: “É um filme muito alegre e a beleza dele é que todos, dependendo de suas histórias, respondem de formas diferentes.”

Com Amor, Simon‘ está em exibição nos cinemas.

Os scans da revista e a foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a 20th Century Fox, realizado por John Russo, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MARÇO – SA WEEKEND


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > 20TH CENTURY FOX POR JOHN RUSSO

Fonte: SA Weekend.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para o exemplar de hoje, 27/03, do jornal australiano The West Australian. A atriz falou sobre ‘Com Amor, Simon‘, sua personagem Leah Burke e temas relacionados ao filme. Confira a matéria traduzida por nossa equipe abaixo:

Por que ela é uma estrela

Depois da estreia marcante na controversa série da Netflix, ‘13 Reasons Why‘, a atriz de Perth, Katherine Langford, continua a ser uma das jovens estrelas mais badaladas do mundo. A ex-aluna da Perth Modern voou de volta à Austrália no último fim de semana para promover seu primeiro grande filme de Hollywood, ‘Com Amor, Simon‘, que estreia nos cinemas australianos na quinta-feira.

A jovem de 21 anos sentou-se para falar sobre seu novo filme, que recebeu ótimas críticas, e contou como foi ser nomeada a Melhor Atriz em Série Dramática no Globo de Ouro, em janeiro.

PARABÉNS PELA INDICAÇÃO AO GLOBO DE OURO POR ’13 REASONS WHY’. COMO VOCÊ SE SENTIU?
Foi emocionante. A energia era bastante palpável. Foi uma noite realmente maravilhosa e eu tentei absorver o máximo dela que eu pude. Foi especial para mim por muitas razões. Meu primeiro Globo de Ouro obviamente, mas também foi uma noite tão comovente por causa do movimento Time’s Up. Lembro-me que nesta época ano passado eu tinha acabado de filmar a primeira temporada de ‘13 Reasons Why‘ e assisti a Claire Foy aceitar o prêmio nessa categoria. Então, ser nomeada ao lado dela este ano, bem como, obviamente, Elisabeth Moss, Maggie Gyllenhaal e Caitriona Balfe, foi um momento muito especial e uma espécie de círculo completo.

VAMOS FALAR DE COM AMOR, SIMON. É SOBRE O QUE?
Bem, o filme é baseado no romance juvenil de Becky Albertalli, Simon vs. a Agenda Homo Sapiens. E ele acompanha um garoto de 17 anos de idade durante o ensino médio. É a história dele se apaixonando e então sendo exposto por um de seus colegas de classe e como isso afeta ele, sua família, seus amigos e as pessoas ao seu redor.

NO QUE VOCÊ DIRIA QUE ELE SE ASSEMELHA A OUTROS FILMES?
Eu acho que o filme definitivamente tem uma essência e qualidades de um filme de John Hughes, o que eu acho que é uma característica e qualidade muito especiais de se ter. Ele ainda é muito moderno, no sentido de que não está tentando se passar em qualquer outro período que não o agora, mas possui elementos de amor e comédia, e um equilíbrio desses elementos que são similares a alguns filmes do John Hughes.

VOCÊ MENCIONOU OS FILMES DE JOHN HUGHES, QUE SE PASSAM NOS ANOS 80 — PARECE QUE A NOSTALGIA É MUITO PREDOMINANTE ENTRE OS JOVENS HOJE?
Eu realmente sinto que hoje é difícil não reconhecer a enorme presença da tecnologia e acho que há, talvez, um pouco de nostalgia, ou talvez apenas pessoas preenchendo partes do que elas sentem que está faltando, dado que vivemos em uma época tão tecnológica e digital.

UMA ÁREA NA QUAL ‘COM AMOR, SIMON’ SE DIFERE DE MUITOS FILMES ADOLESCENTES É TER UM PROTAGONISTA GAY. O QUE DÁ A SENSAÇÃO DE QUE ESSA NÃO DEVERIA SER UMA COISA PARTICULARMENTE ÚNICA, MAS DE ALGUMA FORMA AINDA É…
Representatividade é uma coisa tão importante. E especialmente no cinema e em outras formas de arte. Eu sinto que há mais filmes LGBTQ, ou filmes que são centrados em torno de protagonistas LGBTQ, nos dias de hoje, mas ainda está faltando — há, definitivamente, espaço para mais. O que é tão especial sobre ‘Com Amor, Simon‘ é que ele não é apenas um filme focado em um personagem gay, mas ele também é um grande filme de estúdio e é uma história de amor. Criar um filme que é baseado em um protagonista LGBTQ já foi feito, e bem feito, antes… ‘Carol‘ ou ‘Me Chame Pelo Seu Nome‘, para citar alguns exemplos. Mas esse é um pouco diferente, eu acho. Ele não é apenas uma história de amor, é sobre juventude, é uma história comercial de amadurecimento e acho que, talvez, possivelmente seja a primeira vez que uma história de amor LGBTQ é contada de uma maneira tão grande, por um grande estúdio.

CONTE-NOS SOBRE A SUA PERSONAGEM NO FILME, LEAH.
Leah Burke é a melhor amiga de Simon. Eles tem sido melhores amigos desde antes do ensino médio, eu acho. Leah é uma personagem interessante. Por fora, ela é um tanto endurecida e pode ser um pouco fechada. Ela é muito criativa e é ligada em moda. E eu acho que um dos grandes motivos pelos quais ela é tão ligada em moda e em criatividade é porque esta é uma forma de ela se expressar, mas também extravasar o que ela sente por dentro de uma forma que é material e pode ser vista externamente. A moda pode servir como uma barreira entre nós e o resto do mundo e é uma barreira de proteção. Eu acho que particularmente para Leah, sua barreira consiste em suas roupas e criações, porque são coisas nas quais ela é boa e que ela pode fazer. Quero dizer, até mesmo conversando com os maquiadores e cabeleireiros quando estávamos nos estágios iniciais, eu disse que pensava que Leah é alguém que brinca criativamente com suas roupas e sua maquiagem, porque são coisas que ela pode criar, apresentar e se adaptar com. Eu acho que na maior parte do tempo no filme, especialmente na escola e particularmente perto da personagem de Alexandra Shipp, Abby, que é meio que a novata do grupo, Leah se sente bastante ameaçada. Ela é um pouco insegura em relação à Abby porque ela não se sente como se fosse tão boa quanto ela e eu acho que ela tem medo de perder seus amigos ou de ser vista como menos. Então ela definitivamente usa suas roupas e sua habilidade de manipular sua imagem para meio que se defender e se proteger.

EM UM NÍVEL BASE, COMO ATRIZ, É DIVERTIDO INTERPRETAR ALGUÉM QUE VESTE ROUPAS LEGAIS?
Definitivamente. Desde nova eu sempre fui interessada em estilo — embora eu não tenha crescido na indústria da moda — Eu sempre mantive uma apreciação por estilo, moda e arte… Eu acho que ao interpretar um personagem e particularmente ao interpretar Leah, você definitivamente tem muito mais opinião sobre o que você vai vestir, e mais ainda sobre a história por trás daquela roupa e o que cai bem com ela.

LEAH E SIMON SÃO MEIO QUE AMIGOS A VIDA TODA. VOCÊ CONHECIA NICK (ROBINSON) ANTES DO FILME? FOI DIFÍCIL CRIAR ESSE SENTIMENTO DE FAMILIARIDADE FÁCIL ENTRE O PERSONAGEM DELE E A SUA?
Nick Robinson é ótimo. Nós nunca havíamos nos visto antes do filme, mas ele é muito talentoso e inteligente e tem uma energia maravilhosa. Então, foi meio que fácil me dar bem com ele e eu acho que nós temos uma dinâmica legal que, com sorte, é similar a de Leah e Simon.

O DIRETOR GREG BERLANTI ORGANIZOU ENSAIOS POR DIVERSAS SEMANAS ANTES DAS FILMAGENS. ISSO AJUDOU A DINÂMICA E AS PERFORMANCES?
Ter duas semanas de ensaio realmente nos ajudou a ser capazes de nos conhecermos e brincar uns com os outros, não apenas a aprender e conviver uns com os outros como pessoas, mas também a adivinhar qual é a energia e qual é a dinâmica. Porque você lê um personagem em um roteiro e meio que tem uma ideia de quem eles são e do que eles fazem, mas não é até você colocar todos esses personagens juntos em uma sala que você realmente descobre como todos funcionam e interagem.
Greg foi genuinamente ótimo em nos deixar tentar e em nos deixar ver o que funcionava e o que não funcionava. E eu acho que, naquele período de ensaios, você realmente descobre não apenas mais do seu personagem, mas como eles interagem diferentemente com outros personagens. Por exemplo, com Leah foi compreender aquela dinâmica entre ‘Qual é a diferença entre Leah com Simon, Leah com Simon e Nick, e Leah quando está em um lugar com Simon, Nick e Abby?’ E eu descobri que elas variavam em temos de energia e meio que como Leah se sentia, onde ela se posicionava.

PARECE QUE HÁ MUITO MAIS COISAS EM LEAH COMO PERSONAGEM DO QUE SIMPLESMENTE A ‘AMIGA DO SIMON’.
Ambos passaram por tantas coisas juntos. Eles têm 17 anos agora e tem enfrentado uma série de coisas juntos pelos últimos 10 anos, provavelmente. Simon obviamente teve namoradas e não deu certo com nenhuma. Leah nunca teve um namorado, mas ela claramente assistiu e passou por todos os relacionamentos de Simon com ele. E durante esse período de tempo, ela, de uma maneira, se apaixonou por seu melhor amigo. O que acontece com ela ao longo do filme é que, enquanto Simon está lidando com seus desafios, Leah também está passando por suas próprias provações tentando lidar com todas as mudanças ao seu redor, e se apaixonando por Simon, achando que ele sente o mesmo.

COMO VOCÊ MENCIONOU, ESSE FILME NÃO É APENAS SOBRE SIMON.
Simon é, naturalmente, o foco principal, mas, se você olhar para qualquer um dos seus amigos nessa história, todos eles têm seus próprios problemas ou desafios de um tipo ou de outro. Com Leah, acho que talvez ela ainda não esteja muito confortável em sua própria pele. Ela meio que ainda não descobriu quem ela é ou como ela quer se apresentar ao mundo. E talvez ela tenha, um pouquinho, se agarrado a essa ideia de que está apaixonada por seu melhor amigo. Então quando isso é tirado dela, dói. Esse é o seu primeiro amor. Sua primeira paixão.

VOCÊ SENTE QUE OUTRAS JOVENS MULHERES PODEM SE IDENTIFICAR COM A LEAH?
Eu acho que toda vez que você assiste um filme, vai se identificar com alguém ou com a história de alguém de sua própria maneira pessoal, porque todos nós vivemos vidas muito diferentes e temos experiências diferentes que nos moldam. Mas eu realmente acho que a dificuldade que Leah enfrenta não é diferente das que muitos de nós enfrentamos, que é nem sempre se sentir completamente confortável em sua própria pele. Nem sempre ter completa ciência de quem você é. Eu acho que essas são coisas pelas quais todos nós passamos em algum momento na vida. Através do filme, você assiste Simon, Leah e o resto do grupo de amigos deles lidarem com seus próprios conflitos pessoais. Todos eles lidam com não saber muito bem quem são e tentam descobrir suas identidades nesse filme.

VOCÊ ACHA QUE É MAIS COMUM NOS DIAS DE HOJE QUE OS FILMES, E A INDÚSTRIA DO ENTRETENIMENTO EM GERAL, ABORDEM QUESTÕES CONSIDERADAS TABUS?
Eu definitivamente sinto que houve uma mudança na narrativa. Acho que há uma infinidade de fatores que se encaixam nisso. Acho que os espectadores estão muito mais inteligentes e muito mais a par do que está acontecendo no mundo, porque esse é um debate tão global agora. E nós estamos tão unidos agora, não apenas como países, mas também como uma comunidade global. E eu acho que isso realmente tem se traduzido no cinema e na televisão nos últimos anos.

TENDO DITO TUDO ISSO, ‘COM AMOR, SIMON’ É BEM ENGRAÇADO TAMBÉM…
Sim, eu acho que embora este filme tenha algumas mensagens subjacentes maravilhosas que são tão fortes e tão importantes, ele é também um filme que irá fazer você se sentir bem. E acho que as pessoas estão reagindo bem a ele por causa disso. Deixar a sala de cinema se sentindo positivo e ter uma experiência positiva em um filme é realmente maravilhoso. E talvez seja necessário, dado o clima global atual. Em termos de momentos engraçados, acho que Logan Miller, que interpreta o Martin, tem algumas cenas fantásticas que realmente transmitem parte do humor através deste filme.

FALANDO DE MEMBROS DO ELENCO, PARECIA HAVER UMA CAMARADAGEM REAL LÁ NO SET. AGORA VOCÊS ESTÃO REUNIDOS PARA O EVENTO DE HOJE…
Na verdade, é realmente maravilhoso ver todo mundo. Hoje foi o primeiro dia que a grande maioria de nós esteve reunida desde as filmagens, e foi como se a mesma dinâmica sólida estivesse de volta imediatamente. Além disso, a relação de Simon, Leah e Nick é praticamente a mesma de Nick, eu e Jorge.

Com Amor, Simon‘ estreia na quinta-feira.

Os scans do jornal e a foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a 20th Century Fox, realizado por John Russo, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MARÇO – THE WEST AUSTRALIAN


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > 20TH CENTURY FOX POR JOHN RUSSO

Fonte: The West Australian.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de abril de 2018 da Vogue Austrália. A atriz falou sobre feminismo, ‘13 Reasons Why‘, sua carreira, ‘Com Amor, Simon‘ e muito mais. Confira a matéria traduzida:

Katherine Langford fala sobre feminismo, sua ascensão à fama e ’13 Reasons Why’
Conseguindo aclamação súbita como a estrela de 13 Reasons Why, Katherine Langford se sente empolgada por começar sua carreira em uma época de mudanças monumentais nas indústrias televisiva e cinematográfica.

Enterrados fundo entre os muitos vídeos no YouTube relacionados ao sucesso teen da Netflix ‘13 Reasons Why‘, estão alguns clipes musicais caseiros feitos por sua estrela Katherine Langford quando ela era adolescente. A então estudante de 16 anos está sentada em seu quarto, na casa de sua família em Perth, vestindo seu uniforme escolar e com seus cachos caindo desarrumados, cantando com seriedade na câmera de seu computador.

“Dizendo que somos jovens e morrendo de vontade de ser mais velhos… clamando por liberdade, mas nunca querendo envelhecer e… aqui estou eu no meio da angústia adolescente tentando loucamente ser muito mais do que somos, estamos indo longe demais,” canta Langford.

O ano é 2013 e a música se chama Young & Stupid, uma canção anti-suicídio escrita depois que três adolescentes de Perth tiraram suas próprias vidas naquele ano. É uma melodia simples, acompanhada por um teclado, mas a voz de Langford é surpreendentemente sincera, melancólica, com tons fortes no estilo de jazz que combinam com sua aparência pré-rafaelita.

Corte para quatro anos mais tarde e Langford mais uma vez vestiu um uniforme escolar e novamente aborda um tema melancólico como a estrela de ‘13 Reasons Why‘, onde ela interpreta Hannah Baker, uma estudante que comete suicídio e deixa 13 fitas explicando seus motivos para tirar sua própria vida. Foi um papel marcante para a jovem atriz australiana, um que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro e a catapultou no espírito adolescente atual uma vez que ‘13 Reasons Why‘ se tornou uma das séries mais comentadas no Twitter em 2017. Ela causou muitos debates quanto ao seu controverso conteúdo sombrio, mais notavelmente o angustiante episódio final em que Hannah tira a própria vida.

Interpretar Hannah, Langford admite, não foi fácil. “Felizmente para mim, minha experiência de ensino médio foi muito diferente da de Hannah. Eu frequentei uma escola para pessoas intelectualmente dotadas e talentosas, e fui muito bem assistida em meu grupo de amigos,” ela diz.

“Em termos de interpretar Hannah, ela é uma personagem que eu desempenho, e eu sou eu mesma. Nós somos pessoas muito diferentes e a história dela é muito diferente da minha, no entanto, ainda sou eu, mesmo com a maquiagem e as mudanças de figurino. Às vezes eu acho complicado como atriz determinar o que é real e o que não é. Nós somos pessoas diferentes, mas no fim do dia ainda sou eu… Você vê Hannah chorar, mas aquelas são as lágrimas da Katherine, eu acho.”

O conteúdo sensível de ‘13 Reasons Why‘ – suicídio adolescente e bullying – não está perdido em Langford, que tem feito um esforço consciente para aproveitar sua celebridade para ajudar outras pessoas e causar mudança. Ela é cuidadosa e considerada com suas palavras, consciente de que é agora um modelo para jovens adolescentes potencialmente vulneráveis, milhares dos quais a seguem nas redes sociais.

“Eu não acho que alguém poderia ter previsto a magnitude da série. Todos nós estávamos cientes de que abordar tópicos sensíveis e questões que são pessoais e relevantes significava que as pessoas iriam se identificar com elas de maneiras diferentes.

“Quando a série foi lançada, eu decidi ter uma presença nas redes sociais porque senti que era importante estar lá para apoiar as pessoas caso elas precisassem de ajuda com qualquer coisa relacionada à Hannah ou à série. Eu tenho 21 anos [ela completa 22 neste mês], sou uma atriz e não sou de forma alguma uma profissional certificada, (mas) senti que em qualquer capacidade que eu pudesse estar lá para ajudar, então isso seria benéfico. Para mim, não se trata muito de oferecer conselhos de vida, mas ser uma plataforma e uma pessoa que, com sorte, pode transmitir mensagens positivas e… disseminar links de websites específicos na minha bio nos quais as pessoas podem clicar, fornecer fontes. Essas são coisas que eu posso fazer que são úteis.”

Langford está falando ao telefone de Los Angeles, onde ela passa mais tempo agora conforme seu perfil se eleva. Nós tínhamos nos encontrado no mês anterior na cerimônia de premiação do Australians in Film em West Hollywood, onde ela recebeu o Prêmio de Atuação Inovadora (Breakthrough Award), uma das muitas distinções que ela recebeu nos últimos 18 meses, incluindo sua aprovação no Globo de Ouro.

Embora ela não tenha ganhado o Globo, o evento foi uma reviravolta para Langford, não apenas sendo sua primeira grande cerimônia de premiação, mas uma noite em que o #MovimentoTimesUp foi lançado e as mulheres de Hollywood expressaram sua opinião vestindo preto no tapete vermelho. (Langford usou um vestido preto personalizado assinado pela Prada.) Emergir na indústria do entretenimento durante um extraordinário momento decisivo para a igualdade das mulheres é significativo para Langford, uma orgulhosa feminista.

“Definitivamente parece que há uma revelação de mudança e empoderamento, onde as pessoas estão realmente usando suas vozes. Especialmente mulheres de alta potência, talentosas e bem conhecidas na indústria que estão definindo os padrões e são muito apaixonadas, não apenas nesta indústria, mas também em outras. Então estar no Globo de Ouro acentuou esse sentimento ainda mais, e, para mim, sendo uma jovem atriz no começo da minha carreira, é um momento tão inspirador.”

Langford acaba de terminar de filmar a segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘ e aparece neste mês aparece em seu primeiro longa-metragem ‘Com Amor, Simon‘, a adaptação cinematográfica do romance juvenil Simon vs. A Agenda Homo Sapiens. [Com Amor, Simon] É outro drama sobre amadurecimento, desta vez lidando com a homossexualidade e o bullying.

“Depois de ‘13 Reasons Why‘ eu não estava necessariamente procurando fazer mais nada, muito menos algo que se passasse em uma escola secundária. Mas o que me impressionou em ‘Com Amor, Simon‘, foi que não é um filme sobre ensino médio, é uma história de amor, uma história sobre se assumir, uma história de amadurecimento. Haviam tantas narrativas que pareciam familiares e ainda assim únicas, simplesmente devido ao modo como elas foram escritas e à maneira que eu senti que foram retratadas,” ela diz.

A atuação não foi o primeiro amor de Langford – na escola ela se destacou em natação e teatro musical, se inscrevendo para a Western Australian Academy of Performing Arts (WAAPA), cujos ex-alunos incluem Heath Ledger e Hugh Jackman, após se formar no ensino médio. “Atuar não era realmente algo que eu procurava fazer até os meus 18 anos, quando fiz testes para todas as escolas de teatro e me disseram que eu precisava de experiência de vida,” ela diz, rindo.

Sempre determinada, Langford foi e conseguiu um diploma em teatro musical enquanto trabalhava em três empregos. “Naquele ano inteiro quando eu completei 18 anos, eu tentava encontrar aulas e ler peças no tempo livre entre trabalhar em meus empregos e ir à aula. No fim daquele ano, alguns agentes dos EUA visitaram a Austrália através de um curso,” ela acrescenta.

Ela foi convidada a enviar uma fita de audição ao mesmo tempo em que recebeu a notícia de que havia se classificado para a fase final de testes para as duas melhores escolas de artes cênicas do país: WAAPA e National Institute of Dramatic Art (NIDA).

“Cerca de dois dias depois que eu enviei a fita para fazer os testes para aqueles agentes americanos, eu descobri que tinha sido aceita na WAAPA, na qual eu estava tentando entrar há três anos,” ela diz. No dia seguinte, os agentes ligaram para ela para dizer que queriam que ela fizesse um teste para emissoras. Não é necessário mencionar que a WAAPA foi protelada e Langford não olhou para trás.

Embora sua carreira de atriz esteja florescendo, a música ainda é uma grande paixão. Inspirada ao assistir um show da Lady Gaga quando tinha 16 anos, Langford aprendeu a tocar piano sozinha (através de tutoriais na internet). Quando menciono esses vídeos do YouTube, ela ri. “Eu treinei como vocalista clássica e no meu último ano de escola, comecei a me envolver bastante com música. Acho que comecei a escrever músicas para os meus amigos porque eu via que eles gostavam delas e que elas os faziam felizes, então eu as colocava no YouTube para que meus amigos pudessem assisti-las. É engraçado assistir esses vídeos agora… a música foi algo que eu fiz muito antes de atuar e é parte de quem eu sou.”

Eu pergunto se algum dia ela consideraria fazer um musical. “Eu amo musicais, mas no momento guardo [minha música] para mim mesma,” ela diz. “Já me perguntaram se eu pretendo lançar algo um dia… Acho que mais para a frente, eu não diria não se fosse algo do qual eu estivesse orgulhosa ou algo que eu sentisse que as pessoas iriam gostar. Definitivamente isso está na mesa.”

Com Amor, Simon‘ estreia nos cinemas em 29 de março.

As fotos do ensaio fotográfico de Katherine para a VOGUE Austrália, realizado por Robbie Fimmano, e os scans da edição de abril da revista já estão em nossa galeria:

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > VOGUE AUSTRALIA POR ROBBIE FIMMANO


REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > ABRIL – VOGUE AUSTRALIA

Fonte: VOGUE Austrália.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

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