Arquivo de '13 Reasons Why'



Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva ao site do Deadline na qual aborda assuntos relacionados à série 13 Reasons Why, como as dificuldades que enfrentou, como se preparou para a cena final de Hannah, e muitas outras coisas. Confira abaixo a tradução:

A novata Katherine Langford sobre ’13 Reasons Why’: “Foi o melhor primeiro seriado que eu poderia ter feito”
Assegurando seu primeiro papel principal com a série da Netflix 13 Reasons Why, Katherine Langford deixou sua Austrália natal para trás, ganhando um rápido e intensivo curso de atuação nas telas enquanto enfrentava um material tremendamente sombrio e desafiador.
Baseada no romance de Jay Asher, que figura na lista dos mais vendidos, a série foca no suicídio de Hannah (Langford), uma adolescente presa no mundo de uma escola secundária Lynchiana onde bullying, assédio sexual e agressão sexual são realidades cotidianas. Em sua primeira vez, Langford teve a oportunidade de aprender com o diretor vencedor do Oscar Tom McCarthy e uma série de membros dedicados do cenário indie, entre eles Gregg Araki e Kyle Patrick Alvarez.
Falando com o Deadline, a atriz discute o debate que a série tem gerado, a adaptação à atuação nas telas, e a possibilidade de uma série de televisão causar mudanças.

Você tinha lido o romance de Jay Asher antes do seu envolvimento com 13 Reasons Why?
Foi depois que eu fui escalada que eu li o livro, e comecei a perceber o tipo de história que íamos contar. O romance de Jay Asher, combinado com o pedigree das pessoas envolvidas com o projeto, foi algo que realmente me empolgou, e fez dessa série tão especial.
Como eu consegui o trabalho é uma história ligeiramente complicada. Eu havia acabado de começar a fazer minhas primeiras aulas de atuação para as telas um ano antes de completar 18 anos, e no fim daquele ano, eu assinei com meus empresários americanos.
Na época em que a audição surgiu, eu tinha acabado de voltar de dois testes para dois projetos de emissora, que eu não consegui. Eu tinha abandonado a escola de teatro para ir fazer os testes, então eu estava de volta em casa, em Perth, sem emprego, tentando descobrir o que eu iria fazer com o meu ano.
Foi aí que a audição apareceu. Eu mandei uma fita, uma coisa levou a outra, e eles me escalaram.

Hannah é uma personagem interessante; desta forma, ela faz falta no coração da série. Quais foram os desafios associados a esse quadro?
Nós filmamos em blocos. Você não necessariamente filma as cenas cronologicamente, mas nós nos focávamos em dois episódios por vez. Havia a complexidade adicional de ter dois cronogramas em um, um antes da morte de Hannah, e um após a morte de Hannah, o que, às vezes, era complicado de gerenciar ou controlar.
Brian Yorkey e os escritores fizeram um trabalho tão fenomenal de nos manter na linha de tempo certa. Eu queria me certificar de que estivesse fazendo tudo no momento certo, então eu mantive um diário com todas as datas — com todas as coisas que estávamos filmando — e as colocava em ordem cronológica, de forma que eu pudesse olhar para uma cena e saber o que aconteceu antes, e o que iria acontecer depois.

Como você conheceu Dylan Minnette — que interpreta o outro personagem principal da série?
Primeiramente, eu acho que Dylan é uma das pessoas mais talentosas, generosas e maravilhosas com as quais você poderia trabalhar. Ele é um amigo muito querido, mas o começo da nossa amizade foi meio bizarro para a química da série, porque muito dela era baseada na química entre Hannah e Clay.
Dylan e eu não nos conhecemos até uma semana antes de termos que começar a filmar. Eu nunca fui trazida para um teste de emissora, e nós nunca fizemos uma leitura de química. A primeira vez que falei com ele na vida foi pelo Skype quando eu estava em Perth e ele estava no norte da Califórnia. Nós tivemos uma conversa muito boa e desligando aquela chamada, eu senti imediatamente que ele era uma pessoa incrível com a qual eu estava realmente animada em trabalhar.
Quanto ao relacionamento interpessoal, senti como se fosse uma coisa fácil de se construir. Nós nos entendemos e nos damos bem de forma tão natural e tão fácil.

Uma série impressionante de diretores de prestígio participou da série nesta temporada, incluindo Tom McCarthy. Como era trabalhar com seus diretores da 1ª Temporada?
Quanto mais eu falo sobre isso, mais eu amo a série, e o fato de que eu pude fazer parte dela. 13 Reasons Why foi o primeiro trabalho de verdade que eu tive na vida, e eu acho que foi o melhor primeiro seriado que eu poderia ter feito, mas também, de muitas maneiras, o mais difícil — puramente por causa da jornada que Hannah atravessa, e a magnitude da série em si. Ser uma protagonista pela primeira vez, se mudar para o exterior, e superar esses obstáculos.
Em termos de atuação, poder trabalhar com um diretor vencedor do Oscar em seu primeiro projeto é ser um pouco mimada, de verdade. Tom McCarthy foi muito prestativo — ele é tão inteligente, e tem excelentes ideias e uma visão maravilhosa para o trabalho que fizemos.
Muitos dos conselhos que ele me deu após os os dois primeiros episódios, eu me vi carregando por toda a temporada. “Mantenha a calma, porque há um longo caminho a se percorrer” foi uma coisa que ele disse, e isso realmente ficou comigo ao longo da temporada, ao contar a história de Hannah.
Ter a oportunidade de trabalhar com alguns diretores fenomenais que trouxeram seus próprios toques únicos à cada episódio foi um privilégio tão grande. Depois de Tom, nós tivemos Helen Shaver, Kyle Patrick Alvarez, Gregg Araki, Carl Franklin e Jessica Yu, e todos eles foram tão inteligentes, meticulosos e profundos em como eles dirigiram as coisas.
Eu sinto que aprendi muita coisa, não só como atriz, mas também do ponto de vista de um diretor. Foi fascinante assistir.

Como tem sido ver 13 Reasons Why tocar o espírito da época atual, e gerar tanto barulho nas mídias sociais?
O especial para mim é que, como alguém que está na série, mesmo que eu não consiga necessariamente compreender o alcance total ou a magnitude da resposta, eu posso ouvir respostas individuais de fãs que me abordam e são capazes de compartilhar suas histórias. Eu sinto que isso é muito especial, e me sinto muito privilegiada de estar nesta posição.

Com o seguimento substancial da série e os muitos problemas do mundo real que ela aborda de frente, você sente que 13 Reasons Why pode gerar uma mudança positiva no mundo?
Eu acho que 13 Reasons Why é predominantemente uma peça de entretenimento. Por essa razão, e também porque está na Netflix, sinto que é aceitável para um número muito grande de pessoas. Eu acho que onde ela tem sido efetiva é que, sim, trata-se uma peça de entretenimento, então ela não está sendo apresentada como um Anúncio de Serviço Público, mas eu sinto que a proposta para contar a história, era contá-la da forma mais autêntica possível.
Acho que é por isso que tem havido tantas respostas muito pessoais e incríveis, é porque ela ressoa como algo que é verdadeiro, ou parece com algo que é real, e está acontecendo.
Eu acho que uma das melhores coisas que a série já fez, do que eu ouvi e vi, é que ela começou um debate de uma maneira muito grande. Acho que é esse debate onde eu sinto que o impacto ou a mudança podem ser feitos. A série pode não ser necessariamente a mudança, mas se ela pode instigar esse tipo de discussão, então é aí que eu a acho útil.

13 Reasons Why lida com as questões apresentadas com veracidade e sem deixar nada de fora, e por essa razão, tem gerado uma quantidade considerável de controvérsia e atenção nos noticiários. Qual tem sido o seu sentimento, testemunhando isso?
Como uma jovem adulta, interpretando uma jovem adulta e cobrindo essas questões, que são tão relevantes, eu me sinto orgulhosa do trabalho que fizemos. Eu vi o cuidado e a atenção em fazer a série, e eu sinto que nós fizemos o que pretendíamos fazer, que era contar a história da maneira mais autêntica possível.
Do que eu também tenho orgulho é que houveram medidas no pós-tratamento, que é algo que a Netflix e a série não precisavam fazer. Isso é um testemunho da visão que os criadores tiveram para essa série, contá-la da maneira mais autêntica possível, mas também reconhecer que isso poderia ter um impacto significativo.
Para explicar isso, há vários links que compartilhamos. Nós fizemos um especial de 30 minutos, o Beyond the Reasons, meio que como um interrogatório esclarecedor após o Episódio 13. Existem avisos de gatilho, e existem artigos. Até mesmo fazendo a série, nós conversamos com uma série de profissionais de saúde para obter suas opiniões profissionais sobre não apenas o que seria útil, mas também o que soa verdadeiro no roteiro.
Esse é o meu ponto de vista. Eu me sinto orgulhosa da série, mas eu também entendo que quando você faz uma série que aborda questões muito sérias, pessoais e relevantes, haverá uma diferença de opinião. Eu acho que essa diferença de opiniões e esse debate são a parte importante, e é aonde a série faz a diferença, sendo capaz de falar sobre as coisas e compartilhar opiniões, e as razões pelas quais nós pensamos dessa maneira.
Eu penso que cada opinião é válida porque todos nós somos diferentes, e todos nós assistimos a serie com nossos contextos pessoais diferentes.

Brian Yorkey fez uma escolha interessante no último episódio da temporada, mostrando o momento do suicídio de Hannah sem cortes. Como você se preparou para essa cena visceral e difícil?
Acho que visceral é uma palavra muito boa para descrevê-la e, para ser sincera, quando nós fizemos as mesas de leitura, pareceu a escolha certa. Eu não acho que tenha havido um momento sequer no qual nós não quisemos mostrar o suicídio de Hannah porque isso não seria fiel à visão da série. Eu sinto que isso iria atenuar a gravidade da questão. [A cena do suicídio] Não é bonita, não é romantizada, não é uma bela tragédia — é agonizante, e é fisicamente dolorosa de se assistir.
Tendo que atuar isso, eu obviamente tive algumas considerações poucas semanas antes da filmagem, porque é um momento tão importante. É um ato que já foi emulado nas telas algumas vezes, mas para mim, muitas vezes soou falso. Eu consultei o Brian, e falei com profissionais de saúde. Eu trabalhei com um psiquiatra que é especialista em doenças mentais em adolescentes para tentar entender o que alguém estaria passando naquele momento.
Quando chegou ao ponto de fazer a cena, mesmo que eu estivesse preparada para isso e me sentisse super apoiada, ainda havia uma parte de mim que estava muito triste pela Hannah. Foi aquele momento no qual você está interpretando esta garota, mas você também está dizendo a ela para não fazer isso, o que foi um sentimento estranho porque ela é uma personagem
Mas acho que depois de seis meses, ela pareceu tanto com uma pessoa de verdade que foi uma resposta real ao fazer isso.

Quais foram os maiores desafios que você enfrentou nesta temporada?
Eu acho que cresci como atriz porque havia tantas coisas para aprender, e tantas partes difíceis da vida para acontecer na jornada de Hannah. Um dos desafios que eu venci em 13 Reasons Why foi apenas saber os aspectos técnicos do que é ser um ator em atividade.
Foi a primeira coisa que eu fiz. Eu me mudei para outro país e morei sozinha por seis meses, então eu senti que cresci muito como pessoa. Isso meio que me obrigou a aprender como cuidar de mim mesma.

Fonte: Deadline.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva ao Awards Daily TV. A atriz abordou assuntos relacionados à série original da Netflix 13 Reasons Why, como sessões com profissionais da área de saúde a ajudaram a interpretar Hannah, e muito mais. Confira a tradução feita pela nossa equipe a seguir:

Katherine Langford se destaca em ’13 Reasons Why’
Katherine Langford fala com o Awards Daily TV sobre como trabalhar com especialistas a ajudou a interpretar Hannah na série da Netflix ’13 Reasons Why’.

Quando 13 Reasons Why estreou na Netflix no começo deste ano, tornou-se um tópico para conversas. Baseada no livro infantojuvenil de Jay Asher, que figura na lista dos mais vendidos, a história nos levou a uma conversa profunda sobre adolescência e suicídio. Na série, Hannah (Katherine Langford) grava 13 fitas sobre as pessoas que ela sentia serem culpadas por terem levado-a ao suicídio.
A série chamou atenção para doenças mentais em adolescentes, estupro, e suicídio. Gerou um debate. O material do seriado era sólido, as atuações eram estelares. Eu me encontrei com Katherine Langford recentemente para falar sobre interpretar Hannah e o que ela tinha para nos contar sobre a 2ª Temporada.
Com a votação do Emmy a caminho, a australiana Katherine Langford desempenhou uma performance excepcional em sua estreia na série e precisa ser considerada para o seu voto.

13 Reasons Why tem realmente gerado um debate. Como estão as coisas para você agora?
É uma pergunta muito boa. Nós filmamos [a primeira temporada] ano passado, e foi muito tranquilo, [a série] estava fora do radar da mídia e do público. Nós voltamos ao trabalho para a segunda temporada, e tem sido um processo um pouco diferente. Agora que a série estreou e as pessoas viram, eu acho que tem sido realmente ótimo ouvir as diferentes reações e respostas. Fiquei surpresa com a forma como uma história e como algumas das questões afetaram as pessoas.
O que também foi surpreendente para mim foi que as questões que nós abordamos na série são muito mais prevalentes do que eu pensava. Eu acho que tem sido bem legal ouvir os debates que foram provocados pela série.

Eu conversei com Mandy Teefey recentemente sobre o impacto que a série está tendo. Por que você acha que não apenas os adolescentes, mas também os adultos estão se identificando com ela?
Há tantas questões que nós abordamos, coisas que são muito pessoais e muito relevantes. Eu acho que parte do motivo da série ter afetado tantas pessoas é por causa das questões que abordamos, e da maneira como nós contamos a história.
Uma coisa da qual eu realmente me orgulho sobre a série é que nós a abordamos com a mentalidade de querer contar a história da forma mais autêntica possível. É uma peça de entretenimento, mas ao não glamouriza-la ou romantiza-la, fizemos com que pareça real. Eu acho que, nesse aspecto, é onde a série está afetando as pessoas tão profundamente.
Eu também estou muito orgulhosa da série no sentido de que, como uma jovem adulta interpretando uma jovem adulta, realmente respeitamos o intelecto do público. Adolescentes de 16 e 17 anos são muito mais inteligentes do que nós reconhecemos. Definitivamente não parece que é uma série feita para adolescentes. Se muito, parece uma série feita para adultos. Em termos de intelecto, é realmente assistível tanto para adultos quanto para adolescentes.

Voltando um pouco, o que eles lhe disseram sobre sua personagem quando você conseguiu o papel?
Quando fiz o teste para 13 Reasons Why, eu ainda não havia lido o livro, na verdade. Eu não pesquisei ou me inspirei em ninguém realmente e nem li o livro porque eu não queria que isso afetasse a forma com que eu fiz o teste. Na verdade, não foi até eu ser escalada e me encontrar com Tom McCarthy e Bian Yorkey que eu tive um melhor entendimento da história que iríamos contar.

Nós vivemos em um mundo de mídias sociais e você só precisa olhar o Twitter para ver bullying, mas que pesquisa você teve que fazer?
13 Reasons Why foi meu primeiro emprego, e foi meio que um batismo pelo fogo. Eu acho que foi o melhor primeiro seriado para se ter. Eu digo isso porque todos ao meu redor me apoiavam muito. Os personagens nesta série são muito bem escritos e são tão reais.
Parte do que eu fiz pela Hannah, muito do que ela disse, teve um impacto em mim; pessoalmente, eu queria estar informada. Os produtores nos colocaram em contato com psiquiatras e psicólogos de diferentes organizações, o que eu acho que foi realmente brilhante.
As duas pessoas com as quais eu conversei foram Rebecca Kaplan, da It’s On Us, e um psiquiatra que é especialista em saúde mental adolescente. Eu conversei muito com eles antes de filmar o Episódio 9, mas também por mim mesma nos episódios 12 e 13.
Falar com eles me ajudou a preencher o lado da experiência das coisas e isso foi muito útil.

Aqui está você tendo que filmar uma cena muito sombria, o que você teve que fazer para se preparar para a cena do suicídio?
Acho que essa cena foi algo no qual eu pensei sobre, mas essa era uma daquelas cenas que, quando você chega na parte de fazer, propriamente, acontece e não é cognitiva. Simplesmente acontece.
Naquele momento, eu estava interpretando-a há seis meses, e eu havia visto toda a jornada de Hannah e passado pelo que ela tinha passado. Além disso, eu tinha feito muitas pesquisas e conversado com especialistas.
Eu fiz minha lição de casa ao conversar com pessoas que têm trabalho de perto com o suicídio adolescente. Quando chegou o momento, os produtores e diretores me deixaram fazer o que eu precisava fazer.

Há vários momentos sombrios [na série], mas há alguns bons momentos. Quais foram alguns desses para você?
Oooh, essa é uma boa pergunta.

Nós vamos da escuridão para a luz.
Isso é bom porque são assuntos pesados, mas a série como um todo não é pesada.

Certo.
O humor no set era mais leve, e havia um ótimo ambiente. Um dos episódios mais legais de se filmar foi o Episódio 5, no qual nós fizemos o baile. Como uma australiana, eu nunca havia tido a experiência de um baile de formatura.

Nós realmente não temos, não é?
Mas você cresce vendo isso. Então, foi tranquilo para mim passar por essa experiência e fazer aquilo.
Foi um lindo episódio. Interpretando Hannah, para mim, as vezes em que ela mais se divertia eram com Clay. No Episódio 5, é simplesmente um momento lindo, e eu lembro disso porque credito Kyle Patrick Alverez, que dirigiu os episódios 5, 6 e 13. Ele fez um excelente trabalho.

Dylan Minnette e você são ótimos. Como foi trabalhar com ele?
Foi realmente fantástico. Quando nós fomos escalados, Dylan já trabalhava há mais tempo do que eu. Ele foi tão receptivo e motivador. Eu acho que ele é o melhor parceiro com o qual eu poderia ter trabalhado. Ele é tão generoso e muito gentil. Ele é um ator tão talentoso e muito gracioso.
Passando pelo que eu passei como Hannah, eu realmente sou grata por ter feito cenas com ele porque ele deu tudo, todo o suporte necessário.
No Episódio 11, aquela cena em que Hannah e Clay estavam juntos é quando eles ficam juntos como um casal e tudo desmorona. Filmar aquela cena foi um dos momentos mais incríveis que eu já vivenciei. Foi um momento que eu sempre vou estimar.

Como você se separa da Hannah, afinal?
Até certo ponto, você não pode se imergir totalmente no que faz, especialmente com a Hannah. Ela não era uma personagem da qual eu poderia simplesmente entrar e sair. Quanto mais nós avançávamos, mais eu me agarrava à ela porque eu queria fazer jus à atuação.
Eu percebi que a série iria ter um impacto e, dessa forma, eu pensei sobre ela com bastante frequência, até mesmo quando eu não estava no set.

A 2ª Temporada está a caminho, então o que você pode revelar?
Nós estamos mantendo a história em segredo. Eu li os dois primeiros episódios. Eu acho que o importante debate irá continuar. Hannah aparecerá em flashbacks, e nós iremos ver um pouco mais de Hannah, coisas que não vimos antes.

13 Reasons Why atualmente é transmitida na Netflix.

Fonte: Awards Daily TV.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista à ELLE durante o evento Netflix FYSee 13 Reasons Why, que aconteceu na última sexta-feira, 02 de Junho, em Los Angeles. A atriz, assim como seu colega de trabalho Dylan Minnette, falou à publicação sobre Hannah Baker e um pouco mais sobre a segunda temporada da série 13 Reasons Why. Confira a matéria traduzida pela nossa equipe a seguir:

Hannah definitivamente estará na 2ª temporada de 13 Reasons Why
Mas ela não é mais a narradora.

13 Reasons Why tem provocado um debate massivo desde que chegou à Netflix. A sua representação gráfica do suicídio adolescente é uma ferramenta de comunicação vital, ou simplesmente uma visão insalubre? Uma adaptação do romance de mesmo nome escrito por Jay Asher, a série acompanha a história de Hannah Baker, interpretada por Katherine Langford, e seu amigo Clay Jensen (Dylan Minnette). Nós descobrimos logo no primeiro episódio que Hannah cometeu suicídio, e o resto da história a apresenta explicando os porquês através de fitas que ela gravou para as pessoas que deixou para trás.

Dada a enorme reação à série até agora, temos nos perguntado onde a próxima temporada irá. E agora nós temos algumas informações internas sobre o que está por vir: Hannah estará de volta, com muito mais informações sobre o seu passado.

“Eu definitivamente sei que Hannah está na segunda temporada,” Langford disse ao ELLE.com no evento FYSee pré-Emmy da Netflix em Los Angeles na sexta-feira, “e teremos a oportunidade de ver partes de sua vida que não vimos na primeira temporada, o que é empolgante. Mas também sei que iremos continuar o diálogo e continuar a desenvolver as histórias que vimos na primeira temporada.”

Uma dessas histórias contínuas será o estupro de Jessica Davis (interpretada por Alisha Boe)? “Acho que, pessoalmente, eu estaria interessada em ver a recuperação de Jessica,” Langford disse, “porque eu sinto que ter tido a série lançada e ouvir de fãs como ela os afetou, agressão sexual é algo que afeta tantas mulheres e jovens mulheres. Eu sinto que, agora, essa é uma questão muito importante para se falar sobre. Não só o ato, mas também a recuperação — é uma etapa tão importante,” disse ela.

Uma coisa que não teremos de Hannah na próxima temporada, no entanto, é a sua voz narrando a história. De acordo com uma recente entrevista que o produtor executivo Brian Yorkey concedeu à Entertainment Weekly, teremos um novo narrador ao invés disso. “Há narração em todos os episódios,” Yorkey disse, “mas a voz não é mais de Hannah.”

Clay também estará de volta. “Eu acho que há muito mais para se ver em Clay,” Minnette disse ao ELLE.com. Ele também falou sobre a linha de tempo da segunda temporada. “Acontece alguns meses após a primeira temporada,” ele disse, “então eu acho que, quando começar, seremos lançados nela um pouquinho, como fomos no início da primeira temporada… Acho que teremos que dar uma pequena recapitulada e ver o que tem acontecido nos últimos meses.”

Quanto à repercussão que a série tem experimentado, Minnette foi filosófico. “Não fiquei surpreso,” ele disse. “Eu sabia que isso iria acontecer, por qual motivo não aconteceria? Esses são assuntos muito sensíveis e eu não acho que ninguém no entretenimento tenha realmente abordado isso de frente e dessa forma inflexível antes. Eu sabia que haveria muitas reações diferentes à série, mas os sentimentos de ninguém são inválidos. São questões muito reais que todos têm uma porção de pensamentos sobre, e isso é compreendido e já era esperado, então nós geramos debates e esse era o objetivo. A série se tornou um consenso, um tópico mundial e isso é muito bom.”

Para Langford, fazer a série definitivamente teve um impacto positivo em sua vida e na forma em que ela aborda a amizade. “Acho que após ter interpretado Hannah, eu senti a necessidade de tentar me comunicar melhor com os outros e de realmente checar e ver se seus amigos estavam bem,” ela disse. “Eu aprendi a importância dos amigos ainda mais do que eu já havia antes.”

Fonte: ELLE.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

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