ENTREVISTA: Katherine Langford para a Teletodo
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05
18
postado por Mila

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de maio da revista Teletodo, parte integrante do jornal El Periódico de Catalunya, na qual discutiu a segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘, sua personagem Hannah Baker e mais. Confira a tradução, feita por nossa equipe, a seguir:

Katherine Langford
’13 REASONS WHY’ — Katherine Langford, a atriz que dá vida à personagem central da série, analisa o drama do bullying escolar e que pode levar ao suicídio: “Eu queria estar disponível para qualquer um que se identificasse com Hannah.”

Pode ser difícil de acreditar, mas Katherine Langford (Perth, Australia, 1996) só havia feito um curta (um bom curta, Daughter, exibido em Cannes) antes de gravar ‘13 Reasons Why‘. Surpreendeu a si mesma e a desconhecidos com sua interpretação flexível de Hannah Baker, uma adolescente movida a tomar a pior decisão imaginável por causa de bullying e agressão sexual.

A primeira temporada de ‘13 Reasons Why‘ foi um sucesso tão grande para a Netflix que uma segunda temporada já era dada como certa, muito embora sua personagem principal tenha morrido na anterior. Talvez por medo de não repetir o sucesso (e por saber que em Langford repousava grande parte da força emocional dos primeiros episódios), os responsáveis não queriam se livrar de Hannah Baker na segunda parcela da história, que chegou na plataforma nesta sexta-feira, 18 de maio (completa). A própria atriz ficou surpresa com a decisão, como nos contou há alguns meses durante as filmagens da série em Vallejo (Califórnia), perto de São Francisco.

O que você sentiu quando soube que precisavam de você novamente para a segunda remessa?
A pergunta que todos me fizeram foi: “Mas o que você está fazendo nessa temporada?”. E eu mesma não sabia como responder. Depois de saber e de ter filmado quase toda a segunda temporada, sinto-me feliz por ter retornado.

Ainda há muito a contar sobre a Hannah?
Na primeira temporada contamos sua história tão profundamente que, é claro, me pareceu estranho ser ela outra vez. Eu não sabia como tudo terminaria ou qual era exatamente a história. Fomos vendo o que funcionava, o que não parecia certo… E, depois de muitos ajustes, acho que completamos um retrato muito complexo da personagem.

Se a série foi um fenômeno, foi em parte porque ela falou sobre coisas que não são normalmente discutidas, e que preocupam muita gente. Abuso emocional e físico, o problema do suicídio. Vocês sentiram muita responsabilidade?
Eu comecei a usar as redes sociais por causa da Hannah. Eu tinha minhas próprias idéias, muito convictas, sobre o que significa ser atriz, e não me sentia atraída pelas redes sociais; eu queria me concentrar na interpretação. Mas quando você faz uma série como essa, você tem que aceitar a responsabilidade. Eu queria estar disponível para qualquer um que se identificasse com a Hannah. Estar lá para apoiar essas pessoas em uma plataforma que eu julgava ser acessível.

É um trabalho como terapeuta que você teve que adicionar ao seu trabalho como atriz.
É um negócio complicado, porque tenho 20 anos, não sou nenhuma especialista. Eu só posso ajudar até certo ponto. O que eu tento fazer com as redes sociais é, acima de tudo, passar links úteis para as pessoas. E tentar deixar claro que sempre há ajuda lá fora.

Na reta final da primeira temporada você teve cenas muito difíceis. Naquela época, além disso, você era uma atriz sem muita experiência. Foi difícil?
Eu tive muitas cenas difíceis de se fazer, não só por causa do conteúdo, mas também porque eram feitas muitas tomadas e eu tinha que repeti-las sem parar. É muito improvável que me ofereçam um papel mais difícil em toda a minha vida. Mas também será difícil que eu consiga um melhor.

A equipe ajudou você a se sentir mais tranquila? Como foi o processo de preparação para as cenas mais complicadas?
Toda a equipe criativa queria lidar com essas questões com muito respeito e sensibilidade. E respeito também ao romance original de Jay Asher. E a mim. Eu estava cercada por pessoas fantásticas: Dylan [Minnette; o co-star], ou diretores como Jessica Yu, que dirigiu o episódio 12, ou Kyle Patrick Álvarez, que dirigiu o 13… Tudo isso facilitou as coisas para mim.

Os atores também conversaram muito com terapeutas, certo?
Pude trabalhar com psiquiatras e profissionais especializados nessas questões, para me certificar de ter diferentes pontos de vista sobre o que Hannah estava passando.

Como você vive com toda aquela emoção intensa, na frente e atrás das câmeras? Você acaba levando muito para casa?
Para mim o ano passado foi um aprendizado constante. Sobre o trabalho de atriz e sobre mim mesma. Aprendi, acima de tudo, a encontrar um equilíbrio na minha vida. É muito importante encontrar uma maneira de cuidar de si mesmo. Às vezes nos esquecemos disso.

Sem dar muito spoiler (embora eu já saiba que não é permitido), o que nos espera na nova temporada? Quanto a sua personagem Hannah, especialmente.
Da Hannah, na verdade, não há muito mais a dizer. Sobretudo, seguimos a vida de outras pessoas e vemos como os eventos da primeira temporada as afetaram. Na segunda [temporada], a imagem de Hannah é destruída, reconstruída, remodelada… Para apresentar o melhor e o pior dela. Nós mostramos tantas facetas que no final você se pergunta quem ela realmente era. Você irá ouvir coisas sobre Hannah que irão incomodá-lo, ou surpreendê-lo, ou chocá-lo. Mas você percebe que tudo isso não importa: ela não merecia o que aconteceu com ela.

Então a Hannah das fitas realmente não estava dizendo a verdade?
Isso é algo que o espectador vai se perguntar agora: se ela dizia a verdade. Digamos que ela contou a sua verdade e agora outras pessoas contarão as suas.

Mas a Hannah aparece em todos os episódios? Ela é um personagem importante na nova temporada?
Os fãs vão ver Hannah mais do que esperavam, mas devem se preparar para ver uma Hannah diferente. Nós a vemos através de flashbacks, das memórias de outras pessoas, ou manifestações do que aconteceu antes dela morrer. Também a vemos no presente como uma espécie de projeção de Clay. Ainda não definimos o que é isso. Eu não sei se estou sendo clara! (risos).

E você não tem medo dos fãs? Talvez eles não queiram que ninguém mude sua visão dos personagens.
A ideia, quando voltamos, era tentar não repetir a mesma coisa, mas fazer algo que tivesse um efeito similar. Brian [Yorkey, criador da série] queria encontrar a mesma verdade. Eu não sei como as pessoas irão reagir, mas acho que esta temporada pode ter um grande impacto. Ou até mesmo dividir mais [as opiniões], eu não sei. Isso não seria ruim também.

O que você diria àqueles que argumentavam que a série romantizava o suicídio e era perigosa?
Me orgulho do cuidado que foi tomado e do esforço que foi feito ao falar sobre este tópico na série, desde colocar avisos no início dos episódios complicados até o rigor com o qual tudo foi tratado em termos legais. Nesta temporada, o julgamento do caso de Hannah é baseado em outros julgamentos que aconteceram na vida real. Nós não mostramos nada de novo, não inventamos nada. Eu acho que, por causa dos temas que abordamos, sempre provocaremos reações fortes. Mas esse debate é uma das boas conseqüências da série.

Os Scans da revista já estão disponíveis em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MAIO – TELETODO (EL PERIÓDICO DE CATALUNYA)

Fonte: Teletodo.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

ENTREVISTA: Katherine Langford para a NME
21
05
18
postado por Mila

Katherine Langford, Dylan Minnette, Alisha Boe e Brian Yorkey concederam uma entrevista exclusiva ao site da revista britânica NME na qual discutiram a segunda temporada da série e a presença de Hannah Baker na mesma. Confira a tradução, feita por nossa equipe, a seguir:

O elenco de ’13 Reasons Why’ fala sobre a 2ª temporada: “As pessoas estão genuinamente comovidas por este trabalho – elas se importam tanto”
O drama adolescente da Netflix provocou muita polêmia com sua representação gráfica de suicídio e estupro. Como a segunda temporada chega as telas na sexta, 18 de maio, nós encontramos o elenco e o criador da série para descobrir o que vem a seguir

Se você achou que ‘13 Reasons Why‘ era apenas uma série que teria seus 15 minutinhos de fama, então pense novamente. O que você maratonou no ano passado foi apenas o começo.

A primeira temporada foi uma experiência e tanto,” diz o showrunner Brian Yorkey, sentado confortavelmente em um elegante quarto de hotel, em Roma. “Mas nós sempre soubemos que iríamos revisitar muitos dos acontecimentos de uma perspectiva diferente. Afinal de contas, toda história possui um outro lado e na segunda temporada iremos descobrir coisas que ninguém esperava.

Baseada no romance best-seller de Jay Asher, a primeira temporada foi um drama misterioso envolvente que figurou entre as séries mais maratonadas da Netflix em 2017. Sua trama girou em torno de Hannah Baker, uma estudante do ensino médio problemática que tira sua própria vida e deixa uma nota de suicídio acusadora em 13 fitas cassetes cuidadosamente gravadas. Conforme elas circulam, uma a uma entre os horrorizados colegas de classe de Hannah, cada um se esforça para enterrar as provas e proteger seus nome. Mas nos perturbadores episódios finais, a verdade finalmente vem à tona.

É uma série difícil de se assistir. O suicídio adolescente e o estupro raramente são retratados de forma tão gráfica e os temas da série repercutem fortemente entre com jovens. As buscas por conscientização em relação ao suicídio no Google aumentaram após seu lançamento e 13RW se tornou a série mais comentada do ano no Twitter. Nem mesmo Yorkey esperava que a série estourasse tão violentamente.

Sabíamos que iria haver debates acerca da série e acho que queríamos isso,” ele explica. “Mas nessa quantidade e intensidade? Isso foi surpreendente.

Alguns elogiaram a Netflix por ampliar os debates, mas outros — incluindo pais, profissionais de saúde mental e até mesmo bandas indie — expressaram preocupações. Sua queixa principal? A representação excessivamente gráfica do ato final de Hannah, que desrespeitou as diretrizes de transmissão que especificamente desaconselham a exibição de “métodos de suicídio” na tela. Por melhores que sejam as intenções, sempre há o risco de que algumas pessoas vejam isso como um ‘passo a passo’ em vez de um ‘por que não fazer’.

O principal desses críticos foi o vocalista da Car Seat Headrest, Will Toledo. Ele rotulou a série como “meio f*dida” em um discurso inflamado no Twitter e culpou os escritores por “dizerem às crianças como transformar suas vidas miseráveis e desesperançosas em uma emocionante e catártica missão suicida”.

Para Dylan Minnette, que interpreta Clay, o amigo mais íntimo de Hannah, as palavras ainda são inteligentes. “Foi uma pena, porque eu definitivamente sou um grande fã da Car Seat Headrest,” diz ele com tristeza. “Espero que ele tenha feito sua pesquisa e assistido a todos os episódios da série antes de formar sua opinião, porque ele é bastante franco sobre muitas coisas. Acho que foi só o ‘Will sendo o Will’, mas quando é sobre algo do qual você faz parte é meio chato.

Em sua grande maioria, porém, a resposta foi positiva — especialmente por parte dos fãs. Uma pesquisa realizada pela Northwestern University mostrou que 71% de todos os adolescentes entrevistados estavam mais propensos a falar sobre seus problemas depois de assistirem 13RW.

Problema resolvido, certo? Bem, na verdade não. Além das críticas, havia outras coisas no caminho de um retorno. O enredo, por exemplo.

No final da primeira temporada as fitas são terminadas, Hannah está morta e — embora algumas perguntas permaneçam sem respostas — o material de base de Asher não vai adiante. Yorkey teve que fazer uma escolha: encerrar por ali, reexaminar os eventos através de uma perspectiva diferente ou aventurar-se em território desconhecido. No fim, ele optou por uma fusão das duas últimas.

Nós sempre soubemos que queríamos que Hannah voltasse,” revela Yorkey. “Nós queríamos que ela fosse uma presença na vida de Clay, porque ele ainda tem que passar pelo processo de deixá-la ir, de aceitar a morte dela. Queríamos encontrar uma maneira de dramatizar esse processo.

Novos narradores foram acrescentados e há um mecanismo de enredo diferente para orientar a narrativa. Em vez de informações introduzidas aos poucos pelas fitas, cada episódio é moldado em torno de uma única foto polaroide. Algo pelo qual Yorkey foi muito criticado pelo público jovem.

Fiz algumas observações em uma entrevista no ano passado sobre como [as polaroides] seriam uma nova tecnologia que a Geração Y teria que pesquisar no Google,” ele ri. “Imediatamente, tinha pelo menos meia dúzia de crianças twittando para mim: ‘Nós sabemos o que são polaroides, por favor. Eu tenho uma câmera polaroide!’ A ira da Geração Y — você não quer enfrentá-la!

Quanto à identidade do misterioso fotógrafo das polaroides, Yorkey se mantém reservado. A pessoa por trás dos cliques “tem uma razão muito específica para querer polaroides e não apenas fotos em seus celulares”. Mas, quem quer que sejam os responsáveis, parece que Clay será o encarregado de rastreá-los.

Esta não é uma temporada fácil para Clay,” admite Minnette. “Quando ela começa, vemos que ele está tentando seu máximo para superar Hannah completamente. Mas quando a escola vai a julgamento por negligência, o força a voltar à ação para conseguir justiça para Hannah.

Felizmente para Clay, seus pais agora lhe compraram um carro. Então não espere uma repetição das perseguições (e acidentes) de bicicleta tarde da noite da primeira temporada. Talvez ele não venha a ter um band-aid estampado permanentemente na testa também? “Eu acho que Clay sempre vai encontrar uma maneira de arrumar alguns machucados,” ri Minnette. “Simplesmente não há maneira de contornar isso!

Deixando todas as piadas de lado, Clay — e seu relacionamento com Hannah — continuam sendo o coração de 13RW. Quando encontro Dylan Minnette e Katherine Langford, que interpretou Hannah em seu primeiro papel da carreira, eles são só sorrisos, rindo e brincando durante nosso curto papo. Mas deve ser estranho, penso eu, ter a sua grande chance como um personagem que morreu antes mesmo da primeira cena?

É estranho,” diz Langford. “Mas para mim, Hannah pareceu estar muito viva durante a primeira temporada. O [diretor] Tom McCarthy me disse bem no comecinho das filmagens: ‘Você tem um longo caminho a percorrer.‘”

Apesar dos sentimentos de Langford, Hannah não está nem um pouco viva na segunda temporada. Então, como ela aparece? “Toda vez que você vê Hannah nesta temporada, é filtrada através dos olhos de outra pessoa,” revela Langford. “Você a vê em flashbacks, alguns verdadeiros, outros não, e também nos dias de hoje com Clay como uma presença.” O que? Como um fantasma? “Mais ou menos. O personagem de Hannah é algo que é descoberto ao longo do curso das filmagens. Mas eu diria que ‘presença’ é provavelmente a melhor maneira de descrevê-la.

Na verdade, as aparições de Hannah na segunda temporada estão, em sua maioria, restringidas à mente de Clay. Conforme o julgamento avança e a tensão aumenta, ele começa a vê-la cada vez mais, enquanto ninguém mais consegue. De muitas maneiras, 13RW é tanto sobre Clay quanto é sobre Hannah. É a história de um jovem que se desvenda na sequência de um trauma inimaginável. A “presença” contínua de Hannah é simplesmente uma prova da incapacidade de Clay de lidar [com esse trauma].

Da mesma forma, o jovem elenco poderia ter cedido sob a pressão. Mas eles não cederam. Enquanto conversamos, há centenas de fãs (a maioria meninas) em fila do lado de fora do hotel, na esperança de ter um vislumbre das duas estrelas. Certamente isso é difícil de lidar?

Essas pessoas estão genuinamente comovidas pelo trabalho [da série]. Elas se importam tanto,” diz Langford. “Eu vim da Austrália, onde nunca havia feito nada, e agora estou na maior série da Netflix de todos os tempos.” Ela continua: “Eu encontrei uma casa com os fãs. Eles realmente me trazem muito conforto e motivação.

Minnette é mais profissional quanto a isso. Ele filmou sucessos de bilheteria com Hugh Jackman e Jack Black e tem mais experiência com a exposição. “Há muitas maneiras diferentes de lidar com isso,” diz ele. “Eu fui bem taxativo comigo mesmo de que não mudaria nada quando a série fosse lançada.” Isso é possível? “Eu apenas disse a mim mesmo: ‘Você não deve nada a ninguém. Seja você mesmo e viva a vida que você tem vivido.’ Foi assim que eu me mantive saudável e feliz.

Quanto a lidar com a temática pesada da série, isso é um assunto diferente. Alisha Boe, que interpreta sua companheira de escola Jessica, tem algumas das cenas mais traumáticas do seriado. Na primeira temporada, sua personagem é estuprada em uma festa pelo atleta Bryce, enquanto seu namorado Justin deixa acontecer e então tenta encobrir o ocorrido depois. Sensatamente, foi disponibilizado apoio se tudo isso fosse demais para os jovens atores.

De acordo com Boe, havia “médicos à disposição para conversar” e o elenco trabalhou de perto com a It’s On Us — uma organização que ajuda os sobreviventes de abusos sexuais em sua recuperação. Em certa altura, houveram até cães no set. “Se estivéssemos chorando, de repente aparecia um filhote bem ali e você podia abraçá-lo!” diz Boe com um largo sorriso. “Havia muito apoio disponível.

Infelizmente, alguns fãs não foram tão compreensivos quanto Boe esperava. Vários praticaram slut-shaming com Jessica na internet, enquanto outros sugeriram que o estupro foi culpa dela. Ela não ficou surpresa: “Eu senti que isso foi paralelo a como a sociedade enxerga os sobreviventes,” diz ela. “É muito comum culpar as vítimas.” Mais tarde, o movimento #MeToo conquistou espaço rapidamente e a história de Jessica ganhou nova relevância. “O artigo de Ronan Farrow foi publicado no meio das filmagens,” explica Boe. “Foi muito empoderador ver as mulheres contando suas experiências e depois indo ao trabalho, porque isso se aproximava muito da história que estávamos contando.

Uma das celebridades que mais apoia o movimento também desempenhou um papel importante em fazer 13RW acontecer. Originalmente cotada para interpretar Hannah — sua mãe havia adquirido os direitos do livro em seu lançamento — Selena Gomez acabou sendo a produtora executiva em vez disso. “Quando decidimos que ’13 Reasons Why’ seria uma série de TV, Selena já era uma pop-star global,” diz Yorkey. Como resultado, ela decidiu por não atuar no projeto, já que isso deixaria as coisas “fora de equilíbrio”. Mas ela ainda queria estar envolvida e trabalhou duro nos bastidores.

Selena tem sido bem aberta quanto suas próprias lutas com doenças mentais,” diz Yorkey. “Ela tem uma fã-base gigantesca cheia de jovens com os quais ela realmente se importa. Tê-la como nosso anjo da guarda e luz-guia tem sido realmente poderoso.

Isso também significava que ela poderia participar da festa de encerramento, uma noite que Gomez documentou em seu Instagram. Cliques de photobooth, publicados nas mídias sociais, mostraram-na ficando íntima do elenco. Eles parecem em êxtase, emocionados por ter uma mega star no meio deles. Mas Minnette estava na verdade “tentando desesperadamente voltar para o meu apartamento a tempo de assistir a final da meia-temporada de The Walking Dead.” E Langford estava “tremendamente doente.

Eu tive que ir para casa dentro de duas horas porque estava muito doente,” revela ela. “Então eu recebi um telefonema às 5 da manhã porque foi o dia em que as indicações ao Globo de Ouro saíram e eu tinha que escrever uma resposta para a imprensa. Então filmamos naquele dia à tarde. Foram 24 horas estranhas.

Por fim, Langford não ganhou a categoria em que estava concorrendo — Melhor Atriz em Série de TV Dramática. Mas agora ela está nos olhos do público e é um nome popular entre os diretores de elenco. Em uma reviravolta estranha do destino, considerando o status de Hannah em 13RW, Langford se tornou uma ‘it girl’ de Hollywood. Mas essa não é uma frase da qual ela gosta. “Eu não gosto porque me faz sentir como se eu fosse um momento no tempo, como se eu não fosse uma coisa substancial que irá continuar,” explica ela. “Estou aqui há muito tempo.

Então, qual é o próximo passo para Langford & Companhia — a terceira temporada está no horizonte? O elenco parece disposto. “Estou definitivamente interessado em ver mais da vida de Clay. Eu adoraria continuar explorando isso,” diz Minnette. “Se faz sentido ter uma história, então definitivamente deveria haver outra [temporada],” concorda Langford. Quanto a Boe? Ela diz que “não sabe de nada” e que temos que “esperar até o lançamento da segunda temporada“. Apenas Yorkey não responde, provavelmente sob ordens estritas de ficar quieto. “Você simplesmente terá que esperar para ver.

’13 Reasons Why’ está disponível para transmissão na Netflix desde o dia 18 de maio

Fonte: NME.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

ENTREVISTA: Katherine Langford para a Seventeen México
19
05
18
postado por Mila

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de junho da revista Seventeen México. A atriz australiana falou sobre seu mais recente projeto, ‘Com Amor, Simon‘, sua personagem Leah Burke, sua carreira e muito mais. Confira a tradução abaixo:

KATHERINE LANGFORD
Em ‘Com Amor, Simon’ a atriz dá vida a uma jovem de 17 anos que está definindo quem é, te soa familiar?

Você já se sentiu estranho? Pergunta Leah (Katherine Langford) a seu melhor amigo Simon (Nick Robinson) em ‘Com Amor, Simon‘. É que ter 17 anos já é suficientemente complicado: decidir o que você fará pelo resto de sua vida, estar a ponto de se separar de seus amigos na escola ou tentar chamar a atenção do cara que você gosta… Isso é o que Simon, um jovem que esconde de todo mundo que é gay, experimenta. Ninguém sabe por quem Simon se apaixonou na internet; e descobri-lo, será uma odisseia para os que o cercam, especialmente para sua melhor amiga: Leah, interpretada por Katherine Langford – de quem obviamente nos lembramos como a Hannah de 13 Reasons Why. Agora, Katherine interpreta uma garota sarcástica, meio introvertida e que expressa muitos de seus sentimentos através de suas roupas. Langford nos conta mais sobre essa personagem e por quê você não pode perder ‘Com Amor, Simon‘.

Conte-nos sobre ‘Com Amor, Simon’. Do que se trata?
O filme é baseado no romance Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, da escritora Becky Albertalli. Trata-se de um garoto de 17 anos de idade que está cursando o ensino médio. É a história de como ele se apaixona e o que acontece quando um de seus colegas de classe revela sua orientação sexual. Isso afeta a ele, a sua família e seus amigos, bem como aqueles ao seu redor.

Se pensássemos em outros filmes de jovens de 17 anos, com quais você diria que se parece?
Eu acho que, sem dúvidas, [Com Amor, Simon] tem a essência e os atributos de um filme de John Hughes, o que, ao meu ver, é algo muito especial. Não deixa de ser muito moderno na medida em que não tenta se desenvolver em nenhuma outra época – senão a atual –, mas tem elementos de amor e comédia. Um equilíbrio que faz com que se assemelhe a alguns filmes de Hughes.

Você mencionou os filmes de Hughes, histórias que normalmente se passam nos anos 80 – Gatinhas e Gatões (1984), Clube dos Cinco (1985), Curtindo a Vida Adoidado (1986). Você acha que, nos dias de hoje, a nostalgia está presente nos jovens?
Acho que na atualidade não é difícil reconhecer a grande presença da tecnologia, e me parece que talvez haja sim um pouco do nostalgia, ou talvez, pessoas que estejam preenchendo as lacunas daquilo que sentem que faz falta para elas. Vivemos em uma era muito tecnológica e digital.

Um aspecto no qual ‘Com Amor, Simon’ se diferencia de outros filmes juvenis, é que ele tem um protagonista gay. Gostaríamos que isso não fosse algo particularmente único, mas mesmo assim é…
A representatividade é uma coisa muito importante. Especialmente no cinema e em outras formas de arte. Sinto que atualmente existem mais filmes LGBTQ, ou filmes que giram em torno de protagonistas LGBTQ, embora ainda estejam em falta; não há dúvida de que há espaço para mais. Mas o que torna ‘Com Amor, Simon‘ tão especial é que não somente é uma história focada em um personagem homossexual, como também é uma grande história de amor.

O que você acha que torna este filme diferente de outras histórias com protagonistas gays?
Foram produzidos filmes com um protagonista LGBTQ, e os fizeram bem, como ‘Carol‘ ou ‘Me Chame Pelo Seu Nome‘, para dizer alguns, mas eu acho que esse é diferente. Não é apenas uma história de amor, é sobre a adolescência; uma história sobre crescer, amadurecer, tornar-se adulto, e, talvez, essa seja a primeira vez que uma história de amor LGBTQ é contada de uma maneira tão grande por um estúdio tão importante.

Conte-nos sobre a sua personagem.
Leah Burke é a melhor amiga de Simon. Eles são melhores amigos desde o ensino fundamental. Leah é muito interessante; por fora, dá a impressão de ser alguém segura, até certo ponto. É muito criativa e se deixa levar pela moda.

Deixar-se levar pela moda é algo que podemos dizer que acontece com todos nós na juventude…
Sim, acho que um dos grandes motivos pelos quais Leah é movida pela moda e pela criatividade é porque, para ela, ambas não são apenas uma maneira de se expressar, mas também de mostrar o que ela sente por dentro e transformar esses sentimentos em algo material e que pode ser visto externamente.

Você acha, então, que a moda pode representar o que somos?
A moda pode servir como um obstáculo entre nós e o resto do mundo e é uma barreira de proteção. Acho que para Leah, em particular, sua barreira consiste em suas roupas e designs, porque é algo no qual ela é boa e que ela pode fazer. Inclusive depois de ter conversado com os figurinistas e maquiadores quando estávamos nos estágios iniciais do filme, eu disse a eles que achava que Leah era alguém que brinca com suas roupas e sua maquiagem de maneira criativa porque é algo que ela pode criar, mostrar e ao qual pode se adaptar.

Como atriz, é divertido interpretar alguém que usa roupas legais?
Claro! Eu sempre me interessei por estilo, desde pequena, e apesar de não ter crescido na indústria da moda, tenho mantido o gosto por design, pela moda e pela arte… Eu acho que através da interpretação de uma personagem, e em particular da Leah, você fica muito mais consciente de como se veste, e ainda mais da história por trás de cada roupa e de como elas são feitas.

Leah e Simon são amigos de longa data. Você já conhecia Nick [Robinson]? Foi difícil criar esse vínculo de amizade entre seus personagens?
Nick Robinson é incrível. Não nos conhecíamos, mas ele é muito talentoso, inteligente e tem uma energia maravilhosa. Então foi fácil nos darmos bem, e acho que tivemos uma boa dinâmica que espero que seja semelhante à de Leah e Simon.

Vocês ensaiaram durante várias semanas com o diretor, antes de começarem as filmagens. Isso ajudou a dinâmica do elenco?
Ter tido duas semanas de ensaios nos ajudou a poder nos conhecer melhor e brincar uns com os outros; a não somente aprender a nos darmos bem como pessoas comuns e ordinárias, como também descobrir qual era a energia e a dinâmica. Quando você lê um personagem em um roteiro, você tem uma ideia de quem ele é e do que ele faz, mas não é até que você coloque todos os personagens juntos em uma sala, que você realmente descobre como eles funcionam e interagem.

Leah e Simon passaram por muitos anos e muitas experiências juntos…
Sim, agora eles têm 17 anos e viveram muitas coisas nos últimos 10 anos. Simon teve namoradas, obviamente, mas não deu certo com nenhuma. Leah nunca teve um namorado, mas testemunhou e esteve presente em todos os relacionamentos que Simon teve; e nesse tempo, até certo ponto, se apaixonou por seu melhor amigo. O que acontece com ela no decorrer do filme é que enquanto Simon está lutando com seus próprios desafios, Leah também está travando suas próprias batalhas ao tentar lidar com todas as mudanças ao seu redor; e no processo, apaixonando-se por Simon, pensando erroneamente que o sentimento é recíproco.

Leah, então, representa muitos dos sentimentos que experimentamos aos 17 anos…
Sim. Leah ainda não se sente muito confortável em sua própria pele. Ainda não conseguiu decifrar quem é ou como quer se apresentar para as pessoas. E talvez tenha se agarrado um pouco a esta ideia de que está apaixonada por seu melhor amigo. Então, quando isso é tirado dela, dói. Este é seu primeiro amor.

Você acha que as outras jovens podem se identificar com ela?
Acho que toda vez que você assiste a um filme, você se identifica com alguém ou com a história de alguém à sua própria maneira; porque todos nós vivemos vidas diferentes e temos experiências que nos moldam. No entanto, eu acredito que a batalha de Leah é semelhante ao que muitos de nós experimentamos: nem sempre sentir-se confortável em sua própria pele; não saber quem você é. Acho que isso é algo pelo qual todos nós passamos. Ao longo do filme, cada personagem lida com seus próprios problemas. Cada um deles luta com o fato de não saber quem é; e neste filme, Leah está tentando descobrir.

Você acha que agora os filmes e as séries abordam mais esses sentimentos?
Eu certamente sinto que houve uma mudança na narrativa. Acho que há uma grande quantidade de fatores: acredito que os espectadores são muito mais inteligentes e estão mais informados quanto ao que está acontecendo no mundo, porque hoje em dia tudo é um grande debate global. Agora estamos muito unidos; não só como países, mas também como uma comunidade global. E acho que isso se transferiu para o cinema e a televisão.

Mesmo com essas mensagens, ‘Com Amor, Simon’ também é um filme muito engraçado…
Sim, acho que tem algumas mensagens maravilhosas, que são muito sólidas e importantes; mas, no fim das contas, é um filme que fará você se sentir bem! E creio que pelo mesmo motivo, as pessoas irão reagir a ele… Deixar o cinema e se sentir otimista, ou ter uma experiência positiva com um filme é realmente maravilhoso; e talvez necessário, dado tudo que está acontecendo no mundo. Quanto a momentos engraçados, acho que Logan Miller (que interpreta Martin), tem umas cenas fantásticas, que enchem o filme de humor.

Mudando um pouco de assunto, você foi indicada ao Globo de Ouro por ’13 Reasons Why’. Como você se sentiu?
Foi muito emocionante. Foi uma noite maravilhosa e apenas tentei absorver o máximo que pude. Para mim foi especial por muitos motivos. Minha primeira indicação ao Globo de Ouro, evidentemente, mas também foi uma noite comovente por causa do movimento Time’s Up. Lembro que no ano passado, nesta mesma época, eu havia acabado de filmar a primeira temporada de ‘13 Reasons Why‘ e vi Claire Foy receber o prêmio desta categoria. Então, este ano, ser indicada com ela, Elisabeth Moss, Maggie Gyllenhaal e Caitriona Balfe, foi uma espécie de momento surreal em que pude fechar um ciclo.

Como você se sentiu com o impacto que ’13 Reasons Why’ teve?
Eu acho que a parte do debate, e reflexão, foi definitivamente a parte mais gratificante. Nesta discussão, debate, era importante que as pessoas expressassem preocupações e suas opiniões, porque é aí que aprendemos coisas diferentes. Se as pessoas gostaram da série, ou não, é algo muito pessoal. Eu nunca diria a ninguém como reagir porque cobrimos tantos temas na série que você reagirá a ela de maneira diferente, dependendo de suas próprias experiências e do seu próprio contexto.

Sabemos que você não pode dizer muito, mas o que podemos esperar na segunda temporada?
Estou muito emocionada. Depois de ler os primeiros roteiros, fiquei muito feliz porque acho que teremos a oportunidade de continuar falando sobre coisas importantes, mas com uma história diferente, com muito mais dos outros personagens e suas próprias viagens, o que me entusiasma. Acho que, de alguma forma, isso continuará transmitindo a importância do que fizemos na primeira temporada.

Os scans da revista e a nova foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a 20th Century Fox, realizado por John Russo, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > JUNHO – SEVENTEEN (MÉXICO)


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > 20TH CENTURY FOX POR JOHN RUSSO

Fonte: Seventeen México.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Premiere de ’13 Reasons Why’ é cancelada após tiroteio na Santa Fe High School
18
05
18
postado por Mila

A The Hollywood Reporter divulgou com exclusividade em seu site nesta sexta-feira, 18/05, que a Netflix decidiu cancelar a premiere da segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘, que aconteceria hoje, devido ao tiroteio ocorrido hoje na Santa Fe High School. A tragédia ocorrida na escola localizada em Santa Fe, no Texas, vitimizou pelo menos 10 pessoas. Confira a matéria traduzida a seguir:

Premiere de ’13 Reasons Why’ Cancelada Após Tiroteio na Santa Fe High School
O arco da segunda temporada é focado, em parte, em um tiroteio frustrado na escola.

A Netflix cancelou a premiere da segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘ que aconteceria nesta sexta, em Los Angeles, após um tiroteio em uma escola de Santa Fe, no Texas.

O enredo da segunda temporada do drama é focado, em parte, em uma trama que lida com um tiroteio frustrado em uma escola.

Nossos corações estão com as vítimas do tiroteio da Santa Fe High School, e com todas as vítimas de violência por armas de fogo. Devido a tragédia de hoje, nós estamos cancelando a o evento da premiere da segunda temporada de ’13 Reasons Why’ hoje à noite,” disse a Netflix em um comunicado.

A primeira temporada do programa configurou alguns tópicos que lidavam com a violência armada: no final da temporada, os telespectadores descobriram que Alex (Miles Heizer) atirou em si mesmo e foi levado às pressas para o hospital; a segunda temporada irá lidar com as conseqüências desse enredo. A primeira temporada também mostrou Tyler (Devin Druid), um estudante do ensino médio vítima de bullying, acumulando um arsenal de armas em seu quarto.

A decisão da Netflix em relação à premiere da segunda temporada vem depois que a primeira temporada da série do serviço de streaming enfrentou algumas críticas sobre a representação gráfica do suicídio de Hannah Baker (Katherine Langford). Para a segunda temporada, que lida com as consequências dos eventos da primeira temporada, assim como com agressão sexual e violência armada, o streamer criou uma série de Serviços de Anúncio Público e recursos com informações de apoio.

“Houve uma quantidade enorme de conversas na cultura em torno da série. Obviamente, como humanos na cultura, estávamos cientes dos debates”, disse o criador Brian Yorkey ao The Hollywood Reporter recentemente. “Nós ouvimos esses debates, todos os diferentes lados, todos os diferentes pontos de vista sobre a história e sobre a primeira temporada.”

Dois suspeitos estão sob custódia depois que pelo menos um atirador abriu fogo em uma escola secundária em Sante Fe e matou de oito a dez pessoas, a maioria estudantes, na sexta-feira. Foi o tiroteio em escolas mais mortífero desde que um atirador matou 17 pessoas em uma escola dos EUA em Parkland, na Flórida, em fevereiro.

Fonte: The Hollywood Reporter.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

ENTREVISTA: Katherine Langford para a Tú Colombia
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postado por Mila

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de maio da revista Tú Colombia. A atriz falou sobre a segunda temporada da série original da Netflix ‘13 Reasons Why‘ e sua personagem, Hannah Baker. Confira a tradução abaixo:

13 REASONS WHY
O BOOM NAS REDES SOCIAIS
13 Reasons Why (em português, Os 13 Porquês) é uma série original da Netflix baseada no romance best-seller de Jay Asher, publicado em 2007. A série é estrelada por Dylan Minnette (Clay Jensen) e Katherine Langford (Hannah Baker), e é produzida pela cantora Selena Gomez.

Você está pronto para ver mais desta série misteriosa? Claro que você já ouviu falar ou, melhor ainda, já viu essa série cheia de suspense, drama e ação, pois ela tem sido um dos programas mais midiáticos dos últimos tempos por abordar temas sensíveis entre os adolescentes, como bullying ou suicídio. Sua produtora, Selena Gomez, assegurou que, embora a primeira temporada tenha gerado controvérsia por lidar com essas questões, decidiu ser fiel ao livro de seu autor, já que o real objetivo da série é ajudar a reduzir os altos índices de suicídio e abuso sexual entre jovens de todo o mundo.

A série se desenvolve entre o passado e o presente, como foi para você e para os personagens (Hannah e Clay) gravar em tempos distintos?
Katherine: Na primeira temporada, que foi a minha primeira aparição, eu me senti um pouco boba porque fiquei presa [à história] durante seis meses da minha vida, já que contamos a história de Hannah em seu máximo esplendor. Quando retornei à personagem, senti-me estranha porque haviam muitas perguntas; Como isso vai acabar? Que história será contada na segunda temporada? No entanto, acho que neste meio tempo aprendemos muito e sabemos que temos sorte por podermos voltar aos personagens.

O que veremos de Hannah nesta segunda temporada?
Katherine: Eu acho que os fãs esperam mais dela nesta temporada, então eles devem se preparar para ver uma Hannah diferente, porque pelos flashbacks de outros personagens e coisas que aconteceram antes dela morrer, verão detalhes do passado [de Hannah] que não haviam visto antes. Nesta temporada sua imagem será destruída, depois reconstruída e eles se perguntarão quem ela realmente era. Eles irão ouvir coisas sobre Hannah que poderão incomodá-los, surpreendê-los ou deixá-los em estado de choque. Será contada a verdade dela e de muitas outras pessoas sobre o que realmente aconteceu.

Quanta responsabilidade vocês sentem agora, que são basicamente os representantes de temas como o suicídio e o bullying?
Katherine: Estou ciente de que possuo certa influência como atriz, especialmente ao gravar uma série como esta, porque você sabe que te acarreta muita responsabilidade. A única coisa que quero é estar ali quando alguém se identificar com Hannah, embora eu saiba que é algo complexo, porque em meus 20 anos não sou uma especialista e talvez não esteja apta a resolver todas as preocupações, então o que eu tento fazer é fornecer mensagens positivas e ser clara com o que publico.
 

Você sabia que?


Katherine Langford nasceu em 28 de abril de 1996 na Austrália.

   Antes de se tornar atriz, queria estudar medicina.
   Fez o teste para ‘13 Reasons Why‘ por Skype.

Os scans da revista e a nova foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a Netflix, realizado por Joe Pugliese, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MAIO – TÚ COLOMBIA


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > NETFLIX POR JOE PUGLIESE

Fonte: Tú Colombia.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!