Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de maio da revista Marie Claire. A australiana foi eleita umas das Fresh Faces de 2018 da publicação, ao lado de Issa Rae, Yara Shahidi, Sophie Turner e Riley Keough.

Katherine falou sobre sua carreira e a indicação ao Globo de Ouro, entre outras coisas. Confira a matéria traduzida por nossa equipe:

KATHERINE LANGFORD
IDADE: 22 CIDADE NATAL: Perth, Austrália
RESIDÊNCIA ATUAL: Perth e Los Angeles
VOCÊ CONHECE ELA DE: 13 Reasons Why (Netflix) e Com Amor, Simon
PRÓXIMOS PROJETOS: 2ª Temporada de 13 Reasons Why (final de 2018)
VOCÊ SABIA? Ela disse a um conselheiro de carreira do ensino médio que suas preferências eram, em ordem: medicina, política e teatro musical.

O conto de como Katherine Langford teve sua grande chance é longo e angustiante, e quando ela o divide comigo por Skype, sua habilidade de contar histórias — se não a gravidade de suas provações e tribulações — me lembram de sua personagem fictícia: a condenada estudante do ensino médio Hannah Baker, cujo bilhete de suicídio, gravado em um conjunto de 13 fitas cassetes e entregue postumamente aos colegas de classe que a prejudicaram, dá a ‘13 Reasons Why‘ sua base narrativa.

Se essa comparação parece peculiar, bem ‘13 Reasons Why‘ é meio que uma série diferente. Baseada no romance de 2017, escrito por Jay Asher, por uma equipe que inclui o diretor Tom McCarthy (Spotlight) e a produtora executiva Selena Gomez, tem sido tanto louvada por atrair atenção para a questão do suicídio adolescente quanto escandalizada por fazer, como dito por um crítico, “um espetáculo bajulador” de seu tema bastante sério. O fato de a série ter feito um sucesso tão grande é crédito de Langford, que ganhou uma indicação ao Globo de Ouro por sua performance sensível e excepcional — seu primeiro trabalho como atriz! — como Hannah, que enfrenta intimidação, vingança pornográfica e violência sexual, derradeiramente tirando sua própria vida.

De volta à história de Langford: “Eu sinto que muita coisa aconteceu,” ela diz, e então lança-se em uma saga de várias partes que envolve duas tentativas fracassadas de entrar em uma escola de artes cênicas; mentir para seus pais sobre a faculdade; uma temporada se vestindo como o Coelhinho da Páscoa em um shopping; gastar metade de suas economias em uma mal-sucedida temporada de episódios pilotos em Los Angeles; e um problema com intoxicação por monóxido de carbono (seu locador do Airbnb em Los Angeles “deixou o forno a gás ligado à noite para aquecer a casa”).

Filha talentosa de dois médicos, Langford cresceu em Perth, fez aulas de canto clássico e já foi uma nadadora classificada nacionalmente. Não foi até o último ano do ensino médio que ela tomou gosto pela atuação, mas após sua graduação, ela foi rejeitada pela maior escola de artes cênicas do país e dita que precisava de mais “experiência de vida”. E foi isso que ela adquiriu — na forma de uma série de personagens — acumulando contratempos. Ela pensou que havia atingido o fundo do poço durante aquela viagem para Los Angeles, quando estava tão sem dinheiro que precisou ir a pé até a mercearia porque não podia pagar um Uber e, uma vez nele, não poderia pagar a sobretaxa pelas bolsas de compras, reaproveitando as sacolas grátis da seção de produtos em vez disso. Ela realmente chegou ao fundo do poço quando finalmente (na terceira tentativa) foi aceita naquele prestigioso programa de atuação (bom), e então recusou (ruim) para fazer testes para duas promissoras séries de TV e não conseguiu nenhum dos papéis (muito ruim).

Quando Langford recebeu o roteiro para ‘13 Reasons Why‘, ela estava, diz ela, “muito ansiosa para atuar.” Talvez todas essas pedras no caminho a ajudaram a entrar no espírito de Hannah? “Eu acho que tudo acontece por uma razão.” Logo ela estava fazendo as malas com 36 horas de antecedência para seis intensos meses de filmagem no norte da Califórnia. Realmente intensos: “Você paga um preço [para fazer a série] emocionalmente e fisicamente,” ela admite. “Mesmo que você não esteja passando por estas coisas, você tem que evoca-las. É difícil para o seu corpo discernir.”

A série não é para todos: “Eu tenho amigos que não podem assisti-la porque ela os afeta de uma forma que é muito dolorosa.” Mas aqueles que a amam, realmente a amam. Promover a série — e interagir com seus fãs nas redes sociais, o que Langford fez por encorajamento de Gomez — também tem sido intenso. “Eu quero ser capaz de falar com eles de uma maneira que seja útil,” ela diz. “Mas eu preciso me dar um tempo para ser quem eu preciso ser.”

Folga está com fornecimento escasso — Hannah aparece em flashbacks na 2ª temporada de ‘13 Reasons Why‘, e Langford tem a comédia sci-fi ‘Spontaneous‘, escrita e dirigida por Brian Duield e coestrelada por Charlie Plummer, em produção — mas ela está “aprendendo a priorizar as coisas.” Como ver seus amigos quando está de volta à Perth: “Eu tenho quase que um sentimento maternal; eu quero que eles deem o melhor de si, e cozinharei para eles.” E fazer coisas que ela hesita em fazer nos Estados Unidos: “Eu gosto de sair usando trajes escandalosos e maquiagens esquisitas. Sendo uma pessoa pública, você tem seu anonimato roubado, então se as pessoas te fotografam vestido de uma certa maneira, isso de repente se torna parte de sua imagem. O mais maravilhoso de ir para casa e ter equilíbrio é que você pode ganhar liberdade sobre si mesmo novamente.”

Moda é vital para sua auto-expressão, seja vestindo Dolce & Gabbana e Alexander McQueen no tapete vermelho ou sua afinidade por “roupas que a façam se sentir bem.” Ela desaparece momentaneamente para buscar um suéter de segunda mão turquesa e berinjela um pouco berrante (“ele me deixa feliz”) e descreve um par de botas brilhantes de plataforma dois números maior que seu pé, que ela enche de lenços de papel para caber.

“É uma coisa criativa,” ela comenta. “Às vezes, não se trata muito sobre estar [vestida] de uma certa maneira, e sim sobre se sentir de uma certa maneira.”

Confira o vídeo dos bastidores do ensaio fotográfico divulgado com exclusividade pela ET Canadá:

Os scans, fotos profissionais e capturas de Katherine nos bastidores do ensaio fotográfico já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MAIO – MARIE CLAIRE

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > MARIE CLAIRE POR ERIK MADIGAN HECK

CAPTURAS | SCREENCAPTURES > PHOTOSHOOTS > 2018 > MARIE CLAIRE

Fonte: Marie Claire.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

A Entertainment Weekly divulgou com exclusividade em seu site nesta terça-feira, 10/04, algumas fotos dos bastidores de ‘Spontaneous‘ e os diários de gravação de Katherine Langford, Hayley Law, Charlie Plummer e do diretor Brian Duffield.

Confira a matéria traduzida pela nossa equipe:

Spontaneous: Veja os diários de gravação de Katherine Langford e seus colegas de elenco
A estrela de ’13 Reasons Why’ foi para os bastidores do filme de ficção científica para a EW

Baseado no popular romance juvenil, Spontaneous é o próximo grande veículo do estrelato para Katherine Langford (13 Reasons Why). Ela interpreta Mara Carlyle, uma estudante do ensino médio cuja vida muda para sempre quando alunos de sua turma do último ano literalmente começam a explodir sem nenhuma razão aparente. Ela e seus amigos permanecem juntos, se perguntando como viver a vida quando o amanhã não é mais uma promessa.

Langford, seus colegas de elenco, e o diretor Brian Duffield compartilharam com exclusividade um diário de gravação da produção com a EW, contendo todo o tipo de grandes comentários sobre o filme.

KATHERINE LANGFORD

“‘Spontaneous‘ foi uma experiência tão boa e me deu a oportunidade de experimentar um papel e um gênero que eram tão diferentes de qualquer coisa que eu já tenha feito ou lido. Gravar esse filme foi incrivelmente especial e uma história da qual eu estava honrada em fazer parte, pois ela não só me desafiou como também me permitiu me divertir! Trabalhar com Brian Duffield, que não só escreveu esse filme, mas também o dirigiu, foi incrível, e foi um prazer poder executar sua visão. Eu me diverti tanto no set e sou grata por ter recebido a oportunidade de experimentar algo tão único.”

CHARLIE PLUMMER

“Trabalhar com Brian, Katherine, Hayley, e todo o elenco e equipe de ‘Spontaneous’ foi a melhor experiência que eu tive – todos eles são pessoas maravilhosas e mestres em seus ofícios. Estou tão orgulhoso de ter trabalhado com todo mundo envolvido neste projeto, e estou muito ansioso para ver o produto final.”

HAYLEY LAW

“Katherine, Charlie e eu nos tornamos próximos durante as filmagens. O que fez os dias muito longos se tornarem super divertidos. Ambos são atores incríveis. Eu pude aprender muito dividindo cenas com eles.”

BRIAN DUFFIELD SOBRE KATHERINE LANGFORD

“Trabalhar com Katherine Langford é provavelmente o mesmo sentimento de trabalhar com Meryl Streep — você sabe que está assistindo às melhores atrizes do mundo e está muito confuso quanto ao porquê de elas terem aceitado trabalhar com você. Eu sou um escritor profissional e nem mesmo posso pensar em que palavras usar para descrever o quão incrível ela é, tanto profissionalmente quanto pessoalmente.”

As fotos dos bastidores já estão disponíveis em alta qualidade em nossa galeria:

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – SPONTANEOUS > BASTIDORES

Fonte: Entertainment Weekly.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para o exemplar do último fim de semana, 31/03 a 01/04, da revista australiana SA Weekend. A atriz falou sobre ‘Com Amor, Simon‘, sua personagem Leah Burke e ‘13 Reasons Why‘. Confira a matéria traduzida por nossa equipe abaixo:

ATUANDO EM SEU TEMPO
Depois de uma indicação ao Globo de Ouro pela controversa 13 Reasons Why, a atriz australiana Katherine Langford segue com seu primeiro grande filme em Hollywood, ‘Com Amor, Simon’, um conto gentil de amadurecimento sobre um menino gay

É um pouco cedo para começar a perguntar a Katherine Langford, de 21 anos de idade, se é hora de graduar-se de interpretar estudantes do ensino médio. A atriz australiana estrelou o controverso drama da Netflix ambientado no ensino médio, ‘13 Reasons Why‘, ano passado e agora completou-o com o filme ambientado no ensino médio ‘Com Amor, Simon‘.

“Essas são as duas coisas às quais as pessoas fazem alusão,” Langford diz, “mas, colocando isso em perspectiva, essas também são as únicas duas coisas que eu fiz durante minha carreira.”

Interpretar estudantes não apenas impulsionou Langford de Perth para o cenário mundial, também proporcionou ao talento promissor muitas experiências significativas para absorver: “Dezesseis, dezessete, dezoito anos são épocas tão tumultuadas na vida de qualquer pessoa,” ela aponta, “existem algumas histórias realmente excelentes para serem contadas.”

Langford, cujas primeiras paixões foram a natação e depois a música, voltou para casa, na Austrália, semana passada para promover ‘Com Amor, Simon‘. Baseado no romance juvenil Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, o filme é uma grande e inteligente comédia-romântica adolescente de amadurecimento – que por acaso é sobre um menino gay.

A normalidade com que o filme trata essa história do processo de se assumir, e o fato de que ele está sendo distribuído por um grande estúdio de Hollywood, é um sinal de progresso que todos, desde o cineasta indie Xavier Dolan até o cantor australiano Troye Sivan, estão elogiando.

Após assistir ‘Com Amor, Simon‘, Sivan tweetou para seu grande número de seguidores internacionais: “Se eu tivesse visto esse filme quando eu tinha 12 anos, acredito verdadeiramente que ele teria mudado a formação da minha vida. Ou pelo menos me fazer sentir um pouco mais à vontade.”

Nick Robinson interpreta Simon enquanto Langford interpreta sua melhor amiga, Leah, que está enfrentando suas próprias dores e inseguranças. Langford ganhou o papel quando ainda estava filmando a primeira temporada de ‘13 Reasons Why‘. Ela havia feito testes para esse papel [Hannah Baker] por Skype. Sua escalação de última hora foi seguida por uma correria insana para obter o visto que ela precisava para poder trabalhar nos EUA.

Interpretar Hannah Baker – uma adolescente que comete suicídio deixando para trás uma caixa de fitas cassetes com mensagens àqueles que, segundo ela, a levaram a tomar tal atitude – rendeu a Langford uma indicação ao Globo de Ouro, mas também trouxe controvérsia.

Na Austrália, a organização da saúde mental da juventude emitiu um alerta sobre o “conteúdo perigoso” no drama e o impacto que isso poderia ter nas crianças. Langford prefere se concentrar nos pontos positivos que as pessoas tiraram da série – os fãs que disseram a ela “o que eu pude fazer como atriz os afetou em suas vidas,” diz ela.

Com ‘13 Reasons Why‘ e ‘Com Amor, Simon‘, ela acrescenta, “Eu não escolhi nenhum desses projetos com qualquer tipo de agenda social. Mas sou muito grata por ter feito parte deles porque sinto que eles repercutiram com o público em um nível além do entretenimento.”

Tudo isso se somou a dois anos de turbilhões.

“Turbilhões, essa é uma boa palavra para descrever estes anos,” Langford ri. “Estou de volta em casa, aqui na Austrália, após quase dois anos trabalhando, sem parar. Mas tem sido uma experiência incrível e sinto que pude aprender muito.”

A pressão para traçar seu próximo passo – “especialmente vinda de uma indicação ao Globo de Ouro,” ela diz – é intensa. Mas Langford está determinada a dá-lo em seu próprio ritmo; ela está até mesmo considerando mudar seu foco de volta para a música em um futuro próximo.

“Eu não estou necessariamente com pressa para fazer qualquer coisa,” ela diz. “Nos próximos meses, eu irei tirar um tempo para aprimorar minhas habilidades como atriz e continuar criando e fazendo o que eu fazia antes. Tem sido dois anos tão magníficos e eu quero garantir que, com o decorrer do tempo, eu possa continuar a fazer trabalhos dos quais eu me orgulhe.”

O colega de trabalho de Langford em ‘Com Amor, Simon‘, Nick Robinson, pode assegurar o fato de que a australiana não se deixou deslumbrar. “Ela é muito humilde,” ele diz. “Ela é inteligente e toma boas decisões, e o sucesso [dela] é bem merecido.”

Robinson também parece estar se saindo bem na estaca na sensatez, apesar de ter estrelado em um dos filmes de maior bilheteria nos últimos anos, Jurassic World, e dado um passo à frente como protagonista com ‘Com Amor, Simon‘.

O filme premiou o jovem de 22 anos de Seattle com um ponto alto em sua carreira: um número de dança de Whitney Houston.

Ele esperava isso de alguma forma?

“Inequivocamente, não,” Robinson responde. “Há uma primeira vez para tudo e todos nós decidimos ir em frente. Mas eu diria que esse seria meu último número de dança da Whitney Houston.”

Enquanto Langford achou um tanto surreal fazer parte do tipo de drama colegial americano que ela cresceu assistindo – “Tanto conteúdo vem da América que você meio que cresce indiretamente através de garotos e garotas americanos,” ela diz – Robinson sentiu que o filme foi genuíno com a sua própria experiência do ensino médio.

“No ensino médio, você está tentando ser autêntico consigo mesmo, mas não sabe bem o que é isso. Então, é uma época confusa,” ele diz. “Eu pude me identificar com Simon na diferença entre quão legal ele se sente por dentro e quem ele está realmente mostrando ao mundo – tentando resumir. É disso que se trata essa história, trazer a vida interior de Simon ao exterior.”

“A finalidade de Simon é que as pessoas se identifiquem com ele – você não tem que ser gay ou parte da comunidade LGBTQ para se identificar com sua trajetória.”

A vida imitou a arte quando o irmão de Robinson se assumiu para sua família e amigos durante as filmagens de ‘Com Amor, Simon‘.

“Eu não acho que isso tenha relação com o filme, mas [o filme] definitivamente ajudou a informar minhas conversas com ele,” Robinson diz. “Eu fiquei mais apto a ter um diálogo (com ele) e espero que isso seja o que o filme faz – permita diálogos.”

O filme dá um pequeno aceno à um icônico filme ambientado no ensino médio dos anos 80, ‘Curtindo a Vida Adoidado‘. Embora o diretor Greg Berlanti esteja aberto a extrair inspirações de clássicos adolescentes feitos por nomes como John Hughes e Cameron Crowe, Robinson não está prestes a prever se seu filme terá o mesmo tipo de impacto em várias gerações.

“Eu pessoalmente amo ‘Curtindo a Vida Adoidado‘, então isso seria uma grande honra,” ele ri.

Langford só espera que o filme repercuta com crianças e pais de todas as classes sociais, enquanto Hollywood dá outro pequeno passo em direção à inclusão: “É um filme muito alegre e a beleza dele é que todos, dependendo de suas histórias, respondem de formas diferentes.”

Com Amor, Simon‘ está em exibição nos cinemas.

Os scans da revista e a foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a 20th Century Fox, realizado por John Russo, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MARÇO – SA WEEKEND


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > 20TH CENTURY FOX POR JOHN RUSSO

Fonte: SA Weekend.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Nestas últimas semanas a 20th Century FOX liberou diversos novos materiais promocionais de ‘Com Amor, Simon‘, entre eles novos pôsteres, stills, imagens promocionais e clipes do filme.

Confira os vídeos nos players abaixo:






As fotos e capturas dos vídeos divulgados já se encontram em nossa galeria:

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > PHOTOSHOOT PROMOCIONAL

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > PÔSTERES

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > STILLS

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > IMAGENS PROMOCIONAIS

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > CLIPE “THE DEFAULT”

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > CLIPE “REVOLUTIONARY”

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > CLIPE “CRITICS”

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > CLIPE PROMOCIONAL “HIGH SCHOOL 101”

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > CLIPE PROMOCIONAL “DEAR JACK ANTONOFF”

FILMES | MOVIE PRODUCTIONS > 2018 – LOVE, SIMON > CLIPE PROMOCIONAL “GOOD FRIENDS”

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para o exemplar de hoje, 27/03, do jornal australiano The West Australian. A atriz falou sobre ‘Com Amor, Simon‘, sua personagem Leah Burke e temas relacionados ao filme. Confira a matéria traduzida por nossa equipe abaixo:

Por que ela é uma estrela

Depois da estreia marcante na controversa série da Netflix, ‘13 Reasons Why‘, a atriz de Perth, Katherine Langford, continua a ser uma das jovens estrelas mais badaladas do mundo. A ex-aluna da Perth Modern voou de volta à Austrália no último fim de semana para promover seu primeiro grande filme de Hollywood, ‘Com Amor, Simon‘, que estreia nos cinemas australianos na quinta-feira.

A jovem de 21 anos sentou-se para falar sobre seu novo filme, que recebeu ótimas críticas, e contou como foi ser nomeada a Melhor Atriz em Série Dramática no Globo de Ouro, em janeiro.

PARABÉNS PELA INDICAÇÃO AO GLOBO DE OURO POR ’13 REASONS WHY’. COMO VOCÊ SE SENTIU?
Foi emocionante. A energia era bastante palpável. Foi uma noite realmente maravilhosa e eu tentei absorver o máximo dela que eu pude. Foi especial para mim por muitas razões. Meu primeiro Globo de Ouro obviamente, mas também foi uma noite tão comovente por causa do movimento Time’s Up. Lembro-me que nesta época ano passado eu tinha acabado de filmar a primeira temporada de ‘13 Reasons Why‘ e assisti a Claire Foy aceitar o prêmio nessa categoria. Então, ser nomeada ao lado dela este ano, bem como, obviamente, Elisabeth Moss, Maggie Gyllenhaal e Caitriona Balfe, foi um momento muito especial e uma espécie de círculo completo.

VAMOS FALAR DE COM AMOR, SIMON. É SOBRE O QUE?
Bem, o filme é baseado no romance juvenil de Becky Albertalli, Simon vs. a Agenda Homo Sapiens. E ele acompanha um garoto de 17 anos de idade durante o ensino médio. É a história dele se apaixonando e então sendo exposto por um de seus colegas de classe e como isso afeta ele, sua família, seus amigos e as pessoas ao seu redor.

NO QUE VOCÊ DIRIA QUE ELE SE ASSEMELHA A OUTROS FILMES?
Eu acho que o filme definitivamente tem uma essência e qualidades de um filme de John Hughes, o que eu acho que é uma característica e qualidade muito especiais de se ter. Ele ainda é muito moderno, no sentido de que não está tentando se passar em qualquer outro período que não o agora, mas possui elementos de amor e comédia, e um equilíbrio desses elementos que são similares a alguns filmes do John Hughes.

VOCÊ MENCIONOU OS FILMES DE JOHN HUGHES, QUE SE PASSAM NOS ANOS 80 — PARECE QUE A NOSTALGIA É MUITO PREDOMINANTE ENTRE OS JOVENS HOJE?
Eu realmente sinto que hoje é difícil não reconhecer a enorme presença da tecnologia e acho que há, talvez, um pouco de nostalgia, ou talvez apenas pessoas preenchendo partes do que elas sentem que está faltando, dado que vivemos em uma época tão tecnológica e digital.

UMA ÁREA NA QUAL ‘COM AMOR, SIMON’ SE DIFERE DE MUITOS FILMES ADOLESCENTES É TER UM PROTAGONISTA GAY. O QUE DÁ A SENSAÇÃO DE QUE ESSA NÃO DEVERIA SER UMA COISA PARTICULARMENTE ÚNICA, MAS DE ALGUMA FORMA AINDA É…
Representatividade é uma coisa tão importante. E especialmente no cinema e em outras formas de arte. Eu sinto que há mais filmes LGBTQ, ou filmes que são centrados em torno de protagonistas LGBTQ, nos dias de hoje, mas ainda está faltando — há, definitivamente, espaço para mais. O que é tão especial sobre ‘Com Amor, Simon‘ é que ele não é apenas um filme focado em um personagem gay, mas ele também é um grande filme de estúdio e é uma história de amor. Criar um filme que é baseado em um protagonista LGBTQ já foi feito, e bem feito, antes… ‘Carol‘ ou ‘Me Chame Pelo Seu Nome‘, para citar alguns exemplos. Mas esse é um pouco diferente, eu acho. Ele não é apenas uma história de amor, é sobre juventude, é uma história comercial de amadurecimento e acho que, talvez, possivelmente seja a primeira vez que uma história de amor LGBTQ é contada de uma maneira tão grande, por um grande estúdio.

CONTE-NOS SOBRE A SUA PERSONAGEM NO FILME, LEAH.
Leah Burke é a melhor amiga de Simon. Eles tem sido melhores amigos desde antes do ensino médio, eu acho. Leah é uma personagem interessante. Por fora, ela é um tanto endurecida e pode ser um pouco fechada. Ela é muito criativa e é ligada em moda. E eu acho que um dos grandes motivos pelos quais ela é tão ligada em moda e em criatividade é porque esta é uma forma de ela se expressar, mas também extravasar o que ela sente por dentro de uma forma que é material e pode ser vista externamente. A moda pode servir como uma barreira entre nós e o resto do mundo e é uma barreira de proteção. Eu acho que particularmente para Leah, sua barreira consiste em suas roupas e criações, porque são coisas nas quais ela é boa e que ela pode fazer. Quero dizer, até mesmo conversando com os maquiadores e cabeleireiros quando estávamos nos estágios iniciais, eu disse que pensava que Leah é alguém que brinca criativamente com suas roupas e sua maquiagem, porque são coisas que ela pode criar, apresentar e se adaptar com. Eu acho que na maior parte do tempo no filme, especialmente na escola e particularmente perto da personagem de Alexandra Shipp, Abby, que é meio que a novata do grupo, Leah se sente bastante ameaçada. Ela é um pouco insegura em relação à Abby porque ela não se sente como se fosse tão boa quanto ela e eu acho que ela tem medo de perder seus amigos ou de ser vista como menos. Então ela definitivamente usa suas roupas e sua habilidade de manipular sua imagem para meio que se defender e se proteger.

EM UM NÍVEL BASE, COMO ATRIZ, É DIVERTIDO INTERPRETAR ALGUÉM QUE VESTE ROUPAS LEGAIS?
Definitivamente. Desde nova eu sempre fui interessada em estilo — embora eu não tenha crescido na indústria da moda — Eu sempre mantive uma apreciação por estilo, moda e arte… Eu acho que ao interpretar um personagem e particularmente ao interpretar Leah, você definitivamente tem muito mais opinião sobre o que você vai vestir, e mais ainda sobre a história por trás daquela roupa e o que cai bem com ela.

LEAH E SIMON SÃO MEIO QUE AMIGOS A VIDA TODA. VOCÊ CONHECIA NICK (ROBINSON) ANTES DO FILME? FOI DIFÍCIL CRIAR ESSE SENTIMENTO DE FAMILIARIDADE FÁCIL ENTRE O PERSONAGEM DELE E A SUA?
Nick Robinson é ótimo. Nós nunca havíamos nos visto antes do filme, mas ele é muito talentoso e inteligente e tem uma energia maravilhosa. Então, foi meio que fácil me dar bem com ele e eu acho que nós temos uma dinâmica legal que, com sorte, é similar a de Leah e Simon.

O DIRETOR GREG BERLANTI ORGANIZOU ENSAIOS POR DIVERSAS SEMANAS ANTES DAS FILMAGENS. ISSO AJUDOU A DINÂMICA E AS PERFORMANCES?
Ter duas semanas de ensaio realmente nos ajudou a ser capazes de nos conhecermos e brincar uns com os outros, não apenas a aprender e conviver uns com os outros como pessoas, mas também a adivinhar qual é a energia e qual é a dinâmica. Porque você lê um personagem em um roteiro e meio que tem uma ideia de quem eles são e do que eles fazem, mas não é até você colocar todos esses personagens juntos em uma sala que você realmente descobre como todos funcionam e interagem.
Greg foi genuinamente ótimo em nos deixar tentar e em nos deixar ver o que funcionava e o que não funcionava. E eu acho que, naquele período de ensaios, você realmente descobre não apenas mais do seu personagem, mas como eles interagem diferentemente com outros personagens. Por exemplo, com Leah foi compreender aquela dinâmica entre ‘Qual é a diferença entre Leah com Simon, Leah com Simon e Nick, e Leah quando está em um lugar com Simon, Nick e Abby?’ E eu descobri que elas variavam em temos de energia e meio que como Leah se sentia, onde ela se posicionava.

PARECE QUE HÁ MUITO MAIS COISAS EM LEAH COMO PERSONAGEM DO QUE SIMPLESMENTE A ‘AMIGA DO SIMON’.
Ambos passaram por tantas coisas juntos. Eles têm 17 anos agora e tem enfrentado uma série de coisas juntos pelos últimos 10 anos, provavelmente. Simon obviamente teve namoradas e não deu certo com nenhuma. Leah nunca teve um namorado, mas ela claramente assistiu e passou por todos os relacionamentos de Simon com ele. E durante esse período de tempo, ela, de uma maneira, se apaixonou por seu melhor amigo. O que acontece com ela ao longo do filme é que, enquanto Simon está lidando com seus desafios, Leah também está passando por suas próprias provações tentando lidar com todas as mudanças ao seu redor, e se apaixonando por Simon, achando que ele sente o mesmo.

COMO VOCÊ MENCIONOU, ESSE FILME NÃO É APENAS SOBRE SIMON.
Simon é, naturalmente, o foco principal, mas, se você olhar para qualquer um dos seus amigos nessa história, todos eles têm seus próprios problemas ou desafios de um tipo ou de outro. Com Leah, acho que talvez ela ainda não esteja muito confortável em sua própria pele. Ela meio que ainda não descobriu quem ela é ou como ela quer se apresentar ao mundo. E talvez ela tenha, um pouquinho, se agarrado a essa ideia de que está apaixonada por seu melhor amigo. Então quando isso é tirado dela, dói. Esse é o seu primeiro amor. Sua primeira paixão.

VOCÊ SENTE QUE OUTRAS JOVENS MULHERES PODEM SE IDENTIFICAR COM A LEAH?
Eu acho que toda vez que você assiste um filme, vai se identificar com alguém ou com a história de alguém de sua própria maneira pessoal, porque todos nós vivemos vidas muito diferentes e temos experiências diferentes que nos moldam. Mas eu realmente acho que a dificuldade que Leah enfrenta não é diferente das que muitos de nós enfrentamos, que é nem sempre se sentir completamente confortável em sua própria pele. Nem sempre ter completa ciência de quem você é. Eu acho que essas são coisas pelas quais todos nós passamos em algum momento na vida. Através do filme, você assiste Simon, Leah e o resto do grupo de amigos deles lidarem com seus próprios conflitos pessoais. Todos eles lidam com não saber muito bem quem são e tentam descobrir suas identidades nesse filme.

VOCÊ ACHA QUE É MAIS COMUM NOS DIAS DE HOJE QUE OS FILMES, E A INDÚSTRIA DO ENTRETENIMENTO EM GERAL, ABORDEM QUESTÕES CONSIDERADAS TABUS?
Eu definitivamente sinto que houve uma mudança na narrativa. Acho que há uma infinidade de fatores que se encaixam nisso. Acho que os espectadores estão muito mais inteligentes e muito mais a par do que está acontecendo no mundo, porque esse é um debate tão global agora. E nós estamos tão unidos agora, não apenas como países, mas também como uma comunidade global. E eu acho que isso realmente tem se traduzido no cinema e na televisão nos últimos anos.

TENDO DITO TUDO ISSO, ‘COM AMOR, SIMON’ É BEM ENGRAÇADO TAMBÉM…
Sim, eu acho que embora este filme tenha algumas mensagens subjacentes maravilhosas que são tão fortes e tão importantes, ele é também um filme que irá fazer você se sentir bem. E acho que as pessoas estão reagindo bem a ele por causa disso. Deixar a sala de cinema se sentindo positivo e ter uma experiência positiva em um filme é realmente maravilhoso. E talvez seja necessário, dado o clima global atual. Em termos de momentos engraçados, acho que Logan Miller, que interpreta o Martin, tem algumas cenas fantásticas que realmente transmitem parte do humor através deste filme.

FALANDO DE MEMBROS DO ELENCO, PARECIA HAVER UMA CAMARADAGEM REAL LÁ NO SET. AGORA VOCÊS ESTÃO REUNIDOS PARA O EVENTO DE HOJE…
Na verdade, é realmente maravilhoso ver todo mundo. Hoje foi o primeiro dia que a grande maioria de nós esteve reunida desde as filmagens, e foi como se a mesma dinâmica sólida estivesse de volta imediatamente. Além disso, a relação de Simon, Leah e Nick é praticamente a mesma de Nick, eu e Jorge.

Com Amor, Simon‘ estreia na quinta-feira.

Os scans do jornal e a foto divulgada do ensaio fotográfico de Katherine para a 20th Century Fox, realizado por John Russo, já estão em nossa galeria:

REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > MARÇO – THE WEST AUSTRALIAN


ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > 20TH CENTURY FOX POR JOHN RUSSO

Fonte: The West Australian.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
Não copie e/ou reproduza sem dar os devidos créditos!

Katherine Langford concedeu uma entrevista exclusiva para a edição de abril de 2018 da Vogue Austrália. A atriz falou sobre feminismo, ‘13 Reasons Why‘, sua carreira, ‘Com Amor, Simon‘ e muito mais. Confira a matéria traduzida:

Katherine Langford fala sobre feminismo, sua ascensão à fama e ’13 Reasons Why’
Conseguindo aclamação súbita como a estrela de 13 Reasons Why, Katherine Langford se sente empolgada por começar sua carreira em uma época de mudanças monumentais nas indústrias televisiva e cinematográfica.

Enterrados fundo entre os muitos vídeos no YouTube relacionados ao sucesso teen da Netflix ‘13 Reasons Why‘, estão alguns clipes musicais caseiros feitos por sua estrela Katherine Langford quando ela era adolescente. A então estudante de 16 anos está sentada em seu quarto, na casa de sua família em Perth, vestindo seu uniforme escolar e com seus cachos caindo desarrumados, cantando com seriedade na câmera de seu computador.

“Dizendo que somos jovens e morrendo de vontade de ser mais velhos… clamando por liberdade, mas nunca querendo envelhecer e… aqui estou eu no meio da angústia adolescente tentando loucamente ser muito mais do que somos, estamos indo longe demais,” canta Langford.

O ano é 2013 e a música se chama Young & Stupid, uma canção anti-suicídio escrita depois que três adolescentes de Perth tiraram suas próprias vidas naquele ano. É uma melodia simples, acompanhada por um teclado, mas a voz de Langford é surpreendentemente sincera, melancólica, com tons fortes no estilo de jazz que combinam com sua aparência pré-rafaelita.

Corte para quatro anos mais tarde e Langford mais uma vez vestiu um uniforme escolar e novamente aborda um tema melancólico como a estrela de ‘13 Reasons Why‘, onde ela interpreta Hannah Baker, uma estudante que comete suicídio e deixa 13 fitas explicando seus motivos para tirar sua própria vida. Foi um papel marcante para a jovem atriz australiana, um que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro e a catapultou no espírito adolescente atual uma vez que ‘13 Reasons Why‘ se tornou uma das séries mais comentadas no Twitter em 2017. Ela causou muitos debates quanto ao seu controverso conteúdo sombrio, mais notavelmente o angustiante episódio final em que Hannah tira a própria vida.

Interpretar Hannah, Langford admite, não foi fácil. “Felizmente para mim, minha experiência de ensino médio foi muito diferente da de Hannah. Eu frequentei uma escola para pessoas intelectualmente dotadas e talentosas, e fui muito bem assistida em meu grupo de amigos,” ela diz.

“Em termos de interpretar Hannah, ela é uma personagem que eu desempenho, e eu sou eu mesma. Nós somos pessoas muito diferentes e a história dela é muito diferente da minha, no entanto, ainda sou eu, mesmo com a maquiagem e as mudanças de figurino. Às vezes eu acho complicado como atriz determinar o que é real e o que não é. Nós somos pessoas diferentes, mas no fim do dia ainda sou eu… Você vê Hannah chorar, mas aquelas são as lágrimas da Katherine, eu acho.”

O conteúdo sensível de ‘13 Reasons Why‘ – suicídio adolescente e bullying – não está perdido em Langford, que tem feito um esforço consciente para aproveitar sua celebridade para ajudar outras pessoas e causar mudança. Ela é cuidadosa e considerada com suas palavras, consciente de que é agora um modelo para jovens adolescentes potencialmente vulneráveis, milhares dos quais a seguem nas redes sociais.

“Eu não acho que alguém poderia ter previsto a magnitude da série. Todos nós estávamos cientes de que abordar tópicos sensíveis e questões que são pessoais e relevantes significava que as pessoas iriam se identificar com elas de maneiras diferentes.

“Quando a série foi lançada, eu decidi ter uma presença nas redes sociais porque senti que era importante estar lá para apoiar as pessoas caso elas precisassem de ajuda com qualquer coisa relacionada à Hannah ou à série. Eu tenho 21 anos [ela completa 22 neste mês], sou uma atriz e não sou de forma alguma uma profissional certificada, (mas) senti que em qualquer capacidade que eu pudesse estar lá para ajudar, então isso seria benéfico. Para mim, não se trata muito de oferecer conselhos de vida, mas ser uma plataforma e uma pessoa que, com sorte, pode transmitir mensagens positivas e… disseminar links de websites específicos na minha bio nos quais as pessoas podem clicar, fornecer fontes. Essas são coisas que eu posso fazer que são úteis.”

Langford está falando ao telefone de Los Angeles, onde ela passa mais tempo agora conforme seu perfil se eleva. Nós tínhamos nos encontrado no mês anterior na cerimônia de premiação do Australians in Film em West Hollywood, onde ela recebeu o Prêmio de Atuação Inovadora (Breakthrough Award), uma das muitas distinções que ela recebeu nos últimos 18 meses, incluindo sua aprovação no Globo de Ouro.

Embora ela não tenha ganhado o Globo, o evento foi uma reviravolta para Langford, não apenas sendo sua primeira grande cerimônia de premiação, mas uma noite em que o #MovimentoTimesUp foi lançado e as mulheres de Hollywood expressaram sua opinião vestindo preto no tapete vermelho. (Langford usou um vestido preto personalizado assinado pela Prada.) Emergir na indústria do entretenimento durante um extraordinário momento decisivo para a igualdade das mulheres é significativo para Langford, uma orgulhosa feminista.

“Definitivamente parece que há uma revelação de mudança e empoderamento, onde as pessoas estão realmente usando suas vozes. Especialmente mulheres de alta potência, talentosas e bem conhecidas na indústria que estão definindo os padrões e são muito apaixonadas, não apenas nesta indústria, mas também em outras. Então estar no Globo de Ouro acentuou esse sentimento ainda mais, e, para mim, sendo uma jovem atriz no começo da minha carreira, é um momento tão inspirador.”

Langford acaba de terminar de filmar a segunda temporada de ‘13 Reasons Why‘ e aparece neste mês aparece em seu primeiro longa-metragem ‘Com Amor, Simon‘, a adaptação cinematográfica do romance juvenil Simon vs. A Agenda Homo Sapiens. [Com Amor, Simon] É outro drama sobre amadurecimento, desta vez lidando com a homossexualidade e o bullying.

“Depois de ‘13 Reasons Why‘ eu não estava necessariamente procurando fazer mais nada, muito menos algo que se passasse em uma escola secundária. Mas o que me impressionou em ‘Com Amor, Simon‘, foi que não é um filme sobre ensino médio, é uma história de amor, uma história sobre se assumir, uma história de amadurecimento. Haviam tantas narrativas que pareciam familiares e ainda assim únicas, simplesmente devido ao modo como elas foram escritas e à maneira que eu senti que foram retratadas,” ela diz.

A atuação não foi o primeiro amor de Langford – na escola ela se destacou em natação e teatro musical, se inscrevendo para a Western Australian Academy of Performing Arts (WAAPA), cujos ex-alunos incluem Heath Ledger e Hugh Jackman, após se formar no ensino médio. “Atuar não era realmente algo que eu procurava fazer até os meus 18 anos, quando fiz testes para todas as escolas de teatro e me disseram que eu precisava de experiência de vida,” ela diz, rindo.

Sempre determinada, Langford foi e conseguiu um diploma em teatro musical enquanto trabalhava em três empregos. “Naquele ano inteiro quando eu completei 18 anos, eu tentava encontrar aulas e ler peças no tempo livre entre trabalhar em meus empregos e ir à aula. No fim daquele ano, alguns agentes dos EUA visitaram a Austrália através de um curso,” ela acrescenta.

Ela foi convidada a enviar uma fita de audição ao mesmo tempo em que recebeu a notícia de que havia se classificado para a fase final de testes para as duas melhores escolas de artes cênicas do país: WAAPA e National Institute of Dramatic Art (NIDA).

“Cerca de dois dias depois que eu enviei a fita para fazer os testes para aqueles agentes americanos, eu descobri que tinha sido aceita na WAAPA, na qual eu estava tentando entrar há três anos,” ela diz. No dia seguinte, os agentes ligaram para ela para dizer que queriam que ela fizesse um teste para emissoras. Não é necessário mencionar que a WAAPA foi protelada e Langford não olhou para trás.

Embora sua carreira de atriz esteja florescendo, a música ainda é uma grande paixão. Inspirada ao assistir um show da Lady Gaga quando tinha 16 anos, Langford aprendeu a tocar piano sozinha (através de tutoriais na internet). Quando menciono esses vídeos do YouTube, ela ri. “Eu treinei como vocalista clássica e no meu último ano de escola, comecei a me envolver bastante com música. Acho que comecei a escrever músicas para os meus amigos porque eu via que eles gostavam delas e que elas os faziam felizes, então eu as colocava no YouTube para que meus amigos pudessem assisti-las. É engraçado assistir esses vídeos agora… a música foi algo que eu fiz muito antes de atuar e é parte de quem eu sou.”

Eu pergunto se algum dia ela consideraria fazer um musical. “Eu amo musicais, mas no momento guardo [minha música] para mim mesma,” ela diz. “Já me perguntaram se eu pretendo lançar algo um dia… Acho que mais para a frente, eu não diria não se fosse algo do qual eu estivesse orgulhosa ou algo que eu sentisse que as pessoas iriam gostar. Definitivamente isso está na mesa.”

Com Amor, Simon‘ estreia nos cinemas em 29 de março.

As fotos do ensaio fotográfico de Katherine para a VOGUE Austrália, realizado por Robbie Fimmano, e os scans da edição de abril da revista já estão em nossa galeria:

ENSAIOS FOTOGRÁFICOS | PHOTOSHOOTS & PORTRAITS > 2018 > VOGUE AUSTRALIA POR ROBBIE FIMMANO


REVISTAS & JORNAIS | SCANS > 2018 > ABRIL – VOGUE AUSTRALIA

Fonte: VOGUE Austrália.
Tradução & Adaptação: Katherine Langford Brasil.
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